Retrato de Anne Lagerborg, 1914
Knut Magnus Enckell (Finlândia, 1870 – 1925)
óleo sobre tela
Retrato de Anne Lagerborg, 1914
Knut Magnus Enckell (Finlândia, 1870 – 1925)
óleo sobre tela
Livros de arte
Philip Howe (EUA, contemporâneo)
óleo sobre tela
Napoleão Bonaparte lendo sua carta de abdicação
George Richmond (GB, 1809-1896)
óleo sobre tela
Lady Lever Art Gallery, National Museums Liverpool
“Literatura e poder não se separam. A literatura americana é lida através do mundo não só por seu valor inerente, mas porque o resto do mundo sempre lê a literatura dos impérios. A novidade é que a maneira americana de ensinar a escrever está começando a se espalhar globalmente. A oficina da escrita, com suas premissas não testadas, se espalhou para a Grã-Bretanha e Hong Kong, um modelo de pedagogia que também é uma lição prática de como o poder se propaga e se acoberta.”
Viet Thanh Nguyen
Em: “Viet Thanh Nguyen Reveals How Writers’ Workshops Can Be Hostile“, The New York Times, 26/04/2017
Para o artigo inteiro, aqui.
Elizabeth com seu laptop, 2009
Ellen Heck (EUA, contemporânea)
xilogravura, drypoint e gravura em metal
“Como escritor, minha principal observação sobre porque outros escritores fracassam é que eles têm pressa demais. Não acho que se possa escrever um bom livro em dois anos. Você pode não concordar, ou ter feito isso, mas é uma anomalia. A maioria de nós não consegue escrever livros tão rapidamente, e precisamos ser um pouco mais tartaruga e menos lebre.”
Em: “Malcolm Gladwell on Why We Shouldn’t Value Speed Over Power”, em entrevista a Adam Grant, Heleo.
Entrevista e vídeo, aqui.
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Os escolares, 1971
Mai Trung Thu (Vietnã, 1906-1980)
nanquim e guache sobre seda, 17 x 16 cm
Menina lendo
Arkady Platov (Rússia, 1893-1972)
óleo sobre tela
“Obviamente livros são mais que médicos.Alguns romances são amorosos, companheiros de uma vida inteira; alguns são um safanão; outros são amigos que o envolvem em toalhas aquecidas quando bate aquela melancolia outonal. E muitos… bem. Muitos são algodão doce rosado, cutucam o cérebro por três segundos e deixam para trás um nada agradável. Como um caso de amor rápido e ardente.”
Em: A livraria mágica de Paris, Nina George, Rio de Janeiro, Record: 2016, tradução de Petê Rissatti, páginas 30-31
Mulher lendo, 1987
Fernando Botero (Colômbia, 1932)
óleo sobre tela
Notícia de um sequestro não é o típico Gabriel Garcia Márquez que conhecemos pelo realismo mágico que o consagrou. Este é um trabalho jornalístico. É uma obra que lhe foi encomendada, inicialmente para contar a história de Maruja Pachon, que, sequestrada, passou seis meses em cativeiro. No entanto, à medida que Márquez estudou o caso, percebeu que seria necessário se aprofundar na vida das outras nove vítimas sequestradas com ela por Pablo Escobar. O chefe do cartel de drogas tentava, através do sequestro dessas dez pessoas proeminentes na Colômbia, conseguir um acordo com governo para que não fosse extraditado para os EUA.

A narrativa é direta e percebe-se que Márquez estava interessado em documentar o acontecido, tomando cuidado de detalhar todos os envolvidos e as situações encontradas nos menores detalhes. Ainda que boa parte da narrativa se assemelhe a um thriller, é justamente esse cuidado com os detalhes que também torna o texto por vezes extremamente entediante, principalmente para leitores, como é o meu caso, que têm pouca familiaridade com a política e os políticos colombianos do período retratado. Houve momentos em que tive a impressão que Márquez precisava mostrar — a quem não sei — todo o conhecimento sobre o caso que adquirira, como se clamasse para ser reconhecido pela pesquisa que fizera sobre todos os acontecimentos inclusive as roupas usadas não só pelas vítimas, mas o tipo de máscara que um policial resolvera usara numa ocasião específica.
Gabriel Garcia Márquez
Se você é um aficionado do crime, um fã de Pablo Escobar, um leitor que quer adquirir grande conhecimento sobre como sequestros nesse nível acontecem, vá em frente, leia este livro. O mesmo conselho se aplica a quem quiser saber sobre todos os personagens envolvidos nesses dez crimes, adquirindo um maior conhecimento das forças políticas colombianas. Fora isso, eu recomendaria um thriller escrito por alguém que não tem um posicionamento político, nacionalista ou histórico a defender, algum escritor que já tenha tido sucesso no campo do thriller e esqueça essa obra de Márquez. Acredito que não fosse esse livro por este autor, não teria sido traduzido e se espalhado pelo mundo como obra de interesse universal. Depois não diga que não foi avisado.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.
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Retrato de Mushka
Michael Rohani (GB, contemporâneo)
No ano passado Mario Vargas Llosa foi indagado sobre os livros favoritos que recomendaria para leitura. Aqui está a seleção.
1 — Mrs. Dalloway de Virgínia Woolf
2 – Lolita de Vladimir Nabokov
3 – Coração das trevas de Joseph Conrad
4 – Trópico de Cancer de Hanry MillerO palhaço
5 – Auto da fé de Elias Canetti
6 – O grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald
7 – Doutor Jivago de Boris Pasternak
8 – O leopardo de Giuseppe Tomasi de Lampedusa
9 — O palhaço de Heinrich Böll
Já leram? Confesso que não li todos. Não li o livro de Canetti, de Böll, de Lampedusa e só vi o filme sobre o livro de Pasternak. E vocês? O que leram?
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Maria Dietsch, 1850
Joseph Karl Stieler (Alemanha, 1781 – 1858)
óleo sobre tela
Schloss Nymphenburg, Schönheitengalerie. Munique
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Retrato de Mestre John L. Lawrence, Jr, 1910
Irving Ramsay Wiles (EUA, 1861-1948)
óleo sobre tela
