Imagem de leitura — Thomas Waterman Wood

6 03 2012

Negligenciando o trabalho, 1883

Thomas Waterman Wood (EUA, 1823-1903)

óleo sobre tela

Thomas Waterman Wood nasceu em Montpelier, no estado de Vermont, em 1823.  Morando numa pequeníssima comunidade, foi só já adulto, quando pode ir para Boston, que começou a estudar pintura, com o pintor retratista Chester Harding.  Já na década de 1850 conseguiu fundos suficientes para ir à Europa estudar os trabalhos dos grandes pintores europeus em Londres, Paris, Roma e Florença.  No seu retorno aos EUA, estabeleceu-se na cidade de Nova York.  Obteve bastante sucesso como pintor retratista e de gênero. Ficou conhecido pelos retratos de figuras na rua, tratando dos seus afazeres como o que aparece na foto acima. Faleceu em 1903.





Imagem de leitura — Roy Lichtenstein

4 03 2012

Nu lendo com quadro abstrato ao fundo, 1994

Roy Lichtenstein ( EUA, 1923-1997)

Roy Lichtenstein nasceu na cidade de Nova York em 1923.  Apaixonado por jazz, costumava fazer desenhos dos músicos de que mais gostava, mas encarava a arte como um hobby.  Entrou para a Universidade do Estado de Ohio, mas seus estudos foram interrompidos por 3 anos enquanto lutou na 2ª Guerra Mundial.  Em 1946, volta para a universidade e completa o curso de Belas Artes.  Resolve fazer pós graduação na mesma universidade e acaba ficando lá pelos próximos dez anos como instrutor.  Apesar de sua primeira exposição individual ter sido em 1951, Lichtenstein começa a fazer pequenos trabalhos, entre decoração, artes gráficas e até vitrinista para sobreviver depois que se muda para Cleveland.   O sucesso em sua carreira começa em 1965.  A partir de 1970 ele divide sua residência entre a cidade de Nova York e uma casa de campo ao norte do estado.  Morre em 1997 como um dos grandes expoentes da arte Pop no Estados Unidos e um dos grandes nomes da arte mundial no século XX.





Imagem de leitura — Kevin Bielfuss

2 03 2012

Hora dos contos 

Kevin Bielfuss ( EUA, )

óleo sobre tela, 45 x 60cm

www.kevinbielfuss.com

Kevin Bielfuss nasceu nos Estados Unidos.  Estudou na Illinois State University.  Imediatamente após sua graduação trabalhou com artista gráfico para casas editoriais.  Depois de treze anos nesse ofício, libertou-se do vínculo comercial e lançou sua carreira artística como pintor, especializando-se em retratos.  Vive em Chicago.





Imagem de leitura — Céline Tabary

5 02 2012

Terraço de Café em Paris, 1950

Céline Marie Tabary ( França, 1908 – 1993)

óleo sobre tela, 78 x 98 cm

National Museum of Women in the Arts

Smithsonian Institution, Washington DC

Céline Marie Tabary nasceu em Vermelles, na França em 1908.  Filha de um arquiteto interessou-se por desenho e pintura desde cedo.  Em 1937 estudou na Académie Chauler Beat-Ozeel em Lille e de 1937 até 1938 estudou na Académie Julian em Paris.  Dedicou-se  à paisagem e à pintura de gênero.  Trabalhou com Paul Eachbach e Maurice Decamps enquanto na França.  Em 1938 mudou-se para os Estados Unidos: o que era para ser uma pequena viagem, transformou-se numa longa estadia com o início da guerra.  Passou até 1945 em Washington DC.  O final da guerra trouxe para a pintora a possibilidade de visitar a França a cada verão e permanecer nos Estados Unidos onde sua carreira já havia se estabelecido,  nos sete anos que lá peramecera.  Morreu em 1993, na França, depois de haver retornado ao país de origem por alguns anos.





Imagem de leitura — Eugene Speicher

3 02 2012

Nancy, 1942

Eugene Speicher (EUA, 1883-1962)

óleo sobre tela,  77 x 92cm

Coleção Particular

Eugene Speicher nasceu em Búfalo, no estado de Nova York em 1883.  Começou  seus estudos de pintura na Albright Art School, enquanto era jovem e trabalhava em outro ofício.  Em 1907 mudou-se para Nova York.   Estudou com William Merritt Chase e Frank Vincent Du Mond na Art Students League.  Em 1910 viajou para a Europa para conhecer a arte nos museus europeus e aprimorar sua técnica.  Ao voltar, descobriu a colônia de artistas em Woodstock, NY e passou a dividir seu tempo entre Woodstock e Nova York.  Pintor realista, ficou conhecido como excelente retratista.   Morreu em Woodstock, NY em 1962.





Imagem de leitura — Yuri Gevorgian Yuroz

18 01 2012

Doce memória, s/d

Yuri Gevorgian Yuroz ( Armênia, 1956)

óleo sobre tela

Yuri Gevorgian Yuroz nasceu na Armênia Soviética em 1956.  Menino prodígio entrou para a escola de belas Arte Akop Kodjoyan na capital  da Armênia, Yerevan.  Formando-se entrou  para a Universidade de  Yerevan  onde se formou como arquiteto.   Suas posições políticas, contrárias ao regime soviético não o deixaram ficar no país.  Yuroz tornou-se um refugiado político e depois de sete anos no anonimato emigrou para os Estados Unidos para onde sua esposa já havia emigrado.  Desde então dedica-se às artes visuais em Nova York.





Imagem de leitura — Elisha Dasenbrock

7 10 2011

Pensamentos secretos, s/d

Elisha Dasenbrock (EUA, contemporânea)

aquarela, 70 x 45cm

© Elisha Dasenbrock

Elisha Dasenbrock nasceu na pequena cidade de Lodi no estado de Ohio.  Aos 20 anos seguiu para Chicago à procura de um sonho: tornar-se uma artista plástica de sucesso.  Hoje,  mora e trabalha em Chicago, no estado de Illinois nos Estados Unidos.  Formada pela America Academy of Art, ela se especializou em aquarelas figurativas.





Resenha: “Brooklyn”, de Colm Tóibín, uma história inesquecível!

20 06 2011

Prospect Park, Brooklyn, s/d

William Merrit Chase ( EUA, 1849-1916

óleo sobre tela

Há um nicho literário que cobre as experiências de deslocamento social de imigrantes.  Países do Novo Mundo como os Estados Unidos e o Brasil têm tido regularmente em sua literatura adições significativas da experiência do imigrante.  No Brasil, esta experiência pode ser delineada mais recentemente, nas obras de Milton Hatoum, Nélida Piñon, Salim Miguel, Francisco Azevedo, para nomear alguns.  Essa tradição ainda é mais vigorosa nos EUA que, assim como o Brasil, receberam levas e levas de imigrantes do mundo inteiro, Michael Chabon, Amy Tan, Jhumpa Lahiri, Bernard Malamud estão entre dezenas de escritores americanos que desde o século XIX, se dedicaram aos desassossegos funcionais e emocionais causados pela imigração.

O deslocamento cultural tem sido também objeto de estudo do escritor  Amin Maalouf, cujo fantástico In the Name of Identity: Violence and the Need to Belong, [Penguin: 2003] –  demonstra as falhas de requerermos que um indivíduo faça uma única escolha de identidade, quando somos de fato a comunhão dos fatores que nos formam.  Maalouf está hoje entre os mais influentes pensadores contemporâneos no assunto.  Talvez porque eu tenha vivido a maior parte da minha vida adulta fora da minha identidade de nascença, este assunto há algumas décadas me fascina e sensibiliza.

Em Brooklyn [Cia das Letras: 2011] Colm Tóibín se dedica ao assunto retratando a imigração de Eiliss Lacey, uma jovem irlandesa que vai para os Estados Unidos na década de 1950.  O romance é simultaneamente um romance em que a protagonista principal cresce e aprende, na tradição literária do Bildungsroman [romance de educação] e um retrato da impotência feminina diante do papel que lhe é reservado nas relações familiares da época.

Eiliss Lacey é a filha mais moça de uma família irlandesa.  Introvertida e tímida, depois de um curso técnico em contabilidade não consegue encontrar um emprego satisfatório na pequena cidade onde mora.  Seus irmãos já saíram de lá à procura de melhores oportunidades.  Sua irmã mais velha, calorosa, cheia de vida, ainda está em Enniscorthy.  Eiliss sobrevive dentro dos parâmetros de uma vidinha limitada e medíocre, até que é surpreendida pela família que arranja de emigrá-la – através de um contato com um padre irlandês nos EUA – para o outro lado do Atlântico.  Sua opinião não é requisitada.  E Eiliss embarca, com seus muitos receios abafados, na estarrecedora viagem transatlântica.

Colm Tóibín

Com a chegada a Nova York o mundo de Eiliss se amplia.  Diferente de muitos imigrantes ela não precisa lidar com dificuldades por causa da língua.  De fato, seu mundo tem muitas similaridades com o que deixou para trás, como se os elementos que o compõem fossem os mesmos, só que arranjados de maneira diversa.  Esses ecos servem para contrastar, ao final da leitura, os dois mundos em que vive a jovem: são dois rapazes com quem se envolve; são duas chefes de trabalho difíceis; são duas matronas irlandesas que dispõem a bel-prazer da vida de Eiliss; são dois grupos de amigas irlandesas, são dois salões de dança.  A distância que os separa também os une e encontram terreno fértil nas emoções da moça.

Colm Tóibín dá continuação, em Brooklyn, a diversas tendências da literatura inglesa.  Eiliss Lacey, tem parentesco com Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito [Jane Austen] apesar de não ter o mesmo senso de humor.  Como ela, no entanto, vive presa pela teia das convenções sociais e dos laços familiares.  Além disso, ele retrata as pequeninas transformações na vida de uma pessoa comum, com a precisão e o colorido de dezenas de outros escritores britânicos, que se superam no retrato rigoroso dos detalhes da vida cotidiana.  Desta maneira, Colm Tóibín consegue extrair do particular, o universal.  Ampliando em muitas vezes a relativa grandiosidade das decisões tomadas por seu personagem.

Com uma narrativa enxuta que não desmerece as minúcias reveladoras que nos auxiliam no entendimento de Eiliss Lacey, e de sua época, Colm Tóibín nos induz a compreender as  dúvidas e a solidão da personagem.  Percebemos também o vazio daqueles à sua volta; a autoridade dos familiares e dos homens com quem se relaciona; as teias sociais que a aprisionam em ambos os lados do Atlântico.   Mas como na vida há surpresas, e algumas tão grandes que mudam a projetada trajetória do destino, assim acontece aqui.  E o que parece ser um final surpreendente torna-se simplesmente um final em aberto, como também são as grandes decisões que tomamos na vida.  Apesar de um início vagaroso, a história ganha um ritmo crescente e de suspense que arrebata o leitor até o último parágrafo, deixando um travo ou uma pergunta.  Este é um livro cuja história continua a ser contada nas nossas imaginações, muito depois da última palavra lida.





O sol é para todos, romance de Harper Lee faz 50 anos de popularidade!

17 06 2010

O problema com que todos nós vivemos, 1964

Norman Rockwell ( EUA, 1894-1978)

óleo sobre tela

[Para a revista LOOK de 14-01- 1964]

Old Corner House Collection, Stockbird, Massachusetts

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Na Inglaterra o livro O sol é para todos, [To kill a mocking bird] da escritora  Harper Lee, é um dos livros mais populares ficando em quinto lugar na preferência do público, abaixo  de Orgulho e preconceito [ Pride and Prejudice] mas acima da Bíblia, um fato intrigante considerando-se que o romance foi publicado há exatamente 50 anos, que se passa no sul dos Estados Unidos na época da Depressão.  O enredo se desenrola na cidade fictícia de Maycomb  e um dos temas centrais trata da discriminação racial, discriminação de classe e a procura da justiça para um inocente.  Levando isso em consideração li o artigo que a BBC publicou ontem, justamente analisando essa popularidade, que não é justificada só por ser um livro adotado em muitas escolas.  Ao que tudo indica sua popularidade ultrapassa gerações.  Seus fãs tanto os jovens e quanto seus pais, o consideram uma leitura inigualável.  Além disso, as bibliotecárias entrevistadas nessa mesma enquete do World Book Day admitiram ser O sol é para todos o livro que mais indicavam. 

A narrativa é feita por uma adolescente.  Ou talvez, por uma pessoa idosa lembrando-se de sua adolescência.  O adolescente como narrador tem um longa e forte tradição na literatura americana, cujo principal propulsor dessa voz foi conquistado por  Huckleberry Finn, no livro As aventuras de Huckleberry Finn de Mark Twain.  Em O sol é para todos, Scout, é a filha de um advogado que defende um homem negro da acusação de estupro de uma menina branca, e é através de seus olhos que entendemos a sociedade que a cerca.    Este é de fato um livro sobre justiça, cheio de esperança, de valores morais universais, que não têm nem idade, nem país de origem.  E que todos nós, adultos, jovens ou crianças almejamos.  É um livro de alto astral.  E é, também,  onde aprendemos a tentar ver a realidade através dos olhos de outrem; de andar nos seus passos, de conhecer o seu caminho.  São experiências e atitudes universais que nos mostram a nossa própria humanidade. 

E você?  Já leu O sol é para todos?





Criatividade e humor na Copa do Mundo — vídeo do jornal inglês The Guardian

16 06 2010