Imagem de leitura — Kristian Zahrtmann

22 02 2020

 

 

 

Kristian Zahrtmann, Interior with Young Man Reading, 1912. Oil on canvas, 70 x 63 cm. Bornholm Art Museum, inv. no. 375x58.Interior com jovem lendo, 1912

Kristian Zahrtmann (Dinamarca, 1843 – 1917)

óleo sobre tela, 70 x 63 cm

Bornholm Museu de Arte





Poesia: uma da melhores formas de terapia

17 02 2020

 

 

 

Jeannette PERREAULT (Canadá, 1958)- Première tempête, rue Mont-Royal, osplaca,30 x 23 cmPrimeira tempestade, rua Mont-Royal

Jeannette Perreault (Canadá, 1958)

óleo sobre placa, 30 x 23 cm

 

Um interessante artigo em Medium, por Bijal A Shah, mostra como tanto escrever poesia, como ler poesia é uma ótima forma de terapia. Ler poesia, se você se identifica com os sentimentos expressados nos versos, pode atingir mais profundamente o leitor do que textos literários.  Poesias tendem a ser sucintas e carregadas de emoção. Ler poesia para desestressar tem sido muito eficiente para seus pacientes.

Tanto a escrita quanto a leitura de poesias têm grande efeito terapêutico.

O uso da poesia em terapia continua a crescer.  Mais e mais psicólogos na Grã-Bretanha e  Europa usam terapia poética como parte de sua prática.





Imagem de leitura — Gildásio Jardim Barbosa

17 02 2020

 

 

 

Gildásio Jardim Barbosa- do vale do Jequitinhonha - MG. Trabalho de pintura sobre tecidos estampados em tela. Que faz fusão dos personagens com as estampasMoça lendo, 2014

Gildásio Jardim Barbosa (Brasil, contemporâneo)

pintura em tecido estampado





Imagem de leitura — Robert Sivell

12 02 2020

 

 

 

(c) Elspeth Stowell; Supplied by The Public Catalogue FoundationElspeth, 1941

Robert Sivell (Escócia, 1888 -1958)

óleo sobre tela

Aberdeen Art Gallery & Museums





Imagem de leitura — Ilya Repin

29 01 2020

 

 

 

6f3a4de002c146a31580a3a1bfc22524Retrato de Vera Repina, esposa do pintor, lendo, 1882

Ilya Repin (Rússia,1844 -1930)

óleo sobre tela, 64 x 53cm.

 





Imagem de leitura — Nithya Swaminathan

27 01 2020

 

 

Nithya Swaminathan, Reading by the lake IV, ast, 25x25cmLendo à margem do lago IV

Nithya Swaminathan (Índia, contemporânea)

acrílica sobre tela, 25 x 25 cm

 





Para lembrar do que leu

25 01 2020

 

 

 

Chalme, Marc (França.1969-...) Le livre bleuO livro azul

Marc Chalmé (França, 1969)

óleo sobre tela

 

Um artigo interessante em Medium, de Emily Underwood, expõe o que ajuda a memória quando queremos nos lembrar do que lemos.

Não há novidades.  Mas fiquei surpresa de saber que ler na tela eletrônica não oferece vantagem na memorização do que lemos.  Ao contrário a tendência é passarmos os olhos sobre o texto.

O que nos faz memorizar é a leitura ativa:  tomar notas, fazer um desenho, uma linha do tempo, falar com um amigos sobre o que leu.  O que importa é fazer conexões mentais do lido com sua experiência de vida.   Conectar o que se lê com aquilo que já conhecemos.

O bom leitor vai além.  Vai além da emoções e da perspectiva sobre o que leu.  O objetivo  de ler não deve ser a memorização, mas a reflexão sobre o que se lê e a visão que se adquire com aquilo que foi lido.





Sou o que leio

22 01 2020

 

 

C. DE GENNARO, A leitura - Oleo sobre cartão - 29x19 cm - ACID Coleção do Professor e Dr. Luiz Fernando da Costa e SilvaA leitura

Caetano de Gennaro (Itália/Brasil, 1890 – 1979)

óleo sobre cartão, 19 x 29 cm

Coleção do Professor e Dr. Luiz Fernando da Costa e Silva

 

 

Sou o que leio

 

Ladyce West

 

Se você notar bem, se me olhar com cuidado, verá que ainda tenho um relógio de bolso que trouxe do País das Maravilhas, onde aprendi a tomar chá com a Rainha de Copas.  Além daquela Alice, fiquei amiga de outra, na fazenda do Boqueirão, que me contou histórias de Teresópolis  enquanto esperávamos por Mário voltar da Europa no Tronco do Ipê.

Alencar, na verdade, é responsável pela Aurélia que vive em mim, mulher desafiadora dos costumes da época que, em Senhora, me ensinou o que é vingança.  De Capitu não tenho nada, mas aprendi com Bentinho, a desconfiar.  Machado deu o nome ao meu cachorro, Quincas. Dancei minha primeira valsa ao lado de Carolina em Paquetá  e me apaixonei pelo Moço Loiro  como Honorina o fez.

Com Lobato aprendi a caçar sacis, visitei a lua, o país da gramática e saboreei os quitutes de Tia Nastácia.  Só não tenho o pó de pirlimpimpim porque Emília não me deixou trazer.

Acompanhando uma Condessa, chorei  calorosas lágrimas pelos Desastres de Sofia e Memórias de um burro; mais ou menos na mesma época em que descobri, nas  Cartas do Meu Moinho, que até um reverendo francês pode morrer de gula e que há tempestades de gafanhotos destruidores, no mundo.

Viajei com Simbad, dei a Volta ao mundo em oitenta dias, fui vinte-mil léguas ao fundo do mar.  Naufraguei e fiquei presa numa ilha com um cara chamado Sexta-feira,  mas também descobri um tesouro, na Ilha de Montecristo, que permitiu vingar-me de um crime contra mim. Fui um dos mosqueteiros da Gasconha e, com um pequeno príncipe, aprendi  “que sou responsável por aquilo que cativo.”

Fui, com mapa na mão, à procura de tesouros numa ilha guiada por Robert Louis Stevenson.  E me aventurei pelas selvas africanas à cata das Minas do Rei Salomão com H. Rider Haggard.

Conheci Numero Um, o filho de Charlie Chan com quem resolvi crimes no Havaí.  Já com Arsène Lupin, andei do outro lado da trilha, à maneira de Ivanhoé, roubando os ricos.  Fui princípe e pobre com Mark Twain e com ele também viajei através do tempo quando fui um Connecticut Yankee na corte do rei Arthur.

Tudo isso antes de completar treze anos.  Depois dos treze é outra história. Os livros ficaram mais complexos, assim como eu.  Como poderia ter tanta experiência com tão pouca idade?  Sabe, sou o que leio.

 

©Ladyce West, Rio de Janeiro, Janeiro de 2020

 





Imagem de leitura — Carmo Soá

16 01 2020

 

 

 

Carmo Soá - Apaixonada Por Manet Óleo s tela - 81 x 65 cm - 2010.Apaixonada por Manet, 2010

Carmo Soá (Brasil, 1962)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm





Palavras para lembrar: Joseph Joubert

14 01 2020

 

 

 

9GMGHrSeuB17TzalhGxhLJQhZjZBQbjSRetrato de dama com livro junto a uma fonte, c. 1785

Antoine Vestier (França, 1740 – 1824)

óleo sobre tela, 130 x 98 cm

MASP — Museu de Arte de São Paulo, São Paulo

 

 

“O grande inconveniente dos novos livros é nos impedir de ler os antigos.”

 

Joseph Joubert