O script
Rachel Deacon (GB, contemporânea)
óleo sobre tela, 51 x 61 cm
“Pela grossura da camada de pó que cobre a lombada dos livros de uma biblioteca pública pode medir-se a cultura de um povo.”
John Steinbeck
O script
Rachel Deacon (GB, contemporânea)
óleo sobre tela, 51 x 61 cm
John Steinbeck
Leitora, 2004
Lisa Schneider (Lucerna, Suiça, 1955)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Hermann Hesse
Retrato de Helena lendo
Solange Legendre (Canadá, 1929 — 2004)
Óleo sobre tela
Brilho dourado
Aditya Phadke (Índia, contemporâneo)
Óleo sobre tela, 60 x 81 cm
Senhora sentada, lendo
André Dérain (França, 1880 – 1954)
óleo sobre tela
“Em cada romance de Sherlock Holmes pode-se reconhecer, naturalmente, os traços característicos do personagem, mas por outro lado o autor nunca deixa de introduzir um aspecto novo (a cocaína, o violino, a existência do irmão mais velho Mycroft, o gosto pela ópera italiana… certos serviços prestados no passado a famílias reais europeias… o primeiro caso resolvido por Sherlock, ainda adolescente). A cada novo detalhe revelado desenham-se novas zonas de sombra e afinal surge um personagem realmente fascinante: Conan Doyle consegue criar uma mistura perfeita entre o prazer da descoberta e o prazer do reconhecimento.”
Em: Plataforma, Michel Houellebecq, tradução Ari Roitman e Paulina Wacht, Rio de Janeiro, Editora Record: 2002, p. 107

Até o tigre ouviu a sua história
Mary Alayne Thomas (EUA, contemporânea)
Leitores
Andrzej Pronaszko (Polônia, 1888 – 1961)
óleo sobre tela
Joseph Joubert
Grey e Wilkes
Judy Nunno (EUA, contemporânea)
aquarela sobre papel, 75 x 55 cm
Leitura
Joel Oliveira (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 20 x 30 cm
“Se me perguntarem, não sei dizer o que comi ontem no almoço. Mas sou capaz de reproduzir diálogos inteiros da minha juventude. Gozado, isso. Vai entender. Memórias antigas? Nítidas, perfeitas, cheias de mínimos detalhes, cheiros e sons até. Fatos recentes? Coitados. Vão se segurando em mim, como podem. Parecem aqueles personagens de cinema, caras de terror, agarrados no alto do edifício só pelas pontinhas dos dedos. Quase todos despencam. E pior: diante do olhar de alguém que os vê de cima sem um pingo de misericórdia. Uma coisa ou outra fica, é verdade. Meio desbotada, imprecisa, extremamente grata à mão do cérebro que a resgata. Nenhum critério de seleção. A bobagem, o cérebro retém. O notável, ele descarta. O recado é direto: chega de colecionar lembrancinhas da viagem terrena. Fazer o que com toda tralha? Além do mais, com o correr ou o arrastar dos anos, não há fortuna que pague tal excesso de bagagem. Entendo perfeitamente os argumentos. Aceito sem queixumes. Só levo comigo o que a alfândega da mente deixa passar.”
Em: Eusoueles [fragmentos], Francisco Azevedo, Rio de Janeiro, Editora Record: 2018, p. 127.
Retrato de Molly O’ Dea, 1937
Albert Lee Tucker (Austrália, 1914-1999)
Óleo sobre papelão, 57 x 47 cm