Palavras para lembrar: Henry David Thoreau

14 02 2017

 

 

isaac-dobrinsky

Hora da leitura, Vera Dobrinsky, esposa do artista

Isaac Dobrinsky (Polônia, 1891-1973)

óleo sobre tela

 

 

 

“Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro.”

 

Henry David Threau





Praça Tahrir, texto de Alexandra Lucas Coelho

5 02 2017

 

 

11126Grafite próximo à Praça Tahrir no Cairo, autoria desconhecida.

 

 

 

“A praça Tahrir é a grande rotunda do Cairo, uma rosa dos ventos onde em dias de trânsito normal os carros se cruzam entre ocidente e oriente, norte e sul.

Na ponta norte, o Museu Egípcio, atração de turistas que talvez esqueçam o nome do enigmático Akhenaton mas não esquecerão o tesouro do seu filho Tutankhamon. Na ponta sul, os vinte andares e corredores do Mugamma, colosso temível da burocracia egípcia. Para oriente, a Universidade Americana do Cairo, que há décadas forma as elites locais. E, mais para oriente, a Sharia Tahrir ou a Talaat Harb, ruas de belas fachadas art déco impregnadas de fuligem, com cafés onde os homens se sentam a fumar narguilé.

Aqui vinha todas as manhãs Naguid Mahfouz, o mais reconhecidoo romancista árabe, Prêmio Nobel em 1988. No café Ali Baba lia os jornais e recebia quem aparecesse, com quem abre a porta de casa. E foi por aqui que Gabal Abdel Nasser planejou a sua revolução republicana de 1952.

Centrípeta e pulsante a praça Tahrir é o destinoo natural de uma revolução.”

 

 

Em: Tahrir: os dias da revolução no Egito, Alexandra Lucas Coelho, Rio de Janeiro, Língua Geral:2011, páginas 15-6.

 

 

 

 

 

 





Minutos de sabedoria: Banana Yoshimoto

30 01 2017

 

 

jean-baptiste-perroneau-1715-1783-frenchportrait-of-a-boy-with-a-book

Retrato de um menino com livro, década de 1740

Jean Baptiste Perronneau (França, 1715-1783)

óleo sobre tela, 63 x 52 cm

Hermitage, São Petersburgo

 

 

 

“As pessoas verdadeiramente importantes emitem uma luz que aquece o coração de quem vive ao lado delas.”

 

Banana Yoshimoto

 

 

 

yoshimotoueBanana Yoshimoto




Palavras para lembrar: Adélia Prado

20 01 2017

frank-o-salisbury-inglaterra-1874-1962jardins-de-encantamento-ostJardins de encantamento

Frank O. Salisbury (Inglaterra, 1874-1962)

óleo sobre tela

 

 

“O livro faz parte da casa, da comida, da experiência, da maternidade, do cotidiano.”

 

 

Adélia Prado

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Escrita à mão x escrita impressa, por Ruth Ozeki

15 01 2017

 

brushwriting2Uma alta cortesã, 1794-5

[da série Cinco Tons de Tinta na área norte (Hokkoku goshiki Zumi)]

Utamaro Kitagawa (Japão, 1754-1806)

xilogravura policromada, tinta e cor sobre papel

Metropolitan Museum of Art, Nova York

 

 

“Letras impressas são previsíveis e impessoais, transmitindo informações numa transação maquinal com os olhos do leitor.
Letras de mão, em contrapartida, resistem aos olhos, revelam seus significados aos poucos e são pessoais como a pele.”

 

 

Em: A terra inteira e o céu infinito, Ruth Ozeki, Rio de Janeiro, Casa da Palavra:2014,tradução de Daniela P. B. Dias e Débora Landsberg,  página 18.

 

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As palavras, texto de Ruth Ozeki

10 01 2017

 

 

fongwei-liu-china-uma-velha-historia2009-ostUma velha história, 2009

Fongwei Liu (China, contemporâneo)

óleo sobre tela

 

 

“Pense bem. De onde é que as palavras vêm? Elas vêm dos mortos. Nós as herdamos. Tomamos emprestadas. Fazemos uso delas  por um tempo a fim de trazer os mortos à vida.Os gregos antigos acreditavam que, sempre que você lia em voz alta, na verdade eram os mortos que pegavam a sua língua emprestada para falar outra vez.”

 

 

Em: A terra inteira e o céu infinito, Ruth Ozeki, Rio de Janeiro, Casa da Palavra:2014,tradução de Daniela P. B. Dias e Débora Landsberg,  página 378.





Imagem de leitura — Delphine Cossais

11 12 2016

 

 

delphine-cossais-o-livro-magico-2008O livro mágico, 2008

Delphine Cossais (França, 1972)

Delphine Cossais





Do prazer da língua, Muriel Barbery

23 11 2016

 

 

alice-small-pardon-bunch-casamento-eua-1904-1992margueriteMarguerite

Alice Small Pardon (EUA, 1904-1992)

[Alice Bunch, depois do casamento]

óleo sobre tela

 

 

 

“… acho que a gramática é uma via de acesso à beleza. Quando a gente fala, lê ou escreve, sente se fez ou leu uma frase bonita. Somos capazes de reconhecer uma bela construção ou um belo estilo. Mas, quando sabemos gramática, temos acesso a outra dimensão da beleza da língua. Saber gramática é descascá-la, olhar como ela é feita, vê-la toda nua, de certa forma. E aí é que é maravilhoso. Porque pensamos:’Como isto é bem-feito, como é bem elaborado!’, ‘Como é sólido, engenhoso, rico, sutil!’.

 

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, São Paulo, Cia das Letras:2008, página, 168. [tradução de Rosa Freire d’Aguiar].

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Palavras para lembrar — George R. R. Martin

21 11 2016

 

 

christopher-cart-eua-contemporaneolivro-de-arte-aquarela-e-pincel-secoLivro de Arte

Christopher Cart (EUA, contemporâneo)

aquarela e pincel seco

 

 

 

“Um leitor vive mil vidas antes de morrer. O homem que não lê vive só uma.”

 

George R. R. Martin





Palavras para lembrar– Abade Antoine Prévost

16 11 2016

 

 

alexi-zaitsev-ryazan-russia-1959num-jardim2003-ost30-x-40-cmNum jardim, 2003

Alexi Zaitsev, (Russia, 1959)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm

 

 

“Não é necessário que um autor entenda o que escreve. Os críticos se incumbirão de explicar a ele.”

 

Abade Antoine Prévost

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