Curiosidade literária

22 05 2023

Mulher lendo

Gloria Elena Marin (Espanha, contemporânea)

óleo sobre tela

 

Isabel Allende, autora do best-seller internacional, A casa dos espíritos, começou a escrever este livro como uma carta a seu pai  que,  doente, encontrava-se nos últimos dias de vida.   A carta datada de 8 de janeiro de 1981 tornou-se no manuscrito que conhecemos e que foi de grande sucesso.  Desde então, Isabel Allende começa todos os seus livros no dia 8 de janeiro de cada ano.  As pessoas que a conhecem  sabem que neste dia, a escritora não é para ser incomodada. 





Curiosidade literária

15 05 2023

Leitura

[parte da série dos Cinco Sentidos]

Lucien Mandosse (França, 1933-2004)

óleo sobre tela

 

A escritora francesa, Anaïs Nin (1903- 1977) escreveu diversos contos publicados após sua morte.  Fizeram parte da coleção Delta de Vênus: para “uso pessoal de um colecionador particular”.  A encomenda estipulava o pagamento de um dólar por página.  Mas veio com instruções bem rígidas: as histórias precisavam ser completamente pornográficas, sem análise, sem filosofias.





Curiosidade literária

8 05 2023
Corvo em ramo de cerejeira,c. 1910;  Ohara Koson,  (Japão, 1877 – 1945)

 

Edgar Allan Poe foi o primeiro dos conhecidos escritores americanos a conseguir viver do quanto ganhava só com sua escrita. Passou por muita dificuldade financeira, mesmo assim viveu exclusivamente de sua própria pena.  Mas não se pode negar que precisou ser muito persistente.





Curiosidade literária

17 04 2023

Fix:Shavian alphabet - Alice's Adventures in Wonderland - book cover.jpg -  Vicipedia

Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll no alfabeto Shavian.

 

George Bernard Shaw, dramaturgo irlandês, investiu bastante dinheiro e tempo para criar novo alfabeto para a língua inglesa. O alfabeto Shavian ou o alfabeto Shaw tinha a intenção de ser usado para solucionar alguns problemas da escrita em inglês. O alfabeto usa símbolos diretamente relacionados a fonemas.  Ainda que pudesse facilitar a escrita, o alfabeto não teve sucesso nos países de língua inglesa.





Curiosidade literária

10 04 2023

Leitura silenciosa à sombra

George Goodwin Kilburne (GB, 1839-1924)

aquarela

 

 

 

 

O escritor brasileiro Nelson Rodrigues, arrancou todos os dentes aos vinte e um anos.  Sofrendo de um febre insistente sem apresentar outros problemas, foi diagnosticado, erroneamente, que seus dentes lhe causavam essa condição febril que não cessava.  Estavam errados.  Depois de remover todos os dentes, descobriu-se com tuberculose.  Nelson Rodrigues usou dentadura por toda vida.

 

 





Curiosidade literária

3 04 2023

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O britânico George Gordon Byron (1788-1824), 6.º Barão Byron, ou Lord Byron, foi um dos mais influentes poetas ingleses.  Além de sua associação ao romantismo, ganhou fama no folclores literário por suas múltiplas aventuras amorosas: aparentemente ninguém conseguia escapar de seus encantos. A primeira obra que o fez centro de atenções e ilibações literárias foi publicada em 1812, com o título  Childe Harrod’s Pilgrimage [Peregrinação de  Childe Harrod].  Nela Byron descreve, em poesia, a longa viagem que fez por países europeus e do Oriente Médio. A fama veio súbita, logo após a publicação só dos dois primeiros cantos.  O sucesso foi tão rápido e completo que há registro de Byron ter exclamado  “I awoke one morning and found myself famous” [Acordei uma manhã e me encontrei famoso] acentuando sua conhecida imodéstia.  No entanto, além das escapadas amorosas e das publicações que agradaram ao público e à crítica, Byron cultivou a peculiaridade de viajar sempre, e viajou muito, com algumas dezenas de animais.  Um exemplo, foi a viagem que fez a Veneza, quando levou dez cavalos, três macacos, três pavões, oito cachorros, cinco gatos, uma cegonha, um falcão, uma águia e um corvo. 





Curiosidade literária

27 03 2023

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A escritora inglesa Enid Blyton (1897-1968), falecida há mais de cinquenta anos, continua conhecidíssima no mundo inteiro por suas obras para crianças e adolescentes. Seus livros, continuamente reimpressos, são lembrados por adultos até hoje. Lembranças das aventuras das gêmeas no colégio Santa Clara, o grupo dos cinco detetives, a sociedade secreta dos sete amigos, todos são personagens queridos e firmemente enraizados na memória de milhares de adultos. Enquanto para as gerações mais recentes, Enid Blyton seria conhecida pelas séries televisivas dos anos 90 ao início do século XXI de Nodi [Noddy], o menino de madeira que vivia numa casinha em Toyland. Sua proeminência no mundo infanto-juvenil não é exagero: seus livros estão entre os mais vendidos do mundo, mais de 600 milhões de cópias desde a década de 1930. A escritora conta com oitocentas obras. Por causa disso foi acusada de usar escritores profissionais para produzir tanto. Negou veementemente e nunca foi confirmado o uso de ghost-writers.

É surpreendente, portanto, descobrir que a autora não gostava de crianças. Era conhecida pelos gritos constantes com os filhos reclamando do barulho que faziam. Vizinhos relataram a preferência da escritora por uma das filhas, favorecendo-a sempre que possível. Imogen, outra filha, relata em suas memórias que ela e a irmã eram levadas e obrigadas a permanecer em um aposento da casa, com a porta aberta, de tal maneira que pudessem ver a mãe e seus convidados, crianças, fãs e leitoras, recepcionadas pela escritora.





Curiosidade literária

20 03 2023

A leitora, 2000

Fernando Botero (Colômbia, 1932)

óleo sobre tela, 42 x 36 cm

 

Stephen King, autor de livros inesquecíveis,  À espera de um milagre, A dança da morte, A coisa são alguns dos mais de sessenta livros que publicou; autor que nos envolve com histórias de terror, sobrenatural, suspense; o nono autor mais traduzido do mundo, sofre de triscaidecafobia.  Como assim? — você pode perguntar. Sim, triscaidecafobia, medo irracional do número 13. Essa fobia é tão poderosa que quando lê um livro ou quando escreve um texto, não para nunca na página 13 ou seus múltiplos. Ele continua escrevendo ou lendo até chegar a um número seguro.

 





Curiosidade literária

13 03 2023

Bijin lendo um  carta, 1825

[DETALHE]

Utagawa Kunisada (Japão, 1786-1865)

Xilogravura policromada

 

O primeiro romance literário do mundo foi O romance de Genji, escrito em 1008, pela escritora e fidalga, Murasaki Shikibu. Ela foi poeta, romancista e dama de companhia na corte imperial durante o período Heian (794-1185).  O período Heian na história japonesa se refere ao nome da capital do império que havia sido transposta de Nara para Heian-kio, hoje conhecida como Kioto.  Na edição original de O romance de Genji,  nenhum dos personagens era chamado por seu nome.  Eram reconhecidos simplesmente por seus títulos obedecendo as regras da corte de Heian, já que o romance tinha intenção de ser lido por mulheres da realeza 

 





Curiosidade literária

6 03 2023

Senhora lendo, 2002

Dick Hoette (Holanda, contemporâneo)

 

 

Emily Brontë (1818-1848) escritora e poetisa inglesa, autora de O morro dos ventos uivantes, tinha um cachorrinho muito fiel. Aliás, não deveria ser chamado de cachorrinho.  Era, afinal, um mastiff, um cachorro grande, que pode chegar aos oitenta quilos, espaçoso, territorialista e fiel.  Ela o chamava de Keeper, cuja tradução pode ser não só “protetor, guarda, mas também aquilo que se guarda”.  Quando Emily morreu, aos trinta anos, em 1848, o cão, companheiro de passeios pelo campos e lugares desertos da paróquia de Haworth, seguiu o cortejo funerário até o cemitério e só a muito custo deixou o local retornando à casa.  Daí por diante, Keeper dormiu na porta do quarto de Emily até morrer, eternamente enlutado.