Uma ideia
Félix Armand Heullant (França, 1834-1905)
óleo sobre tela, 114 x 146 cm
“Gostamos sempre de sair de nós mesmos, a viajar, quando lemos”.
[“On aime toujours un peu à sortir de soi, à voyager, quand on lit.”]
Marcel Proust
Uma ideia
Félix Armand Heullant (França, 1834-1905)
óleo sobre tela, 114 x 146 cm
[“On aime toujours un peu à sortir de soi, à voyager, quand on lit.”]
Marcel Proust
O narrador, 1937
[Autorretrato]
Paul Delvaux (Bélgica, 1897-1994)
óleo sobre tela, 70 x 80 cm
Académie Royale des Beaux-Arts, Bruxelas
O sobretudo de Pascal, 1954
[Le manteau de Pascal]
René Magritte (Bélgica, 1898-1967]
óleo sobre tela, 59 x 49 cm
The Menil Collection, Texas
“Todavia certos pintores — como também certos escritores — apesar de praticarem o culto do sonho e do inconsciente, que muito antes de Freud os ligava aos românticos (especialmente a Novalis, Achim von Arnin, Hoffmann e Nerval), não eram de fato uns instintivos, mesmo porque percebiam nitidamente a polaridade entre forças cerebrais e forças ancestrais. Em breve fundou-se uma linha divisória da teoria e da prática. Pascal escrevera: “Nous sommes automate autant qu’esprit“. Os revisionistas poderiam alterar a fórmula e dizer “Nous sommes esprit autant qu’ automate“. Não foi por acaso que alguns adeptos da doutrina passaram sem choque para o marxismo, que comporta, além de seu aspecto destruidor e polêmico, toda uma construção. O surrealismo, teoricamente inimigo da cultura, tornou-se num segundo tempo um fato de cultura; e muitos surrealistas, superando a técnica do automatismo, dispuseram-se a trabalhar com um método planificador. Por isso mesmo, quando há uns vinte anos atrás Breton procedeu em Nova Iorque à revisão analítica do movimento, a contragosto incluía Magritte entre os pintores surrealistas, insinuando que o seu processo de compor não era automático, antes plenamente deliberado”.
Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980,p.188-9.
Natureza morta com penca de bananas e maçãs
José Fonseca (Brasil, 1966)
óleo sobre tela, 59 x 80 cm
Mulher lendo, 1929
Virgilio Guidi (Itália, 1891-1984)
óleo sobre madeira

Viaduto Santa Ifigênia, SP
Fernando Naviskas (Brasil, 1961)
Portão de convento em Salvador – BA
Emídio Magalhães (Brasil, 1905-1990)
óleo sobre tela, 38 X 48 cm
Lucilo Antônio da Cunha Bueno (1886-1938)
Alta noite o mar batendo frio
Nas paredes do longo Monastério,
Junta ao perfil tão pálido e sombrio
A sombra ideal e vaga do Mistério.
Passa horas mortas — devagar — esguio,
Rondando a calma desse cemitério,
O olhar da Monja, desolado e frio
Como aquelas paredes do Ascetério.
Naquele paredão encanecido,
Soluça em vão o tétrico gemido
Das almas que padecem satisfeitas.
Nada penetra na Solidão, e quando
Vem o Sol o horizonte arroxeando,
Choram em coro, as ilusões desfeitas.
Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1965, p. 243.
Vocabulário:
Ascetério — lugar próprio para a meditação e para a vida ascética; convento, mosteiro.
Encanecer — envelhecer, ficar com os cabelos brancos
Serra dos Órgãos, 1935
Paulo Gagarin (Rússia/Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela colada em cartão, 47 x 73 cm

Leitora na cafeteria em Viechtach
Birgit Stern (Alemanha, 1970)
aquarela sobre papel
Praia Vermelha, década 1950
Yvonne Visconti Cavalleiro (França/Brasil, 1901 – 1965)
óleo sobre tela, 65 x 80 cm