Imagem de leitura — Anna Ancher

28 09 2011

Interior com senhora lendo e papoulas, [ Sra. Lizzy Hohlenberg], 1905

Anna Ancher ( Dinamarca, 1859-1935)

óleo sobre tela, 56 x 65 cm

Museu Skagens, Alemanha

Anna Kirstine Brøndum Ancher nasceu em Skagen, 1859. Estudou pintura em Copenhagem, indo mais tarde para Paris onde aprimorou sua técnica no ateliê de Pierre Puvis de Chavannes.  Em 1880 se casou com o pintor Michael Ancher.  Continuou a pintar depois de casada, pintava sobretudo cenas intimistas de mulheres e crianças nas quais se destaca a riqueza de cores vivas.  Faleceu em 1935.





Imagem de leitura — Willliam Merritt Chase

27 09 2011

Interior do estúdio, c. 1882

William Merritt Chase ( EUA, 1849-1916)

óleo sobre tela, 71 x 102 cm

Broklyn Museum, Nova York

William Merritt Chase nasceu no estado de Indiana em 1849.  Mostrou interesse e habilidade com as artes desdde cedo, estudando com artistas locais como Barton S. Hays e Jacob Cox.   Seus professores o incentivaram a ir para Nova York para estudar mais.  Lá estudou na National Academy of Design.  Vicissitudes financeiras da família o obrigaram a voltar para o interior do país.  Mas continuou seus esforços e çogo conseguiu um grupo de colecionadores abastados que o enviaram à Europa para estudar por dois anos e em troca ele escolheria e compraria quadros de pintores europeus para suas coleções.  De volta para os Estados Unidos, tonou-se um dos grandes expoentes e líderes do impressionismo americano.   Faleceu em 1916.





Imagem de leitura — Boris Kustodiev

24 09 2011

Retrato da Condessa  Grabowska,  1917

Boris Kustodiev (Rússia, 1878-1927)

óleo sobre tela,  66 x 87 cm

Coleção Particular, Genebra

Boris Kustodiev nasceu em Astracã. Entre 1893 e 1896 estudou com Pavel Vlasov. Mais tarde completou seus estudos com Ilia Repin na Academia Imperial das Artes de Petrogrado,  de quem também foi ajudante.  Estudou também com escultorDmitri Stelletski e com o gravurista Vasili Mate.  Realizou a sua primeira exposição em 1896. Viajou através da França e da Espanha em 1904. Também esteve na Itália em 1907 e em 1909 em Áustria e Alemanha. Nessa época pintou, sobretudo, retratos e pintura de gênero.  Morreu em Leningrado em 1927.





Imagem de leitura — Georges Braem

21 09 2011

O álbum, s/d

Georges Braem (Bélgica, 1931- 1998)

óleo sobre madeira,  38 x 46 cm

Georges Braem nasceu em Cauderan na  Bélgica em 1931.  Estudou na Escola de Belas Artes de Bordeaux.  Trabalhou por quatro ano num ateliê de litografia onde desenvolveu gosto pela gravira.  Sua maneira preferida de pintura era sobre madeira ou couro.  Fez numerosas exposições  tanto na França como no exterior: Espanha, Bélgica, Suiça, Alemanha, Suécia, Japão.  Faleceu em 1998.





Imagem de leitura — Tomás Santa Rosa

18 09 2011

Meninas lendo, s/d

Tomás Santa Rosa ( Brasil, 1909-1956)

óleo sobre tela

Tomás Santa Rosa nasceu em João Pessoa em 1909.  Depois de uma breve estadia em Salvador quando trabalhou como contabilista, muda-se para o Rio de Janeiro onde se torna um auxiliar de Candido Portinari na pintura mural.  Em 1933 começa a carreira de ilustrador, mas logo amplia os seus horizontes com as artes cênicas, onde seu talento amadurece.  Morre subitamente na Índia, em 1956, onde participava de uma conferência internacional.

 





Imagem de leitura — Sergei Arsenevich Vinogradov

16 09 2011

Leitura na sacada, 1910-20

Sergei Arsenevoch Vinogradov ( Rússia, 1869-1938)

óleo sobre tela

Sergei Arsenevich Vinogradov nasceu em  Bolshie Soly, na Rússia em 1869.  Foi um dos líderes em Moscou do impressionismo  russo.  Estabeleceu-se como pintor de gênero, e de retratos de camponeses.  Morreu em Riga, na atual Letônia, em 1938.





Imagem de leitura — Jon Houglum

16 09 2011

O livro favorito de Sidney, s/d

Jon Houglum (EUA, contemporâneo)

óleo sobre tela

http://www.houglumfineart.com

Jon Houglum é um pintor americano, nascido no estado de Minnesota.  Formado em Professor de Arte, estudou por quatro anos,, particularmente com a pintora holandesa radicada nos EUA,  Antonias Raemaechers.  Por muitos anos manteve um ateliê de pintura/galeria no estado da Flórida e em 1996 mudou-se para a cidade de Franklin no estado da Carolina do Norte onde ainda reside.

http://www.houglumfineart.com





Imagem de leitura — Edson Campos

14 09 2011

Um belo dia [One fine day], s/d

Edson Campos ( Brasil, 1955)

www.edsoncampos.com

Edson Campos nasceu no Rio de Janeiro em 1955.  Autodidata, desenha e pinta desde criança.  Em 1978 mudou-se para os Estados Unidos, onde se estabeleceu como pintor desde então, e onde reside até hoje.  Tendo viajado extensivamente pela Europa, hoje é portador de inúmeros prêmios nos EUA e na Europa.  Para ver mais de seus trabalhos: www.edsoncampos.com





A solução de Rosa Montero: consideração para com o nosso semelhante, em Instruções para salvar o mundo

14 09 2011

A bebedora de absinto, 1901

Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)

Óleo sobre tela,

Hermitage, São Petersburgo, Rússia

Meu primeiro contato com Rosa Montero foi através do fantástico História do rei transparente [Ediouro: 2006], que devorei em dois dias.  Amei!  Mais tarde, vim a ler A louca da casa, [Ediouro: 2004],  Histórias de mulheres [Agir: 2008], A filha do canibal [Ediouro:2007] e agora, este mês, Instruções para salvar o mundo [Record: 2010].  O que surpreende nessa escritora espanhola é o camaleonismo, ou melhor, como cada um de seus livros parece ter um estilo diverso, um narrador diferente, um tema inesperado.  O que os une, a todos, é uma voz narrativa que carrega o leitor por tortuosos e imaginativos caminhos.  Essa também é a característica de Instruções para salvar o mundo.

Quatro personagens principais preenchem o espaço desse romance.   Três são o centro do drama:  Matias, um taxista viúvo, que agoniza diariamente pela perda de sua esposa para o câncer;  Daniel um médico frustrado,  mais ambicioso do que sua capacidade de  dedicação profissional e com a satisfação na vida pessoal inexistente  e Fatma,  natural de Serra Leone, belíssima mulher e prostituta.   Eles parecem ter pouco em comum, mas invadem o nosso mundo imaginário quando suas vidas se mostram interligadas, apesar de extremamente solitárias.  Em contraponto, quase que preenchendo o papel que seria do coro numa tragédia grega, temos Cérebro, cognome de uma ex-professora universitária, uma cientista, cuja linha de pensamento nos mostra o caminho de Rosa Montero.  Cérebro não só é minha personagem favorita pela clareza de seu raciocínio, como é também quem dá a dimensão da tragédia que testemunhamos.  Aos poucos, e graças à força narrativa da autora, esses dois homens e duas mulheres nos envolvem e participamos silenciosamente da absoluta solidão em que vivem,  presenciamos o desespero calado que os corrói.   A falta de perspectiva de uma vida melhor parece inviável para cada um.  E sufoca.

Os personagens vivem num caos emocional que praticamente os deixa anestesiados para a vida cotidiana.  Ou, porque não conseguem perceber nada além do vazio interno que os preenche,  ou porque se dopam, ou se retiram do momento atual, do presente,  para algum lugar  íntimo, interior, onde podem sobreviver as penas de um cotidiano irreparável, como acontece com Fatma.  O mundo externo, fora dessas emoções contidas e reprimidas, está também presente no caos das mudanças climáticas que os rodeiam, refletido no calor fora de época da cidade.  Todos quatro são cidadãos de uma gigante metrópole, igual a dezenas de outras, parecidas com aquelas em que vivemos.  E, como muitos desses cidadãos, como habitantes dessas zonas urbanas, eles passam a vida paralisados nas suas angústias, entorpecidos nas suas emoções.

Rosa Montero

A solução de Rosa Montero para saciar esse desespero interno de cada um é a bondade.  A bondade com o nosso semelhante, o desprendimento.  Talvez uma solução por demais ingênua e idealista para essa leitora.  Algo de irreal, de conto de fadas nessa solução me dá pausa.  Sinto-me crítica.  Talvez eu mesma já esteja, como os personagens da trama, cáustica, amarga, incrédula para considerar tal sugestão com o peso que uma autora como Rosa Montero merece.   Este é o grande senão que tenho com o romance.   As questões sobre o que está acontecendo com a humanidade, o que está acontecendo com o lugar em que vivemos que inevitavelmente temos que levar em conta ao longo da leitura de Instruções para salvar o mundo não só são difíceis de responder, mas também impossíveis de serem solucionadas por ato tão simples e pequeno, quanto esse romance.    Mas fica aqui a minha admiração por quem tem a coragem de levantar essas questões.

Aqui, uma entrevista da autora em espanhol, legendada:






Imagem de leitura — Michele Del Campo

12 09 2011

Menina chinesa lendo, 2008

Michele Del Campo ( Itália, 1976)

Óleo sobre tela, 140 x 140 cm

www.micheledelcampo.com

Michele Del Campo nasceu em  Sannicandro Garganico, na Itália, em 1976.  Fez os cursos de Belas Artes, começando na Universidade de Milão completando os anos de aprendizado na Universidade Complutense de Madri, em 2007.  Formou-se em Ilustração no reino Unido em 2001.  Mudou-se para Londres  em 2008, onde vive hoje.  www.micheledelcampo.com