Maçã, 1968
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 22 x 16 cm
Maçã, 1968
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 22 x 16 cm
Anunciação
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela
Perdemos no Brasil, um dos nossos maiores pintores do século XX. Reynaldo Fonseca, nascido em 1925, faleceu hoje aos 94 anos. Pintor único, que não se deixou levar por modismos e que não negou a influência clássica que o orientou através do mundo misterioso que construiu. Pintor figurativo conseguiu se apoderar do silêncio para rodear suas imagens. Silêncio no gesto demorado que todos parecem ter. O gesto congelado, pesado, imutável. Sua obra é repleta de poesia. É meditativa. Com ele fomos obrigados a refletir sobre o mundo que nos rodeia. Em cada obra, um momento de pausa. Um momento de autoconhecimento. Um pintor, que lidando com a tela plana, nos levou a considerar as profundezas da alma. Acredito as artes plásticas brasileiras estejam de luto. Perdemos um GRANDE pintor.
Mulher bordando, 1969
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Estendendo lençóis, 1977
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)
óleo sobre tela, 81x 100cm
O Cachorro, 2003
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
Óleo sobre tela, 81 x 100 cm
Menina com bambolê, 1975
Reynaldo Fonseca (1925 – 2019)
nanquim sobre papel, 14 x 19 cm
Duas figuras, 2005
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
O Silêncio, 1976
Reynaldo Fonseca (Brasil 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 22 X 16 cm
Moça deitada, 1961
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
guache sobre papel, 15 x 20 cm
Col. Gilberto Chauteaubriand
Mulher com abano, 1997
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela
Afeto, 1993
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
Menina no espelho, 1968
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 100 x 81 cm
Menina com maçã, 1974
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
óleo sobre tela, 75 x 60 cm
Menina, 1956
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
técnica mista sobre papel, 48 x 31 cm
Figura feminina, 2008
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 0- 2019)
óleo sobre tela 46 x 38 cm
O Menino com Coelho, 1977
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)]
óleo s chapa de madeira industrializada, 22 x 16 cm
Menino, 1979
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Figura, 1984
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
óleo sobre tela, 45 x 36 cm
O Menino e a borboleta, 2008
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Menino, 1973
Reynaldo Fonseca (1925 – 2019)
óleo sobre cartão, 31 x 23 cm
Escola de dança, 1976
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 – 2019)
Óleo sobre tela, 81 X 100 cm
Janela para o mar, 2002.
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
óleo sobre tela, 120 x 152 cm
Moringa e fruta, 1970
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
óleo sobre tela, 54 x 73 cm
Vaso de flores, 1953
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)
técnica mista, óleo sobre cartão, 63 x 49cm
Cena Urbana na Praça João Lisboa em São Luiz -Maranhão
Raul Deveza ( Brasil, 1891 – 1952)
óleo sobre tela, 53 x 45 cm
Paisagem, 2002
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo
Protetora da Ciência, 2000
Erna Y (Macedônia/Brasil, 1926 – 2014)
[Erna Y Antunes]
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Coleção Particular
Vaso de flores, 1955
Iracema Orosco Freire (Brasil, século XX)
óleo sobre tela, 44 x 54 cm
Paisagem: Pedra da Gávea e Igrejinha de São Conrado vistos do Gávea Golf Club, 1960
Paulo Gagarin (Rússia/Brasil, 1885-1980)
óleo sobre tela, 72 x 59 cm.
A ponte de Brooklyn: variação sobre um tema antigo, 1939
Joseph Stella (Itália/EUA, 1877 – 1946)
óleo sobre tela, 178 x 107 cm
The Whitney Museum of American Art, Nova York
Encantada com Um cavalheiro em Moscou, do escritor americano Amor Towles, procurei seu primeiro livro, Regras de Cortesia, publicado sem grande fanfarra, no Brasil, em 2012, pela Editora Rocco, com tradução de Léa Viveiros de Castro. Temerosa dessa leitura não chegar aos pés do feitiço da anterior, fui devagar à fonte, li outros autores no intervalo, para poder apreciar a obra de maneira mais distante. Levei um pouco mais de tempo para sucumbir ao charme da voz narrativa de Amor Towles neste livro. Mas acabei a leitura tão encantada quanto com o livro anterior. E hoje, não consigo me decidir qual deles mais me agrada.
Amor Towles traz para seus textos imagens novas em linguagem sedutora. Regras de Cortesia se passa em um único ano. Cobre do Ano Novo de 1937-38 a dezembro de 1938. A personagem principal, aquela que me fascinou, com a qual reconheci o verdadeiro espírito da nova-iorquina típica, cavadora, trabalhadora, desenvolta, diligente, buliçosa, filha de imigrantes que acredita na possibilidade de crescer e subir na vida, é Katey Kontent que, vinda de Brighton Beach em Brooklyn, trabalha como secretária numa firma de advocacia em Wall Street e mora na pensão da Sra. Martingale, junto a outras jovens como ela. Katey está alerta para todas as oportunidades de crescimento. Neste fim de ano de 1937, está acompanhada da amiga, Eve Ross, jovem do interior do país, filha de pequenos fazendeiros, que também sonha em escapar do destino que lhe parece inevitável na cidade natal, fugindo para Nova York, a tentar sorte e fortuna. Juntas passam uma das mais interessantes comemorações de Ano Novo, quando conhecem Theodore (Tinker) Grey, rapaz de família abastada, que ambas reconhecem como um bom partido, ainda que provavelmente fora de suas possibilidades sociais. Temos aí o trio de personagens que constrói a história de Regras de Cortesia.

Mais do que a trama entre esses personagens, Amor Towles delineia uma Nova York excitante e cheia de possibilidades para quem consegue, como Katey Kontent, navegar Manhattan de cima abaixo, dos bairros boêmios aos ricos fronteiriços ao Central Park. Jovem e energética, Katey nos leva aos quatro cantos da ilha, passando por mais de um emprego, por uma gama de conhecidos das classes abastadas, através das quatro estações do ano. Ao final de 1938 encontramos Katey no alto escalão de sociedade nova-iorquina como secretária da Condé Nast. Um ano extraordinário para os três personagens cujas vidas se entrelaçam.

Regras de Cortesia é um retrato de uma época, o retrato vibrante da grande cidade americana, no desenvolvimento que viria a torná-la a capital mundial depois da Segunda Guerra. Através de Katey, Ema, Tinker e seus companheiros temos a sensação de rever o final da década de 1930, pós-Depressão e testemunhar o espírito que melhor define a maneira de ser nova-iorquina. Um excelente retrato do espírito da época, ou Zeitgeist. Leitura fartamente recomendada para quem gostaria de presenciar o espírito do que levou ao desenvolvimento de Nova York, da segunda metade do século XX e dos EUA.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.
Ribeira, Ilha do Governador, 1964
Luzia Chiarelli (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 36 x 53 cm. Assinado no canto inferior esqu
Memórias do jardim
Sandra Kuch (EUA, contemporânea)
gravura, 40 x 50 cm