Imagem de leitura: Lynda Schneider Granatstein

26 07 2025

A leitora

Lynda Schneider Granatstein (Canadá,1954)

óleo sobre tela





Flores para um sábado perfeito!

26 07 2025

Natureza morta

Amélia Pastro Maristany (Brasil, 1897 – 1979)

óleo sobre eucatex, 16 x 13 cm

 

 

Vaso com flores

Cid Serra Negra (Brasil, 1924-1993)

óleo sobre papel, 80 X 60 cm





Nossas cidades: Fortaleza

22 07 2025

Farol do Mucuripe, 1957

Georges Wambach (Bélgica-Brasil, 1901-1965)

aquarela sobre papel





Em casa: Bertha Wegmann

20 07 2025

Moça lendo na cama à luz de um abajur com pilha de livros na mesa

Bertha Wegmann (Dinamarca, 1847-1926)

óleo sobre madeira, 38 x 32 cm

Nota pessoal: hoje estou como essa moça e pretendo poder ler. Mas, do nada, acordei gripada e só consegui sair da cama às 15:30. Envio minhas desculpas por não fazer outras postagens. Nenhuma paisagem, nada mais. No momento, tudo isso parece um esforço enorme… rs… rs.. sei que é o corpo pedindo descanso. Mas queria vir aqui e dar uma abraço a todos vocês que aparecem regularmente, e que já considero amigos. Afinal são dezessete anos de blog. Aprecio a amizade de todos, o carinho, a constância das visitas. E até amanhã, quando com tanto resguardo, acredito que já estarei com mais energia. O que tenho na verdade é uma prostração enorme. Praticamente só isso.

 
Feliz dia dos amigos!

 

O café da manhã dos remadores, 1881

Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)

óleo sobre tela, 130 x 173 cm

The Phillips Collection, Washington DC





Flores para um sábado perfeito!

19 07 2025

Vaso de flores, década de 1940

Alfredo Volpi (Itália-Brasil, 1896-1988)

Óleo sobre tela – 61x 50 cm

 

 

Vaso de flores, 1961

Edgar Oehlmeyer (Brasil, 1909-1967)

óleo sobre tela, 80 x 61 cm

 





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

18 07 2025

Regata na Baía de Guanabara, 1989

Carlos Sorensen (Brasil, 1928-2008)

óleo s tela, 50 X 65 cm





Resenha: Línguas, Domenico Starnone

17 07 2025

Moça lendo à janela, 1928

Albert André (França, 1869-1954)

óleo sobre tela, 73 x 61 cm

 

 

 

Línguas, de Domenico Starnone, com tradução de  Maurício Santana Dias, foi o terceiro livro do autor que li. Posso dizer que gostei de sua escrita desde que o encontrei em Assombrações (2018) e Laços (2017). Gosto imensamente de sua voz narrativa: calma, nostálgica, reflexiva.  Sua escrita é de nuances. Ele não precisa abrir o jogo, contar tudo, tintim por tintim. Ele nos deixa espaço para imaginar e sonhar; ar para respirar e tempo para absorver o lugar, os sons, as memórias do autor que se imiscuem com as nossas.

Línguas é um pouco diferente dos outros que li.  Menos fluido. Tem breque. É uma obra em dois tempos. Primeiro vemos o delicioso despertar do primeiro amor de um menino de oito ou nove anos, em Nápoles.  Ele se apaixona por uma menina do edifício em frente ao dele. Ela é bem mais arrojada que ele, flerta com a morte, dançando no peitoril da varanda.  Ela é diferente. Diferente de tudo que ele conhece. Ela não é como ele, do sul da Itália. Vem do norte e por isso, para surpresa do apaixonado garoto, ela fala com outro sotaque, usa vocabulário diverso, demonstra maneira de se expressar inesperada.  A paixão dele, só aumenta.  É o fascínio do outro, do desconhecido.  Mas, para atrapalhar, no horizonte, há Lello, um amigo, que também se apaixona pela milanesa.  Com o triângulo amoroso formado, a briga pela atenção da menina se desenvolve.  Irão às vias de fato?  Deixo isso para descoberta do leitor…  Depois… temos a segunda parte dessa história. Os dois, que em criança haviam sido apaixonados por Emanuela, se encontram, são jovens adultos.  Continuam a não se gostar e nesse encontro, e só então, Lello, o rapaz que sabe tudo de tudo, revela o verdadeiro destino da jovem bailarina de Milão.

 

 

 

Além da fascinante arte narrativa de Starnone, aprecio as diversas referências à literatura clássica em suas obras.  Da mera alusão à mitologia greco-romana, aos contos medievais, vamos nos informando, circundando assuntos cujas menções ecoam e enriquecem o texto.  Em Línguas, a própria abertura, o primeiro parágrafo ele já se refere ao trágico mito grego de Orfeu e Eurídice.  A leitura atenta, já vislumbra, nas primeiras frases que abrem o texto, por causa dessa referência,  um desfecho trágico, uma morte, quem sabe?  

Entre os oito e os nove anos de idade, decidi encontrar a fossa dos mortos. Tinha acabado de aprender nas aulas de italiano da escola a fábula de Orfeu e Eurídice debaixo da terra, onde ela havia ido parar por causa de uma picada de cobra. Eu planejava fazer o mesmo com uma menina que infelizmente não era minha namorada, mas que poderia vir a ser caso eu conseguisse tirá-la das profundezas da terra, enfeitiçando baratas, gambás, ratos e musaranhos.” [7]

 

Domenico Starnone

Línguas apresenta reflexões sobre dois temas constantemente ligados na literatura e no nosso emocional: amor e morte. Desde da Grécia antiga, e até antes disso, a relação entre essas duas profundas experiências fascinou poetas, escritores e filósofos. Por isso, não é surpresa que Starnone os considere, mesmo ao falar do primeiro amor — aquela paixão emocional que nasce na infância dos personagens, vista pelos olhos de quando eram crianças. Mas o texto é mais rico ainda, como complemento há contrastes entre juventude e velhice, línguas faladas tão próximas umas das outras e ainda assim estranhas.  A riqueza do  texto encanta e seduz.

Esse é um livro que aflora a sensibilidade do leitor.  Não é repleto de fortes emoções ou de diálogos arrebatadores. Starnone é mais fino, dedica-se a tênues paralelos. As observações desse menino de nove anos são curiosas, engraçadas, trazem um leve humor para o texto, mas nem por isso deixam de ser perspicazes, deixam de elaborar complexos argumentos. Boa leitura.  Dessas que adicionam. Recomendo sem restrições. 

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

16 07 2025

Janela

Ado Malagoli (Brasil, 1906-1994)

óleo sobre cartão, 36×26 cm

 

 

Composição

Humberto da Costa (Brasil, 1941)

óleo sobre tela – 35 x 24 cm





Imagem de leitura: Amet Kukubor

15 07 2025

F3, 2022

Amet Kukubor (Gana,1984)

acrílica sobre tela, 200 x 244 cm





Nossas cidades: Florianópolis

15 07 2025

Praia de Fora, Florianópolis

Alexandre Freire (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela