
Hora da leitura, Vera Dobrinsky, esposa do artista
Isaac Dobrinsky (Polônia, 1891-1973)
óleo sobre tela
“Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro.”
Henry David Threau

Hora da leitura, Vera Dobrinsky, esposa do artista
Isaac Dobrinsky (Polônia, 1891-1973)
óleo sobre tela
Henry David Threau
Grafite próximo à Praça Tahrir no Cairo, autoria desconhecida.
“A praça Tahrir é a grande rotunda do Cairo, uma rosa dos ventos onde em dias de trânsito normal os carros se cruzam entre ocidente e oriente, norte e sul.
Na ponta norte, o Museu Egípcio, atração de turistas que talvez esqueçam o nome do enigmático Akhenaton mas não esquecerão o tesouro do seu filho Tutankhamon. Na ponta sul, os vinte andares e corredores do Mugamma, colosso temível da burocracia egípcia. Para oriente, a Universidade Americana do Cairo, que há décadas forma as elites locais. E, mais para oriente, a Sharia Tahrir ou a Talaat Harb, ruas de belas fachadas art déco impregnadas de fuligem, com cafés onde os homens se sentam a fumar narguilé.
Aqui vinha todas as manhãs Naguid Mahfouz, o mais reconhecidoo romancista árabe, Prêmio Nobel em 1988. No café Ali Baba lia os jornais e recebia quem aparecesse, com quem abre a porta de casa. E foi por aqui que Gabal Abdel Nasser planejou a sua revolução republicana de 1952.
Centrípeta e pulsante a praça Tahrir é o destinoo natural de uma revolução.”
Em: Tahrir: os dias da revolução no Egito, Alexandra Lucas Coelho, Rio de Janeiro, Língua Geral:2011, páginas 15-6.

Retrato de um menino com livro, década de 1740
Jean Baptiste Perronneau (França, 1715-1783)
óleo sobre tela, 63 x 52 cm
Hermitage, São Petersburgo
Banana Yoshimoto
Banana Yoshimoto
Jardins de encantamento
Frank O. Salisbury (Inglaterra, 1874-1962)
óleo sobre tela
Adélia Prado
[da série Cinco Tons de Tinta na área norte (Hokkoku goshiki Zumi)]
Utamaro Kitagawa (Japão, 1754-1806)
xilogravura policromada, tinta e cor sobre papel
Metropolitan Museum of Art, Nova York
Em: A terra inteira e o céu infinito, Ruth Ozeki, Rio de Janeiro, Casa da Palavra:2014,tradução de Daniela P. B. Dias e Débora Landsberg, página 18.
Fongwei Liu (China, contemporâneo)
óleo sobre tela
“Pense bem. De onde é que as palavras vêm? Elas vêm dos mortos. Nós as herdamos. Tomamos emprestadas. Fazemos uso delas por um tempo a fim de trazer os mortos à vida.Os gregos antigos acreditavam que, sempre que você lia em voz alta, na verdade eram os mortos que pegavam a sua língua emprestada para falar outra vez.”
Em: A terra inteira e o céu infinito, Ruth Ozeki, Rio de Janeiro, Casa da Palavra:2014,tradução de Daniela P. B. Dias e Débora Landsberg, página 378.
Christopher Cart (EUA, contemporâneo)
aquarela e pincel seco
George R. R. Martin
Alexi Zaitsev, (Russia, 1959)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Abade Antoine Prévost