Visita ao museu: Margaret Atwood

23 01 2025

Dança no harem

Giulio Rosati (Itália, 1857-1917)

óleo sobre tela

 

 

“Lembro-me de andar por galerias de arte, em meio a obras do século XIX: a obsessão que eles tinham por haréns. Dúzias de pinturas de haréns, mulheres gordas deitadas à toa em divãs, com turbantes na cabeça ou barretes de veludo, sendo abanadas com rabos de penas de pavão, um eunuco ao fundo montando guarda. Estudos de carne sedentária pintados por homens que nunca tinham estado lá. Aquelas pinturas deveriam ser eróticas e eu achava que eram, na época; mas vejo agora o que realmente retratavam. Eram pinturas que retratavam animação suspensa, retratavam espera, retratavam objetos que não estavam em uso. Eram pinturas que retratavam o tédio. Mas talvez o tédio seja erótico, quando mulheres o fazem, por homens.”

Margaret Atwood, O conto da aia





Sobre o artista: Jorge Luís Borges

23 01 2025

Fonte na Villa Torlonia, em Frascati, Itália,1907

John Singer Sargent (EUA, 1856-1925)

óleo sobre tela,  7a x 56 cm

Institute of Art Chicago IL

 

 

“Quando um indivíduo cria algo, digamos, uma composição musical, um romance, uma pintura, um filme, um vídeo, esse indivíduo se torna um autor, quer dizer, alguém que é capaz de deixar marcas, traços de seu modo próprio de criar mensagens em um processo de signos com o qual lida. O autor é aquele que interfere de modo particular e pessoal em um processo de signos.”

 

Jorge Luís Borges





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

22 01 2025

Natureza morta

Geraldo de Castro (Brasil, 1914-1992)

óleo sobre tela, 70 x 40 cm

 

 

Studio em Portugal

Giovani Gargano, (Brasil, 1952)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm





Sublinhando…

22 01 2025

Mulheres clássicas lendo próximo a templo, 1889

Henry Thomas Schafer (Inglaterra,1854-1915)

óleo sobre tela, 98 x 64 cm

 

 

“As nossas memórias nunca são verdadeiras ou absolutamente verdadeiras, são apenas uma interpretação. Existem outras, e ao longo dos anos vamos vendo o passado a uma luz diferente. As nossas memórias vão sendo vistas de diferentes perspectivas, conforme aquilo que aprendemos e conforme aquilo que sentimos no instante em que as relembramos.”

Em: Os livros que devoraram meu pai, Afonso Cruz, ed. Leya: 2019





Palavras para lembrar: Ruben Darío

22 01 2025

Retrato de Família, 1960-65

Georgette Chen (China- Singapura, 1906-1993)

óleo sobre tela

Museu de Arte de Singapura

 

 

“O livro é força, é poder, é alimento; tocha do pensamento e manancial do amor.”

 

Ruben Darío

(1867-1916)

 

 





Imagem de leitura: Otto Herschel

21 01 2025

Retrato de uma dama

Otto Herschel (Alemanha, 1871-1937)

óleo sobre tela,  78 x 61 cm





Paisagens brasileiras…

19 01 2025

Paisagem

Tadashi Kaminagai (Japão, 1899-1982)

óleo sobre tela colado em cartão, 38 x 46 cm

 

 

Paisagem

Álvaro Paulo Sêga (Brasil, 1917-1991)

óleo sobre tela, 48 x 50 cm

Coleção Jairo Ribeiro de Mattos

 

 





Em casa: Karl Harald Alfred Broge

19 01 2025

Interior com jovem à janela, 1917

Karl Harald Alfred Broge (Dinamarca, 1870-1955)

óleo sobre tela, 68 x 56 cm





Flores para um sábado perfeito!

18 01 2025

Vaso de flores, 2014

Yugo Mabe (Brasil, 1955)

[óleo sobre tela,100 x 150 cm

 

 

 

Explosão botânica

Roberto Magalhães (Brasil, 1940)

óleo sobre tela, 100 x 100 cm





Cartas que me devolveste rasgadas, soneto de Alfredo de Barros

18 01 2025

Els Bleekrode lendo na cama,1936

Meijer Bleekrode (Holanda,1896-1943)

óleo sobre tela, 101 x 78 cm

 

 

Cartas que me devolveste rasgadas

 

Alfredo de Barros

 

Se é tudo quanto tens pra me dizer,

Fora melhor calar essa atitude.

Tinha mais graça e tinha mais virtude

Se m’o desses apenas a entender.

 

Se em teu amor por vezes eu não pude

O sentido dum gesto compreender,

— Propósitos de nunca responder

Têm um alcance que a ninguém ilude.

 

Tranquilamente, como sol que finda,

Morria o sonho sem olhar ainda

Para o rasto deixado antes de si. . .

 

Assim, talvez jamais acreditasse

Que só por ter beijado a tua face

Andei louco de amor atrás de ti.

 

 

Em: Versos de cinzas, Alfredo de Barros, Lourenço Marques {Maputo], 1946