Na boca do povo: escolha de provérbio popular

15 05 2014

Geraldo de Castro, Procissão, ost, 90x90Procissão

Geraldo de Castro (Brasil, 1914-1992)

óleo sobre tela, 90 x 90 cm

“Dinheiro e sacristão cantando vem, cantando vão.”





Quadrinha da saudade

14 05 2014

adeus, a e martyAdeus, ilustração de A. E. Marty.

Saudade… sombra, fantasma!

Coisa que bem não se explica:

— Algo de nós que alguém leva.

— Algo de alguém que nos fica!

(Soares da Cunha)





Quadrinha das rosas

28 04 2014

product_9850Ilustração de Tito Corbella.

Por querer abrir caminhos

segui à risca esta lei:

fui retirando os espinhos

das rosas todas que dei!…


(Maria Helena O. Costa)





Quadrinha da bondade

22 04 2014

esmola, caridade, cartão postal dos anos 20 do sec xxCartão postal dos anos 20 do século XX  [ajude aos pobres]

Em certa gente, a bondade

não passa de fantasia:

na aparência — santidade;

mas, no fundo hipocrisia.

(Carlos Cardoso)





Quadrinha do orgulho

5 04 2014

orgulhoso demais,

Orgulho é como se fosse

uma bolha de sabão:

com um sopro do destino,

espatifa-se no chão.

(Ailsa Alves Santos)





Quadrinha do pé na estrada

2 04 2014

homem e cachorro, hergéTintin e cachorro, ilustração de Hergé.

Faze da vida, sem pressa,

um constante aprendizado;

toda estrada só começa

no primeiro passo dado!

(Nélio Bessant)





Quadrinha do presente

8 01 2014

???????????????????????????????Cascão leva um presente, ilustração de Maurício de Sousa.

Se você der um presente,

esqueça logo o que deu;

mas traga sempre na mente

aquilo que recebeu.

(Adalzira Bittencourt)





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

9 12 2013

ladrãoMinie e Clarabela vão ao teatro, ilustração de Walt Disney.

“Ladrão de tostão, ladrão de milhão”.





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

28 10 2013

barco, Franklyn M. BranleyIlustração, Frank M. Branley.

“Levanta tua vela dez centímetros e ganharás um metro de vento!”





Poesia de Natal de Vinícius de Moraes

18 12 2009

Presépio, autor desconhecido.

Natal

——

                                                       Vinicius de Moraes

—–

De repente o sol raiou

E o galo cocoricou:

—–

— Cristo nasceu!

—-

O boi, no campo perdido

Soltou um longo mugido:

— Aonde? Aonde?

—-

Com seu balido tremido

Ligeiro diz o cordeiro:

—-

— Em Belém! Em Belém!

—-

Eis senão quando, num zurro

Se ouve a risada do burro:

—-

— Foi sim que eu estava lá!

—–

E o papagaio que é gira

Pôs-se a falar: — É mentira!

—–

Os bichos de pena, em bando

Reclamaram protestando.

—–

O pombal todo arrulhava:

— Cruz credo! Cruz credo!

—-

Brava

A arara a gritar começa:

—–

— Mentira! Arara. Ora essa!

—-

— Cristo nasceu! canta o galo.

— Aonde? pergunta o boi.

—-

— Num estábulo! — o cavalo

Contente rincha onde foi.

Bale o cordeiro também:

—-

— Em Belém! Mé! Em Belém!

—-

E os bichos todos pegaram

O papagaio caturra

E de raiva lhe aplicaram

Uma grandíssima surra.

—-

——

Marcus VINÍCIUS da Cruz DE Melo e MORAES (RJ 1913-RJ 1980), diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

Livros:

O caminho para a distância (1933)

Forma e exegese (1935)

Ariana, a mulher (1936)

Novos Poemas (1938 )

Cinco elegias (1943)

Poemas, sonetos e baladas (1946)

Pátria minha (1949)

Antologia Poética (1954)

Livro de Sonetos (1957)

Novos Poemas (II) (1959)

Para viver um grande amor (crônicas e poemas) (1962)

A arca de Noé; poemas infantis (1970)

Poesia Completa e Prosa (1998 )