Imagem de leitura — Marie Augustin Zwiller

6 11 2016

 

 

marie-augustin-zwiller-femme-a-la-lecturefranca1850-1939ost-61-x-50cmSenhora lendo

Marie Augustin Zwiller (França, 1850-1939)

óleo sobre tela, 61 x 50cm

Salvar

Salvar





Palavras para lembrar — Francis Carco

31 10 2016

 

 

maria-sherbinina-moscou-russia-1965Lendo, 2005

Maria Sherbinina(Rússia, 1965)

óleo sobre tela, 72 x 80 cm

 

 

“Escrever aos vinte anos, é ter vinte anos. Escrever aos quarenta, é ser poeta.”

 

Francis Carco

 





Esmerado: verso de espelho em marfim, c. 1330-1360

25 10 2016

 

 

f8cc283805552693be56a3db00e5dd2bVerso de espelho com grupo de falcoaria, 1330-1360

Marfim

Artesania francesa, 9,5 x 9,5 x 1 cm

Metropolitan Museum, Nova York

 

 

Muitos espelhos na época eram emoldurados em marfim esculpido por escultores denominados “pigniers” que também se especializavam em pentes.  Entre os produtos mais populares  dos eborários góticos, estavam os espelhos, em geral feitos aos pares para serem guardados virados um para o outro para proteger a superfície de metal polido, comumente vendidos em estojos de couro.  O tema neste caso é uma atividade nobre, falcoaria, e indica que o espelho foi feito para um cliente aristocrático. Inventários medievais confirmam que esses objetos frequentemente pertenciam a famílias nobres.

Metropolitan Museum

 

Nota: eborário é a pessoa que trabalha esculpindo o marfim.

Salvar

Salvar





Imagem de leitura — Edmond François Aman-Jean

23 10 2016

 

 

edmond-francois-aman-jean-1858-1936intimidadeIntimidade

Edmond François Aman-Jean (França, 1858-1936)

óleo sobre tela

Musée de la Chartreuse, Douai, Nord-Pas-de-Calais, França

Salvar





Imagem de leitura — Martine Pinsolle

15 10 2016

 

 

martine-pinsolle-portrait-lectrice-ost-100x81cm-col-partRetrato de leitora

Martine Pinsolle (França, 1944)

óleo sobre tela, 100 x 81cm

Coleção Particular

Salvar





Imagem de leitura — Fanny Caillé

3 10 2016

 

 

fanny-caille-franca-1850-1900-femme-lisant-ou-reverie-ostMulher lendo

Fanny Caillé (França, 1850-1900)

óleo sobre tela

Salvar





Eu, pintor: Achille Laugé

3 10 2016

 

 

6a0cfea0877eecac4c49ca160db7f2b9Autorretrato com boina branca, 1896

Achille Laugé (França, 1861-1944)

óleo sobre tela

Coleção Robert Bachmann, Lisboa

 

Salvar





Esmerado: Relógio francês, 1807

30 09 2016

 

 

kunsthandel_michael_nolte_artfinding_pendule_das_studium_der_astronomie_12247404797379O estudo da astronomia, 1807

França, Império, fabricante: Claude Galle

Relógio pêndulo, bronze dourado, mármore verde-mar

movimento de oito dias

Sino marca hora e meia hora.

Salvar





Imagem de leitura — Dimitrie Berea

10 09 2016

 

 

dimitrie-berea-romenia-1908-1975-the-orange-museum-vichy-france-oil-painting-contemporary-paintingsO museu Orange,, Vichy, França, 1951

Dimitrie Berea (Romênia, 1908-1975)

óleo sobre tela, 53 x 63 cm





Resenha: “Uma história de solidão”, de John Boyne

7 09 2016

 

 

georges-croegrtDistrações

Georges Croegaert (França, 1848-1923)

óleo sobre painel de madeira, 27 x 22 cm

 

 

Há dias, soube que crianças expostas a barbáries têm problemas de memória, coisa que acontece como consequência de violência doméstica, pobreza, fome, guerra.  Crianças refugiadas frequentemente apresentam esse trauma.  Sei também que a memória, mesmo que a pessoa não tenha sido exposta  aos horrores descritos acima, consegue ser  seletiva.  Muitas vezes a memória esconde o que não se quer saber.  Isso, às vezes, é o que acontece com pessoas  que consideramos ingênuas.  Seus mecanismos de sobrevivência não as deixam ver por trás da cortina de fumaça que o cérebro desenvolveu para viver em paz. Foi por esse ângulo que interpretei a incrível ingenuidade de Odran Yates, padre irlandês, protagonista de Uma história de solidão.

Esta é uma história sobre a construção da nossa própria história, da nossa imagem.  O que escolhemos esquecer ou lembrar ao construirmos a nossa biografia?  Odran Yates foi levado ao sacerdócio por sua mãe.  Até o passado recente não fugia ao normal que famílias católicas dedicassem um de seus filhos — sem considerar as propensões individuais — à Igreja.  Mas Odran Yates não vê um problema nisso.  Depois de testemunhar um ato de violência em sua própria família, acaba por se convencer de que a vida sacerdotal lhe caía bem. Tornou-se padre da igreja católica, na Irlanda, cheio de esperança e ambição.  Gostava de ser professor no Terenure College, e de cuidar com esmero da biblioteca do local. A vida era confortável, mas melhor ainda, ele se sentia útil. A narrativa cobre desde sua chegada ao seminário na década de 1970 ao ano de 2013.  Tudo começa a mudar quando Odran Yates se depara com a força brutal do colapso da igreja católica irlandesa, quando casos de abuso sexual são revelados.

 

 

uma_historia_de_solidao__1450460904542403sk1450460904b

 

Quando é mandado para uma paróquia onde o amigo e colega seminarista, Tom Cardle, havia sido padre e começa a perceber que o mundo idealizado que ele criara para si,  não existia.  Quanto ele havia ignorado propositadamente para manter seu próprio conforto emocional?  Confrontado com o passado, reconhece eventualmente sua participação nos crimes de seu amigo, porque não tomou a atitude correta, por ter sido permissivo com seu silêncio e vontade de não ver problemas onde eles existiam.  Quarenta anos depois de sua entrada no seminário, Odran Yates, um padre honrado,  vê seu amigo e companheiro seminarista ser julgado,  seus colegas mandados à prisão e a vida de muitos de seus paroquianos destruída pelas revelações de abuso sexual pelo clero.

 

 

John Boyne pic mark condren august 2008John Boyne

 

Este foi meu primeiro livro de John Boyne.  Fiquei feliz de encontrar nele um escritor sério, cuja voz narrativa segura o leitor através do texto.  Sua escrita é cuidada.  Usa a sutileza de maneira incisiva para tratar de assuntos difíceis e desagradáveis.  Ocasionalmente seu texto é repetitivo, principalmente aquele que lança a isca para acontecimentos futuros.  Mas no todo, esta é uma excelente leitura.

 

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar