Moça lendo, 1911
William Chadwick (EUA, 1879-1952)
óleo sobre tela
“É preciso ser um escritor profissional para escrever sobre o de que não se conhece a metade, ou sobre aquilo de que nada se sabe.”
Eugène Delacroix
Moça lendo, 1911
William Chadwick (EUA, 1879-1952)
óleo sobre tela
Eugène Delacroix
Naquela época a Rua Laffitte era a rua dos quadros. Se você ouvisse alguém dizer, “vou dar uma volta na Rua Laffitte,” poderia ter certeza de que era um colecionador de quadros. Por outro lado, quando Manet dizia, “Seria uma boa coisa ir à Rua Laffitte,” ou Claude Monet perguntava, “Por que ir à rua Laffitte?” eles queriam dizer respectivamente, que era uma boa coisa ou que era sem propósito, para um pintor se familiarizar com seus colegas artistas.
Degas gostava de ir lá quando havia terminado o trabalho do dia. Ia de ônibus “Pigalle-Halle-aux-Vins”, e voltava da mesma maneira. Um dia eu o vi de pé fora da loja do jovem Bernheim, na qual dois Corots e um Delacroix estavam à mostra. Veio até minha loja quando me viu. “Diga-me Vollard”, disse,”quanto você acha que uma coisa como aquela vale?” Confessei minha ignorância. “Bem, vou ter que descobrir. Vou lá fazer uma oferta agora mesmo.” Ele voltou momentos depois, “Sem sorte! Os Corots foram vendidos; mas tenho a intenção de ter o Delacroix!”
E ele comprou. Um dia quando fui vê-lo na hora do almoço, ouvimos vozes no hall, e Zoë veio às pressas à sala de jantar: “Senhor! É o Delacroix!” Degas se levantou com o guardanapo ainda no pescoço e me deixou de lado.
(Tradução, Ladyce West)
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Em: Recollections of a Picture Dealer, Ambroise Vollard, Dover Fine Art, History of Art, 2011, edição eletrônica, sem menção do tradutor do francês para o inglês.
Rua Laffitte, Paris, 1949
Jean Dufy (França, 1888-1964)
guache e aquarela sobre papel, 60 x 48 cm
Liberdade liderando o povo, 1830
Eugène Delacroix (França, 1798-1863)
óleo sobre tela, 260 x 325 cm
Louvre, Paris.




