Imagem de leitura — Alice Brueggemann

12 03 2012

Menino lendo, 1954

Alice Brueggemann (Brasil, 1917-2001)

óleo sobre tela, 65 x 54cm

Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Porto Alegre

Alice Brueggemann nasceu em Porto Alegre, em 1917. Formou-se no Instituto de Artes da UFRGS e desde os anos 50 foi uma presença constante em salões e mostras da capital gaúcha, iniciando sua carreira em uma época em que a atividade artística feminina era desacreditada, sendo uma das primeiras mulheres a se intitular “artista plástica profissional“. Manteve por várias décadas um atelier em conjunto com Alice Soares, e durante muito tempo foi desenhista do SESI. Realizou inúmeras individuais no estado e no Brasil, participando também do Panorama da Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Faleceu em 2001. [Wikipédia]





O leão e o ratinho – fábula, texto de Monteiro Lobato

12 03 2012

Ilustração, assinatura ilegível.

O leão e o ratinho

Monteiro Lobato

Ao sair do buraco viu-se um ratinho entre as patas de um leão.  Estacou, de pelos em pé, paralisado pelo terror.  O leão, porém, não lhe fez mal nenhum.

— Segue em paz, ratinho; não tenhas medo do teu rei.

Dias depois o leão caiu numa rede.  Urrou desesperadamente, debateu-se, mas quanto mais se agitava mais preso no laço ficava.

Atraído pelos urros, apareceu o ratinho.

— Amor com amor se paga – disse ele lá consigo e pôs-se a roer as cordas.  Num instante conseguiu romper uma das malhas.  E como a rede era das tais que rompida a primeira malha as outras se afrouxam, pode o leão deslindar-se e fugir.

Mais vale paciência pequenina do que arrancos de leão.

José Bento Monteiro Lobato, (Taubaté, SP, 1882 – 1948).  Escritor, contista; dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento.

Obras:

A Barca de Gleyre, 1944

A Caçada da Onça, 1924

A ceia dos acusados, 1936

A Chave do Tamanho, 1942

A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, 1955

A Epopéia Americana, 1940

A Menina do Narizinho Arrebitado, 1924

Alice no País do Espelho, 1933

América, 1932

Aritmética da Emília, 1935

As caçadas de Pedrinho, 1933

Aventuras de Hans Staden, 1927

Caçada da Onça, 1925

Cidades Mortas, 1919

Contos Leves, 1935

Contos Pesados, 1940

Conversa entre Amigos, 1986

D. Quixote das crianças, 1936

Emília no País da Gramática, 1934

Escândalo do Petróleo, 1936

Fábulas, 1922

Fábulas de Narizinho, 1923

Ferro, 1931

Filosofia da vida, 1937

Formação da mentalidade, 1940

Geografia de Dona Benta, 1935

História da civilização, 1946

História da filosofia, 1935

História da literatura mundial, 1941

História das Invenções, 1935

História do Mundo para crianças, 1933

Histórias de Tia Nastácia, 1937

How Henry Ford is Regarded in Brazil, 1926

Idéias de Jeca Tatu, 1919

Jeca-Tatuzinho, 1925

Lucia, ou a Menina de Narizinho Arrebitado, 1921

Memórias de Emília, 1936

Mister Slang e o Brasil, 1927

Mundo da Lua, 1923

Na Antevéspera, 1933

Narizinho Arrebitado, 1923

Negrinha, 1920

Novas Reinações de Narizinho, 1933

O Choque das Raças ou O Presidente Negro, 1926

O Garimpeiro do Rio das Garças, 1930

O livro da jangal, 1941

O Macaco que Se Fez Homem, 1923

O Marquês de Rabicó, 1922

O Minotauro, 1939

O pequeno César, 1935

O Picapau Amarelo, 1939

O pó de pirlimpimpim, 1931

O Poço do Visconde, 1937

O presidente negro, 1926

O Saci, 1918

Onda Verde, 1923

Os Doze Trabalhos de Hércules,  1944

Os grandes pensadores, 1939

Os Negros, 1924

Prefácios e Entrevistas, 1946

Problema Vital, 1918

Reforma da Natureza, 1941

Reinações de Narizinho, 1931

Serões de Dona Benta,  1937

Urupês, 1918

Viagem ao Céu, 1932

———————————-

Esta fábula de Monteiro Lobato é uma das centenas de variações feitas através dos séculos da fábulas de Esopo, escritor grego, que viveu no século VI AC.  Suas fábulas foram reunidas e atribuídas a ele, por Demétrius em 325 AC.  Desde então tornaram-se clássicos da cultura ocidental e muitos escritores como Monteiro Lobato, re-escreveram e ficaram famosos por recriarem estas histórias, o que mostra a universalidade dos textos, das emoções descritas e da moral neles exemplificada.  Entre os mais famosos escritores que recriaram as Fábulas de Esopo estão Fedro e La Fontaine.

——————————





Imagem de leitura — Elisabeth Vigée-Lebrun

9 03 2012

Retrato de Viscondessa de Vaudreuil, 1785

Elisabeth Vigée-Lebrun ( França, 1755-1842)

óleo sobre madeira

Marie Elisabeth-Louise Vigée-Lebrun nasceu em Paris em 1755.  Seu pai, de quem recebeu as primeiras instruções, era pintor.  Depois ela se tornou aluna de Gabriel François Doyen, Jean-Baptiste Greuze, Claude Joseph Vernet, entre outros mestres do período. Tornou-se profissional, pintando retratos profissionalmente, ainda adolescente.  Tornou-se o artistas plástico mais famoso do início a meados do século XVIII.Em 1776, casou-se com Jean-Baptiste-Pierre Le Brun, um pintor e negociante de arte. Vigée-Le Brun deixou um legado de 660 retratos e 200 paisagens. Faleceu em 1842.





Imagem de leitura — Emanuel Phillips Fox

8 03 2012

O caramanchão, 1910

Emanuel Phillips Fox ( Austrália, 1865-1915)

óleo sobre tela

Emanuel Phillips Fox nasceu em Melbourne, Austrália em 1865. Estudou arte na National Gallery School em Melbourne de 1878 a 1886 com o pintor G. F. Folingsby.  Em 1886 viajou para Paris onde se inscreveu como aluno na Académie Julian. Estudou também na École des Beaux-Arts de 1887a 1890 em Parus onde foi aluno de dois dos maiores pintores clássicos da época:com William-Adolphe Bouguereau e Jean-Léon Gérôme. Adotou, depois disso,  o impressionismo e quando retornou à Austrália em 1892 abriu a Melbourne Art School com Tudor St George Tucker, onde ensinou as idéias e tecnicas que havia aprendido na Europa.  Tornou-se um dos mais influentes pintores australianos do início do século XX.  Faleceu em outubro de 1915.





Nesse 8 de março algumas das minhas escritoras favoritas!

8 03 2012

Mulher lendo, s/d

Bertha Wegmann (Dinamarca, 1846-1926)

óleo sobre tela

Hoje, quando comemoramos o Dia Internacional da Mulher faço minha homenagem listando escritoras cujos livros se tornaram favoritos meus nos últimos anos.  Tenho muitos outros na lista de meus favoritos, mas coloquei aqui aqueles que, por razões diversas, voltam a me assediar com imagens, pensamentos, mesmo depois de meses ou até anos da leitura de sua última página. Talvez até seja injusto falar de escritoras.  Devo dizer livros escritos por mulheres que me tocaram por uma razão ou outra.  Vou me limitar aos livros em português, ainda que mais ou menos 50% das minhas leituras seja feita em outras línguas.

Não vou colocar aqui nenhuma ordem de preferência.  Assim a lista vai em ordem democraticamente alfabética.  [É possível que ao longo do dia eu ainda corrija essa lista, pois escrevo diretamente ao blog sem nenhuma premeditação, sem nenhum rascunho.

Ayaan Hirsi Ali

Infiel: a história de uma mulher que dasafiou o islã, Editora Cia das Letras: 2007

Doris Lessing

As avós — Editora Cia das Letras: 2003

Fal Azevedo

Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite — Editora Rocco: 2008

Felipa Melo

Este é meu corpo — Editora Planeta do Brasil: 2004

Frances de Pontes Peebles

A costureira e o cangaceiro — Editora Nova Fronteira: 2009

Gina B. Nahai

Chuva Dourada – Editora Ediouro: 2007

Maria Dueñas

O tempo entre costuras — Editora Planeta do Brasil: 2010

Muriel Barbery

A elegância do ouriço — Editora Cia das Letras: 2008

Rosa Montero

A louca da casa, Editora Agir: 2003

História do rei transparente, Editora Ediouro: 2006

Xinran

Enterro Celestial,  Editora Cia das Letras: 2004





Imagem de leitura — Thomas Waterman Wood

6 03 2012

Negligenciando o trabalho, 1883

Thomas Waterman Wood (EUA, 1823-1903)

óleo sobre tela

Thomas Waterman Wood nasceu em Montpelier, no estado de Vermont, em 1823.  Morando numa pequeníssima comunidade, foi só já adulto, quando pode ir para Boston, que começou a estudar pintura, com o pintor retratista Chester Harding.  Já na década de 1850 conseguiu fundos suficientes para ir à Europa estudar os trabalhos dos grandes pintores europeus em Londres, Paris, Roma e Florença.  No seu retorno aos EUA, estabeleceu-se na cidade de Nova York.  Obteve bastante sucesso como pintor retratista e de gênero. Ficou conhecido pelos retratos de figuras na rua, tratando dos seus afazeres como o que aparece na foto acima. Faleceu em 1903.





Herança, poema de Gualter Cruz

6 03 2012

Natureza Morta com livros

Judith Gibson ( Reino Unido, comtemporânea)

Herança

Gualter Cruz

A Marcos Portugal

Quando eu morrer te deixarei, irmão,

Os livros todos que eu em vida amei,

Livros que ao lê-los eu sorri, chorei,

Sentindo-me pulsar o coração!

Queira guardar, irmão, este tesouro

Porque era tudo que na vida eu tinha,

O bem e o mal querer da minha vida,

A minha arca a transbordar de ouro!

São folhas gastas, lidas e relidas,

Que sempre me falaram bem à alma

E me trouxeram, pouco a pouco, a calma,

Páginas belas, ricas, coloridas!

Em cada autor eu tive um grande amigo,

Emoções belas, sentimentos novos.

Senti bater o coração dos povos

Como a este coração que está comigo!

Quando eu morrer, irmão, tu nunca os venda,

Embora não os queira como eu quero,

Pois são no mundo aquilo que eu venero,

A mais formosa, a mais ditosa prenda!

Tem pois, por eles, paternal cuidado,

E de uma mãe puríssima afeição;

Cuida bem deles, meu querido irmão,

Pois eles são o meu tesouro amado!

Em cada livro ficará meu ser,

Com um suspiro eterno de saudade,

Que cortará sentido a eternidade

Quando eu deixar na terra de sofrer!

E cada folha que rasgada for,

Qual um punhal o peito me ferindo,

Para minh’alma sofrimento infindo,

Reavivará no espaço a minha dor!

Tem mui cuidado! Ó, não os rasgues, irmão!

E nem sequer os vendas , por favor!

Seria por demais a minha dor

Vê-los correr ao léu, de mão em mão!

Quando leres, um dia, com carinho,

As mesmas linhas que eu em vida lia,

Grande no espaço, então, minha alegria,

E bem mais claro, pois, o meu caminho!

Quero levar daqui mil esperanças!

Quero deixar nos livros que te dei,

Nas páginas que em vida tanto amei,

A mais rica, talvez, dentre as heranças!

Em: Poesias completas, Gualter Cruz, Petrópolis, Editora do autor: 1983.

Gualter Germano Chaves da Cruz (Petrópolis, RJ, 1921, Rio de Janeiro, RJ 1978)





Imagem de leitura — Georgina de Albuquerque

5 03 2012

Duas amigas, c. 1930

Georgina de Albuquerque ( Brasil, 1885-1962)

óleo sobre tela, 108 x 98 cm

Georgina Moura Andrade de Albuquerque nasceu em Taubaté, São Paulo em 1885.  Ainda jovem estudou em Taubaté com o pintor italiano Rosalbino Santoro. Entrou para a Escola Nacional de Belas Artes em 1904, onde estudou com Henrique Bernardelli.  Em 1906 casou-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viajou com ele, que ganhara o prêmio de viagem, à Europa.  Passaram cinco anos na França e viajando através do continente.  Aproveitou para estudar na Escola de Belas Artes de Paris e na Academia Julian. O casal retornou ao Brasil em 1911.  Logo, Georgina começou a ensinar na Escola Nacional de Belas Artes de onde foi diretora a partir de 1950.  Morreu no Rio de Janeiro em 1962.





Imagem de leitura — Kevin Bielfuss

2 03 2012

Hora dos contos 

Kevin Bielfuss ( EUA, )

óleo sobre tela, 45 x 60cm

www.kevinbielfuss.com

Kevin Bielfuss nasceu nos Estados Unidos.  Estudou na Illinois State University.  Imediatamente após sua graduação trabalhou com artista gráfico para casas editoriais.  Depois de treze anos nesse ofício, libertou-se do vínculo comercial e lançou sua carreira artística como pintor, especializando-se em retratos.  Vive em Chicago.





Imagem de leitura — Aaron Shikler

1 03 2012

John Kennedy Jr. lendo, s/d

Aaron Shikler (EUA, 1924)

óleo sobre tela

Aaron Shikler nasceu em Nova York, nos Estados Unidos em 1922. Estudou na Tyler School of Art na Filadélfia e prosseguiu com seus estudos na Hans Hofmann School.  Tornou-se um dos maiores retratistas de personalidades políticas e de influência nos EUA, tornando-se famoso pelo retrato do Presidente John F. Kennedy que se tornou o retrato oficial da Casa Branca.