Imagem de leitura — Peter Franklin

16 02 2019

 

 

 

peter franklin(gb, 1947) hora do descansoHora do descanso

Peter Franklin (GB, 1947)





O escritor no museu: Agatha Christie

17 12 2018

 

 

Agatha Miller as a Young Woman in Pink by Nathaniel Hughes John BairdAgatha Miller  [Agatha Christie] jovem

Nathaniel Hughes John Baird (GB, 1865 – 1936)

Óleo sobre tela

National Trust, Greenway House

 





O escritor no museu: Rudyard Kipling

22 10 2018

 

 

 

 

mw03660Rudyard Kipling, 1899

Sir Philip Burne-Jones (GB, 1833-1898)

óleo sobre tela, 74 x 62 cm

National Portrait Gallery, Londres





O mundo animal de Sir Alfred James Munnings

29 09 2018

 

Munnings, Alfred James, 1878-1959; Pigs at Great Thurlow, SuffolkPorcos em  Great Thurlow

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Oleo sobre tela

The Munnings Art Museum, Dedham, Essex

 

 

_Sir_Alfred_James_Munnings_-_The_Plough_in_Early_SpringO arado no inicio da primavera

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Óleo sobre tela

 

 

Munnings, Alfred James, 1878-1959; Sunny JuneDia de sol em junho

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Oleo sobre tela

Norfolk Museums

 

 

dairy cows by a stream By Sir Alfred James MunningsVacas leiteiras no riacho

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Óleo sobre tela

 

 

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959) um cacador com seus cachorrosCaçador com seus cachorros

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Oleo sobre tela, 52 x 57 cm

 

 

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959), chamberlain e irmãA caminho do encontro equestre, Capitão F. G. Chamberlin e sua irmã, 1907

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

óleo sobre tela, 127 x 167 cm

 

 

herdsman and cattle, a. james munningsPastor com suas vacas

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Óleo sobre tela, 100  x 120cm

 

 

atravessando o rioAtravessando o rio

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Óleo sobre tela, 76 x 61 cm

 

 

porcos no bosquePorcos no bosque

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Oleo sobre tela, 52 x 57 cm

 

 

larkLark III, a red setter

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

óleo sobre tela,  44 x 44 cm

 

 

égua e potroÉgua e potro

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

óleo sobre tela, 63 x 76 cm

 

 

na beira da feira aquarelaÀ margem da feira

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Aquarela sobre papel,  20 x 27 cm

 

 

MAragaretta Park retratoRetrato da Sra. Margaretta Park Frews em montaria

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

óleo sobre tela, 76 x 76 cm

 

um ponei e burricosUm Pônei e burricos, 1904

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Oleo sobre tela, 51 x 61 cm

caladores e houndsCaçadores e cães de caça, 1922

Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)

Litografia policromada,  44 x 52 cm





Eu, pintora: Milly Childers

31 07 2018

 

Milly_Childers,_by_Milly_ChildersAutorretrato, 1889

Milly Childers (Inglaterra, 1866 – 1922)

óleo sobre tela, 92 x 68 cm





Palavras para lembrar — Jane Austen

27 01 2018

 

 

 

WILLIAM MULREADYUma leitura ao pé do fogo

William Mulready ( GB, 1786 – 1853)

óleo sobre madeira, 37 x 30 cm

 

 

 

“A pessoa que não sente prazer com um bom romance, seja cavalheiro ou dama, só pode ser intoleravelmente estúpida.”

 

Jane Austen





“A visita do policial”, texto de Joanna Cannon

12 01 2018

 

 

1d5ca3b98fdfb62477f9d3a9c020039b--police-jaydenilustração década de 1960

 

 

“Ela se senta à luz do dia, filtrada pela cortina. O sol fraco de novembro atravessa o tecido e elimina as sombras. As cortinas estavam fechadas há duas semanas, e mantinham a casa em suspenso entre a perda e a aceitação. Ela as fechou assim que o policial saiu, observando-o se afastar enquanto as puxava. Ele se revelara um rapaz compassivo, mas inseguro e claramente em dúvida quanto à etiqueta que deveria usar para informar a alguém que seu recém-falecido marido usufruía da companhia de uma passageira feminina, adquirida em algum lugar entre o posto de gasolina de Chiswick Flyover e a autoestrada. Ela teve vontade de deixá-lo mais à vontade, de dizer-lhe que há muito tempo sabia daquela passageira, que os últimos quinze anos tinham sido vividos à sombra dela, e de falar do imenso esforço necessário para criar uma vida em torno da sua existência. Teve vontade de oferecer ao guarda outra xícara de chá e de suavizar as arestas da conversa para que pudessem enfrentar juntos aquele constrangimento. Mas o policial precisava se ater a um inventário, ao questionário que era obrigado a preencher antes de se permitir abandonar a ponta da cadeira e a xícara intacta.

Ernest nem gostava dos New Seekers, ela havia dito, em busca de uma saída que pudesse trazê-lo de volta dos mortos.

O guarda fabricara um grupo de pequenos pigarros no fundo de sua garganta e explicara que a passageira feminina havia sobrevivido. Mais do que sobrevivido, estava naquele momento sentada no Pronto-socorro do Royal Berkshire Hospital, tomando chá num copo de plástico e explicando tudo a um de seus colegas.

Sinto muito, disse ele, embora ela não soubesse exatamente se ele estava lamentando a morte de seu marido ou se desculpando porque a amante havia sobrevivido.

Enquanto o observava se afastando, ela soube. Soube que ele contaria à esposa naquela mesma noite enquanto jantavam, recostando-se na cadeira, mastigando os detalhes da vida dela a cada garfada. E, no dia seguinte,  a mulher dele se sentaria na cadeira de um salão de beleza e diria você não pode contar isso a ninguém, e a cabelereira [sic] seguraria um pente entre os dentes e arrumaria mechas de cabelo em volta de rolos de plástico azul, imaginando a quem contaria primeiro. E soube com que facilidade todos ficariam sabendo do segredo que tanto se esforçara para manter oculto.”

 

 

Em: Entre cabras e ovelhas, Joanna Cannon, tradução de Celina Portocarrero, São Paulo, Editora Morro Branco: 2017, pp. 440-441.

 

 





“A sombra do jardineiro”, texto de Joanna Cannon

10 01 2018

 

 

 

jardim, jardineiro, jardinagem, primavera, Pierre Brissaud, House and Garden 1930-03Jardinagem, ilustração  Pierre Brissaud, capa de House & Garden, março, 1930.

 

 

 

“Ficamos ao lado de um canteiro, delimitado  com barbantes e estacas num ziguezague de misteriosa organização.

Eric Lamb cruzou os braços e olhou para o horizonte.

— Qual a coisa mais importante em um jardim? — perguntou.

Também cruzamos os braços para nos ajudar a pensar.

— Água? — sugeri

— Sol? — arriscou Tilly.

Eric Lamb sorriu e balançou a cabeça.

— Barbante? — falei num ato de puro desespero.

Quando ele parou de rir, descruzou os braços e disse:

— A coisa mais importante em um jardim  é a sombra de um jardineiro.

Cheguei então à conclusão de que Eric Lamb era muito esperto, se bem que ainda não soubesse exatamente por quê. Havia nele uma desenvoltura, uma sabedoria sem pressa que se alongava pelo chão como sua sombra. Olhei para o jardim e vi borboletas brancas dançando em torno de dálias, frésias e gerânios. Havia um coral de cores cantando para atrair minha atenção e era como se eu o ouvisse pela primeira vez. Pensei, então, na fileira de cenouras que tinha plantado um ano antes (cenouras que nunca sobreviveram, porque eu as desenterrava sem parar para conferir se ainda estavam vivas) e me senti meio agoniada.

— Como você sabe onde plantar as coisas? — perguntei. — Como sabe onde vão crescer?

Eric Lamb botou as mãos na cintura, observou o jardim justo conosco e então acenou com a cabeça para o horizonte. Eu podia ver onde a terra havia comido seus dedos e se instalado nas fissuras de sua pele.

— Planta-se igual com igual — ele respondeu. — Não faz sentido plantar um anêmona num campo cheio de girassóis, não é mesmo?

Tilly e eu respondemos ao mesmo tempo:

— Não.

— O que é uma anêmona? — sussurrou Tilly.

— Não tenho ideia — sussurrei de volta.

Acho que Eric Lamb percebeu.

— Porque a anêmona morreria — explicou. — Ela precisa de coisas diferentes. Para cada coisa existe um lugar lógico, e se uma coisa estiver onde deveria estar, então vai florescer.

— Mas como você sabe? — indagou Tilly. –, como você sabe se uma coisa está no lugar certo?

Experiência.

Ele apontou para nossas silhuetas, que se derramavam pelo cimento. A dele, grande e sábia, como um carvalho, e a minha e de Tilly, finas, esguias e incertas.

— Continuem a criar sombras — disse ele. — Se criarem sombras suficientes, chegará a hora em que saberão todas as respostas.”

 

 

Em: Entre cabras e ovelhas, Joanna Cannon, tradução de Celina Portocarrero, São Paulo, Editora Morro Branco: 2017, pp. 236-237.





Esmerado: pote chinês com tampa e ormolu

9 01 2018

 

 

 

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Pote de porcelana com acabamento em verde-jade [celadon] decorado com desenhos de pinheiro e bambu crescendo por entre pedras, uma corça e dois pássaros em azul cobalto sob o vidrado,  com acabamentos em bronze dourado no estilo de Luis XV e carrapeta final em forma de crisântemo.

Fabricado na China, e na França, 34 x 31 x 21 cm

Coleção Real da Inglaterra, [Royal Trust Collection]© Her Majesty Queen Elizabeth II, 2017

 

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Provavelmente esta é a mesma peça de porcelana listada em 1826 como pertencente ao Pavilhão Brighton, antiga residência real localizada em Brighton, Inglaterra. Depois de importado da China, foi ornamentado com bronze dourado [ormolu].

 

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“Verão”, texto de Joanna Cannon

1 01 2018

 

 

 

verão, donald zolanVerão, David Zolan.

 

 

 

“O cheiro de asfalto quente me beliscou o nariz e mudei as pernas de posição, afastando-as do calor dos tijolos. Não havia lugar algum onde se pudesse fugir do calor.  Ele estava lá todos os dias, ao acordarmos, insistente e constante, pairando no ar como uma discussão inacabada. Escoava os dias das pessoas para as calçadas e os pátios e incapazes de nos contermos entre tijolos e cimento, nos derretíamos do lado de fora, trazendo conosco nossas vidas. Refeições, conversas, debates, tudo despertava, perdia as amarras e era permitido ao ar livre. Até a vila estava mudada. Rachaduras gigantes abertas no chão, cheias de grama amarela, pareciam macias e instáveis. Coisas que haviam sido sólidas e confiáveis eram agora maleáveis e duvidosas. Nada mais parecia seguro. Os laços que mantinham as coisas coesas foram destruídos pela temperatura — foi o que disse meu pai –, mas parecia mais sinistro do que isso. Parecia que a vila inteira se transformava, se distendia e tentava fugir de si mesma.”

 

 

Em: Entre cabras e ovelhas, Joanna Cannon, tradução de Celina Portocarrero, São Paulo, Editora Morro Branco:2017, p. 16-17.