Despacho de Iemanjá, poesia de Wilson W. Rodrigues

29 12 2015

 

 

romaneli iemanjáIemanjá noturna, 2015

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

óleo sobre tela,  60 x 60 cm

www.romanelliart.com

 

 

Despacho de Iemanjá

 

Wilson W. Rodrigues

 

Tão longe, tão longe,

nas ondas do mar,

nos véus da neblina,

no vento a cantar,

na areia doirada

do fundo das águas

eu ouço Iemanjá…

Nem velas, nem brumas

vêm onde ela está,

nem sonho de amante

um dia virá…

Tão longe, tão longe

amada longínqua,

fantasma do mar.

 

Tão longe as rosas

que vão-se afogar,

levando a tristeza

que não sei matar,

por essa lonjura

que a vida separa

de minha Iemanjá…

Tão longe, tão longe,

minha alma a cantar,

há muito já foi,

pro fundo do mar,

sofrer do mistério

da amada distante,

ó doce Iemanjá!…

 

 

Em:  Bahia Flor: poemas, de Wilson W Rodrigues, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1948, p.35-36.





Nossas cidades: São Paulo

28 12 2015

 

 

wega nery paisagem-de-santo-amaro 'PAISAGEM DE SANTO AMARO' 1951 - ÓLEO SOBRE TELA (50X60cm). BAIRRO PAULISTA ONDE MOROU WEGA NERY.Santo Amaro, 1951

Wega Nery (Brasil, 1912-2007)

óleo sobre tela, 59 x 60 cm





Domingo, um passeio no campo!

27 12 2015

 

ANTENOR FINATTI (SÃO PAULO, 1923). Dia de Sol em Praia de Angra dos Reis, óleo s tela, 60 X 73. Assinado e datado (1959Dia de sol em praia de Angra dos Reis, 1959

Antenor Finatti (Brasil, 1923)

óleo s tela, 60 X 73 cm





Flores para um sábado perfeito!

26 12 2015

 

 

FERNANDO CORREA E CASTRO (1933) - Jarro com Flores do Campo, ost, 70 x 50. Assinado no c.i.dJarro com flores do campo

Fernando Correa e Castro (Brasil, 1933)

óleo sobre tela, 70 x 50 cm





Feliz Natal!

25 12 2015

 

 

Painel neo-clássico atribuído a Francisco de Paula e Oliveira, localizado no sub-coro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Salvador (BA) .Adoração dos reis magos, século XVIII

Atribuído a Francisco de Paula e Oliveira (Portugal, ?-?)

Painel de Azulejos pintados à mão

Igreja de Nossa Sra. do Rosário dos Pretos, Salvador

 

Feliz Natal!





Nossas cidades: Caxambu

21 12 2015

 

 

JOSÉ MARIA DE ALMEIDA (1906-1995)Igreja Matriz de Caxambú – MG, 1976,ost,33 x 46Igreja da Matriz, em Caxambu, 1976

José Maria de Almeida (Portugal/Brasil, 1906-1995)

óleo sobre tela, 33 x 46 cm





Domingo, um passeio no campo!

20 12 2015

 

 

FIRMINO MONTEIRO - Paisagem de Niterói - Óleo sobre tela - 41 x 64 - 1884 - Museu Nacional de Belas ArtesPaisagem de Niterói, 1884

Firmino Monteiro (Brasil, 1855-1888)

óleo sobre tela, 41 x 84 cm





Texto de Natal, Marques Rebelo

20 12 2015

 

 

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“22 de dezembro [1939]

 

MacLean é lacônico – Merry Christmas! Por que não escreveu Feliz Natal? O cartão traz o carimbo da censura.

 

 

23 de dezembro [1939]
Antevéspera chuvosa de Natal, sem que o calor aplaque. Peregrinação de pés molhados por lojas superlotadas na morosa demanda de presentes que satisfaçam ao gosto e ao preço, mormente ao preço, que os presenteados são muitos e as finanças estão arrebentadas. Ninguém foi esquecido. Nos casos de dúvida, livro é sempre uma boa solução. O presente mais fácil foi o de Felicidade – colar de galalite arlequinhalmente multicor.

 

Chegamos derreados. Eurico nos esperava com a lata de talco mais estapafúrdia que vi na minha vida, desculpando-se por não ter trazido Lenarico e Eurilena. Levou uma gravata, leve, de verão.”

 

 

Em: O trapicheiro, Marques Rebelo, 1º volume de O Espelho Partido, São Paulo, Martins: 1959, 1ª edição, numerada.





Flores para um sábado perfeito!

19 12 2015

 

 

J. Bertoni Flores óleo s tela 69 x 100 cm. Ass. In. Esquerdo.Flores

João Bertoni (Itália/Brasil, 1889-1980)

óleo sobre tela, 69 x 100 cm





Natal, poema de Heitor Moreira

19 12 2015

 

 

Tarsila do Amaral, 1940 - NatalNatal, 1940

Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)

 

 

Natal

 

Heitor Moreira

 

Era noite de gala. Nos silvedos
Rondavam pirilampos indiscretos.
E a luz desses notívagos insetos
Dançava iluminando os arvoredos.

 

Sonambulava a terra e os seus penedos,
Beijados por alíseos desinquietos,
Eram como castelos irriquietos
Pompeando a graça austera dos rochedos.

 

No estábulo da Fé, vagindo ao vento,
Nasce de ventre santo e imaculado
A afirmação cristã do pensamento…

 

E nascera Jesus, para as torturas
De sopesar, sustento desvairado,
As nossas irmanadas desventuras.

 

Em: Ritmos e Rimas, Heitor Moreira, Rio de Janeiro: 1950

 

Heitor Moreira

 

Obras:
Templos de Sonhos, poesia
Ritmos e Rimas, poesia, 1950