À beira-mar, 1878
James Tissot (França, 1836–1902)
óleo sobre tela, 112 x 85 cm
Museu de Arte de Cleveland
À beira-mar, 1878
James Tissot (França, 1836–1902)
óleo sobre tela, 112 x 85 cm
Museu de Arte de Cleveland
Caixa cofre do Cardeal Guala Bicchieri, 1220-1225
Medalhões esmaltados de Limoges com decoração profana
Palazzo Madama–Museo Civico d’Arte Antico
Peça do acervo permanente do Palazzo Madama–Museo Civico d’Arte Antiga em Turim, na Itália, essa caixa cofre do Cardeal Guala Bicchieri é considerada uma das mais importantes peças medievais que traz esmaltação da melhor qualidade encontrada na era medieval. Os esmaltes da cidade de Limoges na França eram conhecidos por toda Europa pela excelência na técnica champlevé.
Champlevé é o termo francês usado para significar a técnica conhecida desde a antiguidade, de esmaltação sobre um objeto de metal, ou uma folha de metal sobre madeira, em que depressões no metal, com formas específicas, são preenchidas até as bordas de seus limites, com esmalte vítreo, que exposto ao fogo se funde com o metal. Mais tarde a peça é polida e as “paredes” de cada célula são expostas fazendo uma moldura de cada cor aplicada. Essa técnica esteve muito em voga no século XIII na Europa, para objetos de luxo e muitas caixas como essa do Cardeal Guala Bicchieri. Já mostrei aqui no blog duas dessas caixas da mesma época:
O Cofre do Cardeal Guala Bicchieri é uma das peças conhecidas mais importantes da famosa produção de Limoges. Essa caixa é decorada com medalhões mostrando lutas de animais, cenas da corte. O proprietário original desse cofre Guala Bicchieri, foi um grande colecionador e diplomata experiente, membro de uma família proeminente de Vercelli no norte da Itália.
Disco decorativo: Dois pequenos dragões devorando um peixe em esmaltação champlevé.

A vigilância, [O galo], 1856
Medalhão
Manufatura: Sèvres
Esmaltador: Jacob Meyer-Heine
d’après Hippolyte Flandrin, autor da composição
Esmalte sobre couro, 18,2 x 9,5 cm
©Photo Les Arts Décoratifs, Paris/Jean Tholance. ©Manufacture nationale de Sèvres, 2010
Hoje caiu nas minhas mãos, sabe-se lá porque um artigo da Vogue francesa, com casas de escritores famosos. Todas as casas mencionadas podem ser visitadas por turistas. Você que vai à França e está interessado na escrita, pode também visitar. Esse artigo da Vogue é titulado: Les maisons d’écrivains a voir en France. [Casas de escritores a ver na França]; encontre lá horários, etc.
-*-*-*
A Vila Arnaga se encontra Cambo-les-Bains, uma cidade de águas termais no País Basco. Hoje essa casa é um museu dedicado Edmond Rostand. Suas obras mais conhecidas são Cyrano de Bergerac (1898) e Chantecler (1910), ambas peças de teatro ainda que ele tenha sido poeta.
Localizada em Paris, na Praça Voges, no bairro de Marais, em Paris. Fechada para reparos desde a última primavera essa construção, onde Victor Hugo ocupou o segundo pavimento de 1832-1848, foi onde ele escreveu grande parte do livro Os miseráveis (1862), que no século XX se tornou grande sucesso do cinema, além de O corcunda de Nôtre-Dame (1831). Conferir horários.
Abraçada pela colina de Port-Marly, próxima ao rio Sena, essa construção é o resultado de obra encomendada por Alexandre Dumas ao arquiteto Hippolyte Durand. Dumas queria um castelo ao estilo renascentista com um jardim à moda inglesa. O Castelo de Monte-Cristo ficou pronto e habitado por Dumas em julho de 1847. Alexandre Dumas é o autor de muito livros famosos: O conde de Monte-Cristo, (1846) Os três mosqueteiros,(1844).
Virada para o rio Sena, em Valvins, aqui foi a casa de Stéphane Mallarmé, onde escreveu, tratou do jardim, fez canoagem e recebeu amigos nos feriados de Páscoa ou féria de verão. Hoje é um museu dedicado ao escritor, considerado Principe dos Poetas. Expressa bem o espírito do século XIX. O poeta Mallarmé é conhecido por: Um lance de dados (1897), A tarde de um fauno (1876).
O castelo de Médan também se encontra próximo ao rio Sena. Era um antigo pavilhão de caça, em 1527 pertencendo a Jean Brinon que foi o mecenas de Ronsard e que aí reunia poetas diversos para tardes culturais. Quase quatrocentos anos depois o local se tornou a residência do escritor belga Maurice Maeterlinck, autor de Peleás e Melisanda (1892) e O pássaro azul (1908) e ganhador do Prêmio Nobel em Literatura em 1911. Visita precisam ser marcadas com antecedência.
Também é em Médan que se encontra a casa de Émile Zola, que aí morou entre 1878-1902. Foi aqui que escreveu Nana (1879), Germinal (1885) e A besta humana (1890). No momento fechada para o público para conservação, mas deve reabrir no final deste ano.
Na pequena aldeia do vale do rio Creuse, encontra-se a Vila Manceaum como George Sans a chamava em homenagem a seu companheiro e amante (Alexandre Manceaum, que foi seu amante de 1849 a 1865), e que a comprou de presente para ela,
Interior com jovem lendo, 1933
Gustave Lino (França-Argélia, 1893-1961)
óleo sobre tela, 200 x 181 cm
Busto-relicário de Charles Magno, c.1350
Prata banhada em ouro
Contém o crânio de Carlos Magno menos a mandíbula
Tesouro da Catedral de Aix-la-Chapelle
França.
É considerada uma das mais belas obras representando a ourivesaria do período gótico. Este não é um retrato realista do imperador francês, mas uma representação idealizada do rei. O busto está encimado por uma coroa, doada à catedral por Ricardo da Cornualha, (Inglaterra) em 1262, “pela eternidade”. a coroa é enriquecida por um grande número de pedras preciosas.

Cabelos e barba levaram banho do ouro mas rosto, pescoço e colo foram mantidos na cor natural da prata em repoussé. A roupa mostra um grande faixa de ouro sobre a qual, em forma de colar, repleta de pedras preciosas, algumas delas datando da antiguidade.

O busto repousa em pedestal octogonal decorado com esmaltagem no padrão de flor-de-lis, símbolo da França. Duas partes dessa base se abrem, ao centro, para revelar o restos mortais de Carlos Magno.

Aqui temos uma coroação feita quase às escondidas, na Abadia de Westminster, no dia de Natal de 1066. Guilherme, o Conquistador, foi coroado primeiro rei normando da Inglaterra, logo após, dois meses, a Batalha de Hastings, em outubro de 1066. Precisou ser coroado às pressas com medo que sua autoridade não fosse reconhecida. Contratou quinhentos soldados para sua proteção pessoal que serviram de escudo ao seu redor, protegendo sua pessoa. Funcionou. Esse descendente dos vikings, filho bastardo de Roberto I da Normandia, que recebera o título de Duque da Normandia em 1035, governou a Inglaterra de 1066 a 1087. Foi o primeiro dos reis normandos naquele país. Com essa invasão é responsável, entre outros feitos, pelo uso obrigatório do francês na corte inglesa. A língua anglo-germânica tem até hoje grande número de palavras usadas diariamente de origem francesa, mas pronunciadas à maneira inglesa. O legado cultural de Guilherme, o Conquistador, vai além disso: estabeleceu mudanças na igreja, na aristocracia, cultura que persistem até hoje. E construiu a base da Torre de Londres além de muitos castelos e fortes. Mas a enormidade de sua influência na Inglaterra foi sentida através de toda a Idade Média, tornando França e Inglaterra países co-aliados e co-dependentes por algumas centenas de anos.