Minutos de sabedoria: Machado de Assis

17 05 2020

 

 

 

Birbee (Holanda, contemporânea)Mulher lendo com cachorroost, 40 x 50cm,wwwbirbee.nl.Mulher lendo com cachorro

Birbee (Holanda, contemporânea)

óleo sobre tela, 40 x 50cm

www. birbee.nl

 

“Não é a verdade que vence, é a convicção.”

Machado de Assis

 

 

Machado de AssisMachado de Assis (1839 – 1908)

 

 





Flores para um sábado perfeito!

16 05 2020

 

 

Sidney Mariano (Brasil, 1944) Vaso de Flores, Óleo e colagem sobre tela, 40x30cm , 1995Vaso de flores, 1995

Sidney Mariano (Brasil, 1944)

óleo e colagem sobre tela, 40x30cm





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

15 05 2020

 

 

WAMBACH, Georges (1902 - 1965) Alto da Boavista, o.s.t. - 60 x 110 cm. Ass. e dat 1947Alto da Boavista, 1947

Georges Wambach (Bélgica- Brasil, 1901 – 1965)

óleo sobre tela, 60 x 110 cm





O caminho do sertão, Hercules Florence, 1826

14 05 2020

 

 

Aurélio Zimmermann (Alemanha, 1854–1920)Bênção dos canhoões (Porto Feliz) Museu Paulista da USP, 1920, Óleo sobre tela, 101 x 134 cm Museu PaulistaBênção dos canoões (Porto Feliz), 1920

Aurélio Zimmermann (Alemanha, 1854–1920)

óleo sobre tela, 101 x 134 cm

Museu Paulista da USP

 

 

“Porto Feliz é uma cidadezinha assente na margem esquerda do Tietê, em terreno elevado e desigual. As casas são térreas e as ruas tortas, e não como as de Itu e Jundiaí. Estão tão mal calçadas que à noite é impossível das um passo sem muita cautela. A classe dos habitantes agrícolas a mais numerosa sem dúvida, não concorre a ela senão aos domingos e dias santos, de modo que só nessas ocasiões é que se vê alguma gente nas ruas.

Com o auxílio do cirurgião-mor pude sem demora achar os mestres construtores e operários de que precisava. Em três meses, pois, duas grandes canoas ficaram prontas. Em três meses, pois, duas grandes canoas ficaram prontas. Tinham cinco pés de çargo sobre cinquenta de comprimento e três e meio de profundidade, feitas de um tronco só de árvore, cavado e trabalhado por fora, de fundo chato e com pouca curvatura.  Esse fundo era de duas e meia polegadas de espessura, à qual ia diminuindo até à borda, onde não tinha mais de uma polegada. Uma larga faixa de madeira, pregada solidamente, guarnecia as duas bordas e bancos deixados no interior das canoas aumentavam-lhes a solidez, além de duas grandes travessas que concorriam para o mesmo fim. Estas embarcações, assim construídas, são muito pesadas: entretanto, embora fortes, não podem comumente resistir ao choque nos baixios, quando impelidas pela rapidez das águas.

Além de uma canoinha, de uso para caçadas e pescarias, arranjei um batelão que, como as duas canoas grandes, lavava uma barraca de pano verde armada à popa.

Não tive grande trabalho em contratar gente para as tripulações. Consegui um guia, e seu substituto, um piloto e dois ajudantes, três proeiros (homens que vigiam à proa) e dezoito remadores.

…………….

Acompanhados de Francisco Álvares, sua família, o capitão-mor e o juiz, dirigimo-nos para o porto, onde achamos o viário paramentado com suas vestes sacerdotais, a fim de abençoar a viagem, como é costume, e rodeado de grande número de pessoas que viera assistir ao nosso embarque. Os parentes e amigos se abraçavam, despedido-se uns dos outros.  Dissemos adeus à mulher e filha de Francisco Álvares e, como este amigo que quisera vir conosco até os últimos lugares povoados da margem do rio, tomamos lugar nas canoas.  Romperam então da cidade salvas de mosquetaria correspondidas pelos nossos remadores e, ao som desse alegre estampido, deixamos as praias, onde tive a felicidade de conhecer um amigo, de conviver com gente boa e afável e de passar vida simples e tranquila.”

 

Em: O caminho do sertão (Descendo o Tietê- 1826),  texto de Hércules Florence incluído no livro O planalto e os cafezais: São Paulo, seleção, introdução e notas de Ernani Silva Bruno, Organização de Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp-74-75.

 

NOTA: Hércules Florence, (França, 1804 – Brasil, 1879) participou como desenhista da expedição do Barão de Langsdorff, através das províncias de São Paulo, Mato Grosso e Pará, de 1825 a 1829.  O diário de Florence foi publicado, em português,  com o título de “Viagem Fluvial do Tietê ao Amazonas”.

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

13 05 2020

 

 

 

carlos-anesi-natureza-morta-oleo-sobre-tela-88 x 104 cmNatureza morta, s/d

Carlos Anesi (Argentina, 1945 – Brasil, 2010)

óleo sobre tela, 88 x 104cm

 





Nossas cidades: Itatiaia

12 05 2020

 

 

KAMINAGAI, Tadashi, Paisagem de Itatiaia,óleo s madeira, 1949, sit. Itatiaia 38 x 46 cmPaisagem de Itatiaia, 1949,

Tadashi Kaminagai (Japão, 1899 – 1982)

óleo s madeira, 38 x 46 cm





Picasso e a coruja de Antibes

12 05 2020

 

 

Coruja numa cadeira, 1947, Picasso, ostelaCoruja numa cadeira, 1947

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

 

A revista da casa de leilões Sotheby’s de 21 de março de 2017 publicou artigo de Ben Gentilli sobre a corujinha que Pablo Picasso socorreu e que virou tema de muitas de suas telas além de dezenas e dezenas de trabalhos em cerâmica.

 

 

Picasso, coruja num interior, 1946Coruja num interior, 1946

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

 

A história é conhecida. Em 1946, enquanto Picasso trabalhava no Palácio Grimaldi, hoje Musée d’Antibes, ao sul da França, acompanhado por Françoise Gilot, a musa do momento, uma pequena coruja machucada na pata perdeu o equilíbrio e caiu do telhado do ateliê do pintor. Picasso e Gilot colocaram bandagem na pata machucada e a adotaram, levando-a até mesmo numa gaiola, para Paris.

 

437476.webp 1947. 73×60 cmCoruja num interior, 1947

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

 

Logo o tema da coruja apareceu na obra do pintor.  Como aconteceu muitas outras vezes, Picasso teve uma verdadeira fascinação com o pássaro.  No final da década de 40, depois da adoção da coruja,  há uma série de telas com o tema da coruja e uma cadeira.

 

Coruja numa cadeira, 1947, Picasso, telaCoruja numa cadeira, 1947

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

 

Mas a coruja se torna tema principalmente na cerâmica do artista, onde toma forma de jarros, decora pratos, vasos, é assunto para escultura e aparece em todo tipo de trabalho tridimensional.

 

(pablo_picasso_le_hibou_sur_la_chaise), 1947, ost, 72x 60 cmCoruja numa cadeira, 1947

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

 

A sequência de quadros acima é bastante didática.  Mostra como o mesmo pequeno tema, uma cadeira e uma coruja, pode ser explorado, por composição, cores, ângulos  e também pela simplificação geométrica da essência de uma coruja.

 

 

Vemos nestas cinco corujas como Picasso brincou com as formas geométricas para achar em cada uma delas a estrutura do animal.  Como tornar aparente para o espectador com o mínimo de informações  aquilo que ainda seria reconhecível como a representação de uma coruja.

 

sothebys-com.brightspotcdn.com© MICHEL SIMA/BRIDGEMAN

 





Meus favoritos: Alfred Stevens

10 05 2020

 

 

Alfred_Stevens_-_Meditation_-_23.528_-_Museum_of_Fine_ArtsMeditação, 1872

Alfred Stevens (Bélgica, 1823- 1906)

óleo sobre tela 40 x 32 cm

Museu de Belas Artes, Boston





Domingo, um passeio no campo!

10 05 2020

 

 

WILLY ZUMBLICKSem título

Willy Zumblick (Brasil, 1913- 2008)

óleo sobre tela, 100 x 80 cm





Os autores brasileiros de ficção mais vendidos em abril

10 05 2020

 

 

 

Paul Herman (EUA, 1962) Bookshelf VIII, Books Thai Buddha , Oil painting on panel 21 x 25 cmPrateleira VIII, Livros com torso de bronze

Paul Herman (EUA, 1962)

óleo sobre placa, 21 x 25 cm

www.hermanstudios.com

 

 

Lista dos livros de ficção brasileira mais vendidos em abril.  Não só os grandes nomes da literatura nacional como autores menos conhecidos.

 

1º  Clarisse Lispector, A hora da estrela (Rocco)

2º  Graciliano Ramos,  Angústia (Record)

3º  Melissa Tobias, A realidade de Madhu (Novo Século)

4º  Jorge Amado, Capitães da Areia (Companhia de Bolso)

5º  Clarice Lispector, Todos os contos (Rocco)

6º  João Guimarães Rosa, Campo geral (Global)

7º  Graciliano Ramos, Vidas secas (Record)

8º José Mauro de Vasconcellos, Meu pé de laranja lima (Melhoramentos)

9º Aline  Bei, O peso do pássaro morto (Nós)

10º  Paulo Coelho, O alquimista, (Paralela)

11º  Ana Maria Gonçalves, Um defeito de cor (Record)

12º Bernardo Carvalho, Nove noites (Companhia de Bolso)

13º Chico Buarque, Essa gente (Companhia das Letras)

14º João Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas (Companhia das Letras)

 

Fonte: Publish News