Vaso de flores, s/d
Zélio Andrezzo (Brasil, 1948)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm
Vaso de flores, s/d
Zélio Andrezzo (Brasil, 1948)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm
Natureza Morta, 1943
Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887-1983)
óleo sobre tela, 53 x 70 cm
Copos de leite, 1934
Gilberto Trompowsky (Brasil, 1912-1982)
óleo sobre tela, 62 x 74 cm
Vaso de flores
Durval Pereira (Brasil, 1917 – 1984)
óleo sobre placa, 45 x 31 cm
Flores em um vaso de cristal, 1882
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 54 x 35 cm
Museu d’Orsay, Paris
Todos nós conhecemos as flores dos jardins do impressionista Claude Monet. No entanto, poucos se lembram dos belíssimos vasos com flores de seu antecessor o pintor francês, realista, inovador, pai da pintura moderna: Édouard Manet.
Lilases brancos, 1882
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 54 x 42 cm
Alte Nationalgalerie, Berlim
Manet faz de seus arranjos de flores, alguns pequenos buquês, obras de impacto, pela pincelada forte, aparente, pelas cores contrastantes em alguns casos. E poucos, realmente poucos pintores, conseguem com tão poucas marcas de um pincel, claramente visíveis, dar ao observador a sensação exata do cristal, de sua transparência e peso.
Rosas e tulipas em vaso, 1883
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 56 x 36 cm
Coleção Particular
Gosto de estudar naturezas mortas. Elas estão entre os primeiros trabalhos que aspirantes a pintor fazem. São cópias da natureza, em geral em ambiente fechado. Aos poucos, por estudar a maneira de reproduzir o que está sendo retratado (flores, frutos, objetos) e colocar sua própria visão da arte, os artistas se revelam.
Vaso com peônias, 1864
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 56 x 36 cm
Museu d’Orsay, Paris
Revelam-se não só ao retratarem o que veem, mas nos arranjos que escolhem, no contraste entre flores com pequenas pétalas de encontro àquelas que possuem pétalas ou folhas mais densas.
Os arranjos de flores de Édouard Manet fazem parte de duas diferentes fases de sua vida. Inicialmente, nos anos 60 do século XIX ele pintou uma série de naturezas mortas de grande impacto e expressão. Vinte anos mais tarde, já nos últimos anos de vida, voltou a retratar buquês, mais singelos mas não menos extraordinários, muitas vezes dando-os como presente a amigos. Não raro os mesmos buquês que amigos traziam ao visitá-lo eram então retratados por Manet e “devolvidos” em forma de arte aos que lhe presentearam.
Flores em vaso de cristal, 1882
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela
National Gallery of Art, Washington DC
Manet sempre deu grande importância à natureza morta. É conhecida sua declaração sobre o assunto: “Un peintre peut dire tout ce qu’il veut avec des fruits ou des fleurs et même des nuages. Vous savez, j’aimerais être le saint François de la nature morte.” [Um pintor pode dizer tudo que quer com frutas e flores e até mesmo nuvens. Quer saber, eu adoraria ser o São Francisco da natureza morta.” (Citação no Catálogo do Musée d’Orsay, Paris).
Lilases e rosas, 1882
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 32 x 24 cm
Coleção Particular
Rosas musgo em vaso, 1882
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 55 x 34 cm
Sterling and Francine Clark Art Institutem Williamstown, Ma
Cravos e clemátis, 1882
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 55 x 34 cm
Museu d’Orsay, Paris
Lilases e rosas, 1883
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 56 x 46 cm
Dallas Museum of Art, Dallas, Tx

Lilases e rosas, 1882
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela
Coleção Particular
Vaso de flores, 1950
Manoel Santiago (Brasil, 1897 – 1987)
óleo sobre tela, 65 x 54 cm
Vaso com flores, s/d
Graça Castro (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 60 x 60 cm
Vaso de flor, 2007
Fátima Pena (Brasil, 1947)
óleo sobre tela, 90 x 150 cm
Vaso de flores
Arthur Nísio (Brasil, 1906 – 1974)
óleo sobre eucatex, 56 x 49 cm
Museu Oscar Niemeyer, Curitiba
Primavera, capa da Revista Better Homes & Gardens, julho 1929.
Antônio Gedeão
Queria certa donzela
de olfato bem apurado
que o seu casamento fosse
de sempre o mais perfumado.
Seu nome era Rosa Branca
Cravo Vermelho seu noivo
madrinha, D. Açucena,
padrinho, o senhor D. Goivo.
Sua grinalda enfeitou
com flores de laranjeira
e na sua mão levou
um ramo de erva cidreira.
Seus pajens, os Manjericos;
Violetas, suas aias,
seu pai, o senhor Junquilho
Madressilva em lindas saias.
Veio dizer a cozinheira
que ía tudo perfumar:
“trago salsa e hortelã
para pôr no seu jantar.
Que belo aroma que dão
a canela e o coco
para perfumar os bolos
vou juntar vinho do Porto.
A bela Erva-Luísa
veio para servir o chá
como é toda perfumada
que belo jeito me dá.
Diga-me lá D. Rosa,
se mais perfumes deseja.”
Haverá um casamento
que mais perfumado seja?
Em: Obra Poética, António Gedeão, Edições JSC, Lisboa: 2001