As doces rosas-dos-ventos, poesia de Stella Leonardos

1 05 2015

 

 

vendedor-de-cataventos, sérgio bastosVendedor de cataventos, Sérgio Bastos.

 

 

As doces rosas-dos-ventos

 

Stella Leonardos

 

 

— Onde estás, vendedor de pirulitos,

Fazedor das ventoinhas de papel?

Daqueles cataventos tão bonitos?

Daquelas gostosuras cor de mel?

Tu que adoças as ruas com teus gritos

E que marcas os ventos nas calçadas:

Me dá de novo os sonhos infinitos

Das tuas rosas que são quase aladas!

— Queres minhas ventoinhas? Há-de tê-las.

Criança grande! Por que te agradam tanto?

— Não são ventoinhas: são almas de estrelas

De um céu ingênuo que foi céu de encanto.

 

 

Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.79





Uma história, poesia de Menotti del Picchia

29 04 2015

 

 

melancholyMelancolia, 1894

Edward Munch (Noruega, 1863-1944)

óleo sobre tela, 81 x 100 cm

Rasmus Meyer Collection

The Bergen Art Museum

 

 

Uma história

 

Menotti del Picchia

 

História simples: ela rica e bela,

eu moço e pobre… Fados bem diversos!

Ela dona de dois olhos bem perversos

e eu namorado dos dois olhos dela.

 

Gostava tanto vê-la na janela

com seus dois olhos na tristeza imersos…

Tinha eu vinte anos, rabiscava versos,

era moço, era alegre e tagarela.

 

— Porque essa moça é assim tão merencórea?

(Num soneto eu chamara-a: D. Doente…)

Ai! amava outro e de outro era querida!

 

Casou-se e acabou a minha história,

E desde então, ela ficou contente,

e eu fiquei triste para toda vida…

 

 

Em: Entardecer, Menotti del Picchia, São Paulo, MPM propaganda: 1978, p. 56.





Sublinhando…

28 04 2015

 

 

Leon Viorescu (Romanian painter, 1886–1936)Mulher lendo,Lendo, s.d.

Leon Viorescu (Romênia, 1886-1936)

óleo sobre papelão, 64 x 49 cm

 

 

“Há nesse olhar translúcido e magnético a mágica atração de um precipício.”

 

Carvalho Júnior [Francisco Antônio de Carvalho Júnior] (Brasil, 1855-1879) do poema Nêmesis em Parisina, 1879.





Domingo, um passeio no campo!

26 04 2015

 

João Baptista da Costa (Brasil,1865-1926)Paisagem, ost, 55 x 46cmPaisagem

João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)

óleo sobre tela, 55 x 46 cm





Flores para um sábado perfeito!

25 04 2015

 

 

CANDIDA GUSMÃO (grupo Bernardelli) - vaso de flores, óleo sobre tela, 46X38cm.Vaso de flores, s.d.

Cândida de Gusmão Cerqueira de Menezes (Brasil, 1901-1994)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

 

 





Natureza maravilhosa! Borboleta 88

25 04 2015

 

 

butterflies-neglecta-sartore_1368_600x450Borboleta brasileira, [Diaethria neglecta], foto: National Geographic.

 

Comumente chamada de “Oitenta e oito” por causa do desenho de linha e pontos de suas asas, essa belíssima borboleta [Diaethria neglecta] é natural do Brasil.

Para mais informações clique aqui.

 





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

21 04 2015

árvore. valerie greeleyÁrvore, ilustração Valerie Greeley.

“A árvore se conhece pelos frutos.”





Domingo, um passeio no campo!

19 04 2015

 

 

AUGUSTE P. - Paisagem - osm - 24 x 34Paisagem

Auguste Petit (França/Brasil, 1844-1927)

óleo sobre madeira, 24x 34 cm





Ciranda de mariposas, poesia de Henriqueta Lisboa

14 04 2015

 

 

insetos se reunem, Hazel Frazee, Child Life 1927-03Insetos se reúnem, ilustração de Hazel Frazee, para a capa da Revista Child’s Life, março de 1927.

 

 

 

Ciranda de Mariposas

 

Henriqueta Lisboa

 

Vamos todos cirandar
ciranda de mariposas.
Mariposas na vidraça
são jóias, são brincos de ouro.

Ai! poeira de ouro translúcida
bailando em torno da lâmpada.
Ai! fulgurantes espelhos
refletindo asas que dançam.

Estrelas são mariposas
(faz tanto frio na rua!)
batem asas de esperança
contra as vidraças da lua.





Nossas cidades — Saquarema

13 04 2015

 

 

GASTÃO FORMENTI (1894-1974)Igreja de Nossa Senhora de Nazareth em Saquarema - Estrada do Rio,ost, 54 x 65. Assinado e datado (1943)Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, 1943

Gastão Formenti (Brasil, 1894-1974)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm