Autorretrato, 1882-83
Edvard Munch (Noruega,1863-1944)
óleo sobre tela sem primer
Na mesa da roleta no cassino em Monte Carlo, 1892
Edvard Munch (Noruega, 1863-1944)
óleo sobre tela, 74 x 116 cm
Museu Munch, Oslo
Fiódor Dostoiévski, escreveu a novela, O jogador, publicada em 1867, como pagamento de uma dívida de jogo. Parte das dificuldades financeiras que sofreu por toda vida era resultado de seu vício de jogador. A primeira vez que se dedicou à roleta, jogo que o seduziu de imediato, foi em 1862, Numa das vezes em que perdeu, em 1866, concordou em escrever um livro em um mês. Se não conseguisse abdicaria os direitos de autor, de todos os livros até então publicados, em benefício de F. T. Stellovsky, conhecido editor dos maiores escritores russos da época. A aposta acordada tinha prazo até 1º de novembro daquele ano. O jogador, obra que Thomas Mann considerou uma das melhores de Dostoiévski, foi escrita em 26 dias. Para isso Dostoiévski deixou de lado o manuscrito de Crime e Castigo, em que trabalhava. E pediu auxílio da estenógrafa Anna Grigoryevna para poder entregar o manuscrito em tempo. Um ano depois, eles se casaram.
Evard Munch (Noruega, 1863-1944)
pastel sobre papelão, 79 x 59 cm
Coleção Particular de Leon Black
“O principal problema da arte contemporânea é que se confundiu expressão com arte. Perdeu-se a noção de que uma coisa pode ser expressiva sem ser arte. Por exemplo: se eu dou um grito, isso é expressão, mas não é arte. Para que esse grito se torne arte, é preciso que eu o transforme num poema, ou que um pintor como [Edvard] Munch faça um quadro como O Grito, em que aquilo vira uma obra plástica. Se eu me sentar no chão em cima de terra, mesmo que seja no museu, não é obra de arte. Pode ser uma atitude, uma performance adotada como protesto, como manifestação, mas não é obra de arte.”
Ferreira Gullar
Ferreira Gullar (Brasil, 10-09 1930 — 4-12-2016)
Quatro meninas em Åsgårdstrand, 1903
Edvard Munch (Noruega, 1863-1944)
óleo sobre tela, 87 x 111 cm
Museu Munch, Oslo
Stella Leonardos
Elas eram quatro rosas
Sendo cada qual mais bela.
A vermelha, a cor de rosa.
A de corola amarela…
Mas a quarta era Rosinha,
Branca branca, bem singela.
Levou-a Deus manhãzinha.
Que era rosa de anjo, aquela.
Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.63
Leitor em biblioteca de estilo Rococó
Alois Heinrich Priechenfried (Áustria, 1867 -1953)
óleo sobre tela, 48x 36cm
Abbott Fuller Graves (EUA, 1859 – 1936)
óleo sobre tela
Samuel Carrington, o pai da artista, 1915
Dora Carrington (EUA, 1893-1932)
óleo sobre tela
Cathy Jourdan (EUA, contemporânea)
acrílica sobre tela.
Chad Gowey (EUA, 1987)
Nicolas Waaij Weesmeisjes (Holanda, 1855-1936)
óleo sobre tela
Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
óleo sobre tela, 65 x 55 cm
Edvard Munch (Noruega, 1863-1944)
óleo sobre cartão
Retrato de meu pai, José Alberto Ramos Román
Ramos Cortés (Espanha, contemporâneo)
óleo sobre tela colada em placa, 90 x 90 cm
Camille Pissarro (França, 1830-1903)
óleo sobre tela, 7 x 9 cm
Coleção Particular
Marcel Semblat lisant, 1910-1920
Georgette Agutte (França, 1867-1922)
óleo sobre tela
Musée de Grenoble
Edward Munch (Noruega, 1863-1944)
óleo sobre tela, 81 x 100 cm
Rasmus Meyer Collection
The Bergen Art Museum
Menotti del Picchia
História simples: ela rica e bela,
eu moço e pobre… Fados bem diversos!
Ela dona de dois olhos bem perversos
e eu namorado dos dois olhos dela.
Gostava tanto vê-la na janela
com seus dois olhos na tristeza imersos…
Tinha eu vinte anos, rabiscava versos,
era moço, era alegre e tagarela.
— Porque essa moça é assim tão merencórea?
(Num soneto eu chamara-a: D. Doente…)
Ai! amava outro e de outro era querida!
Casou-se e acabou a minha história,
E desde então, ela ficou contente,
e eu fiquei triste para toda vida…
Em: Entardecer, Menotti del Picchia, São Paulo, MPM propaganda: 1978, p. 56.