Laços indissolúveis, 2025
Daniele Nitti Sotres (Itália, 1977)
Vidro e aço patinado, 23 x 20 x 20 cm
Art Studio Finestreria, Milão
Laços indissolúveis, 2025
Daniele Nitti Sotres (Itália, 1977)
Vidro e aço patinado, 23 x 20 x 20 cm
Art Studio Finestreria, Milão
Manhã, 1884
Louis-Joseph-Raphaël Collin (França, 1850-1916)
óleo sobre tela
Museu de Arte da Filadélfia
Mãe e filha jogando xadrez, 1984
Carl Brussel (Brasil, 1915 – ?)
óleo sobre tela, 55 X 47 cm
Maternidade, década de 1950
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)
óleo sobre tela, 80 x 110 cm
Mãe e filha
José Pancetti (Brasil, 1902-1958)
óleo sobre tela, 33 x 24 cm
Maternidade, 1972
Ernesto Quissak Jr (Brasil, 1935-2001)
óleo sobre placa, 80 x 60 cm
Sem título, 1970
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925- 2019)
óleo sobre tela, 40 x 30 cm
Menina com libélula
Nato Gomes (Brasil, contemporâneo)
acrílica, 20 x 28 cm
Gustavo Teixeira (1881-1927)
Entre os juncos das bordas da lagoa
Onde bebem a fera e a pomba mansa,
Voa a leve libélula, revoa,
E sutilmente sobre as águas dança.
Sem rumo, sobe e desce, gira à toa,
Fixa-se no ar e – alada flecha – avança.
Só quando a terra de astros se coroa,
A dançarina alígera descansa.
Num flexível caniço que a aura entorta
E oscila ao choque de uma folha morta,
Dorme, a sonhar com o lago, que se estrela.
Assim que a noite o lábaro desfralda,
O pirilampo acende em torno dela
Pequeninas auroras de esmeralda…
EM: Poesias completas, Gustavo Teixeira, Eme: 2018

Autorretrato, 1936
Mark Rothko (Letônia-EUA, 1903-1970)
óleo sobre tela, 82 x 65 cm
Coleção Particular
O homem com monóculo, 1918
Amedeo Modigliani (Itália, 1884-1920)
óleo sobre tela, 45 x 29 cm
Coleção Particular
“O monóculo do marquês de Forestelle era minúsculo, não tinha aro e, obrigando a uma crispação incessante e dolorosa o olho onde se incrustava como uma cartilagem supérflua cuja presença é inexplicável e a matéria rara, dava ao rosto do marquês uma delicadeza melancólica e fazia com que as mulheres o julgassem capaz de grandes penas de amor. Mas o do sr. de Saint-Candé, cercado de um gigantesco anel, como Saturno, era o centro de gravidade de um rosto que se ordenava a todo instante em relação a ele, cujo nariz fremente e rubro e o lábio carnudo e sarcástico procuravam, com os seus trejeitos, pôr-se à altura dos mutáveis reflexos de espírito com que fulgurava o disco de vidro, e era preferido aos mais belos olhares do mundo por mulheres esnobes e depravadas, a quem fazia sonhar com encantos artificiais e refinadas volúpias; enquanto, atrás do seu monóculo, o sr. de Palancy que, com a sua grossa cabeça de carpa, de olhos redondos, se deslocava lentamente no meio da festa, descerrando de instante a instante as mandíbulas como para procurar orientação, tinha o ar de apenas transportar consigo um fragmento acidental, e talvez puramente simbólico, do vidro do seu aquário, parte destinada a figurar o todo, que lembrou a Swann, grande admirador dos Vícios e das Virtudes de Giotto em Pádua, aquele Injusto ao lado do qual um ramo folhudo evoca as florestas onde se oculta o seu covil.
Em: No caminho de Swann, volume I da obra Em busca do tempo perdido, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana.
O cavalo e o burro, 1912
Franz Marc (Alemanha, 1880-1916)
guache sobre papel, 38 x 31 cm
Cecília Meireles
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
Natureza morta, frutas, 1994
Claudio Faccioli (Brasil, 1955)
acrílica sobre tela, 80 x 100 cm
Natureza morta, 1980.
Humberto da Costa (Brasil,1941)
óleo sobre tela, 37 x 45 cm