Domingo no Parque Municipal
José Rosário (Brasil, 1969)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
O velho violonista, 1903-04
Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)
óleo sobre tela
The Art Institute of Chicago
Em: Água fresca para as flores, Valérie Perrin, Rio de Janeiro, Intrínseca: 2022, p. 60
Salinas em Cabo Frio, 1989
Ronaldo Miranda (Brasil, 1939)
óleo sobre Tela, 33 x 19 cm
Casas na praia, Itanhaém, 1949
Alfredo Volpi (Itália-Brasil, 1896-1988)
têmpera sobre tela, 46 x 65 cm
Dois artistas trabalhando com a abstração da forma, chegando a soluções geométricas que realçam o que há de único em cada uma das paisagens. Formas e uso de cores contrastantes nessas cenas à beira-mar contribuem para soluções criativas e muito agradáveis.
Menina e jarro de flores
Manoel Santiago )Brasil, 1897-1987)
óleo s tela, 62 X 47 cm
Menina com vaso de flores, 2021
Santa (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Nem toda Natureza Morta precisa vir sozinha na tela. Aqui temos dois exemplos de Naturezas Mortas – vasos com flores – que dividem o espaço visual com o retrato de uma menina. Na tela de Manoel Santiago as flores têm maior relevância do que a menina. Vejam o tamanho e também o fato delas estarem em primeiro plano, ou seja, mais próximo de quem observa a tela.
Na segunda tela, da artista Santa, mais conhecida pelo trabalho em cerâmica, mesmo que o vaso de flores pareça estar na frente da menina, sentada atrás da mesa, as flores dividem com a menina a mesma distância de quem olha para a tela. Menina e flores estão no mesmo plano e são mais ou menos do mesmo tamanho.
Leitura matutina, 2010
Roberto Ploeg (Holanda,Brasil, 1955)
óleo sobre tela
Cecília Meireles
Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.
Em: Cânticos, Cecília Meireles, São Paulo, Moderna: 1981
Elefante passeando no Rio de Janeiro, 2021
Carlos Furtado (Portugal, 1952)
acrílica sobre tela, 20 x 28cm
Igreja das Dores vista a partir do Gasômetro, 1940
Angelo Guido (Itália-Brasil, 1893-1969)
óleo sobre eucatex, 38 x 48 cm
Flores e pássaros
Noêmia Mourão (Brasil,1912 -1992)
óleo sobre tela, 65 x 54 cm
Vaso com plantas e pássaro, 1961
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 75 x 60 cm
Imagino que seja claro o ponto de ligação entre essas obras: pássaros nas adjacências de flores. No século XVII na Holanda, quando as naturezas mortas vieram para o mundo das artes com força, muitas das naturezas mortas traziam além das flores, pássaros, borboletas, lagartinhas e outros insetos. Naquela época naturezas mortas estavam associadas também a lembranças da brevidade da vida, ao exótico, afinal a Holanda, sede das Companhias das Índias Orientais e Ocidentais estava tomada pelo interesse do exótico. Ocasionalmente esses elementos nas telas dos pintores além das flores poderiam estar ligados também a provérbios. Ou seja, essas telas poderiam trazer além da beleza, lembrança de alguma sabedoria popular.