Em três dimensões: Daniele Nitti Sotres

12 05 2025

Laços indissolúveis, 2025

Daniele Nitti Sotres (Itália, 1977)

Vidro e aço patinado, 23 x 20 x 20 cm

Art Studio Finestreria, Milão





Em casa: Louis-Joseph-Raphaël Collin

11 05 2025

Manhã, 1884

Louis-Joseph-Raphaël Collin (França, 1850-1916)

óleo sobre tela

Museu de Arte da Filadélfia





Dia das mães: elas na arte brasileira!

11 05 2025

Mãe e filha jogando xadrez, 1984

Carl Brussel (Brasil, 1915 – ?)

óleo sobre tela, 55 X 47 cm

 

 

 

Maternidade, década de 1950

Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 80 x 110 cm

 

 

 

Mãe e filha

José Pancetti (Brasil, 1902-1958)

óleo sobre tela, 33 x 24 cm

 

 

 

Maternidade, 1972

Ernesto Quissak Jr (Brasil, 1935-2001)

óleo sobre placa, 80 x 60 cm

 

 

 

Sem título, 1970

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925- 2019)

óleo sobre tela, 40 x 30 cm





A libélula, poesia de Gustavo Teixeira

10 05 2025

Menina com libélula

Nato Gomes (Brasil, contemporâneo)

acrílica, 20 x 28 cm 

 
 
A libélula

 

Gustavo Teixeira  (1881-1927)

 

Entre os juncos das bordas da lagoa

Onde bebem a fera e a pomba mansa,

Voa a leve libélula, revoa,

E sutilmente sobre as águas dança.

 

Sem rumo, sobe e desce, gira à toa,

Fixa-se no ar e – alada flecha – avança.

Só quando a terra de astros se coroa,

A dançarina alígera descansa.

 

Num flexível caniço que a aura entorta

E oscila ao choque de uma folha morta,

Dorme, a sonhar com o lago, que se estrela.

 

Assim que a noite o lábaro desfralda,

O pirilampo acende em torno dela

Pequeninas auroras de esmeralda…

 

 

EM: Poesias completas, Gustavo Teixeira, Eme: 2018

 





Eu, pintor: Mark Rothko

9 05 2025

Autorretrato, 1936

Mark Rothko (Letônia-EUA, 1903-1970)

óleo sobre tela, 82 x 65 cm

Coleção Particular





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

9 05 2025

Outono no Leblon

Ricardo Newton (Brasil, 1950)

óleo sobre teka, 50 x 70cm





O escritor no museu: Thomas Mann

8 05 2025

Thomas Mann

Auguste Vanderkelen (Bélgica, 1915 – 1991)

guache sobre papel, 12 x 8 cm





Monóculos, texto de Marcel Proust

8 05 2025

O homem com monóculo, 1918

Amedeo Modigliani (Itália, 1884-1920)

óleo sobre tela, 45 x 29 cm

Coleção Particular

 

O monóculo do marquês de Forestelle era minúsculo, não tinha aro e, obrigando a uma crispação incessante e dolorosa o olho onde se incrustava como uma cartilagem supérflua cuja presença é inexplicável e a matéria rara, dava ao rosto do marquês uma delicadeza melancólica e fazia com que as mulheres o julgassem capaz de grandes penas de amor. Mas o do sr. de Saint-Candé, cercado de um gigantesco anel, como Saturno, era o centro de gravidade de um rosto que se ordenava a todo instante em relação a ele, cujo nariz fremente e rubro e o lábio carnudo e sarcástico procuravam, com os seus trejeitos, pôr-se à altura dos mutáveis reflexos de espírito com que fulgurava o disco de vidro, e era preferido aos mais belos olhares do mundo por mulheres esnobes e depravadas, a quem fazia sonhar com encantos artificiais e refinadas volúpias; enquanto, atrás do seu monóculo, o sr. de Palancy que, com a sua grossa cabeça de carpa, de olhos redondos, se deslocava lentamente no meio da festa, descerrando de instante a instante as mandíbulas como para procurar orientação, tinha o ar de apenas transportar consigo um fragmento acidental, e talvez puramente simbólico, do vidro do seu aquário, parte destinada a figurar o todo, que lembrou a Swann, grande admirador dos Vícios e das Virtudes de Giotto em Pádua, aquele Injusto ao lado do qual um ramo folhudo evoca as florestas onde se oculta o seu covil. 

 

Em: No caminho de Swann, volume I da obra Em busca do tempo perdido, Marcel Proust, tradução de Mário Quintana.





Poesia infantil, O menino azul, Cecília Meireles

7 05 2025

O cavalo e o burro, 1912

Franz Marc (Alemanha, 1880-1916)

guache sobre papel, 38 x 31 cm

 

 

 

O Menino Azul

 

Cecília Meireles

 

O menino quer um burrinho

para passear.

Um burrinho manso,

que não corra nem pule,

mas que saiba conversar.

 

O menino quer um burrinho

que saiba dizer

o nome dos rios,

das montanhas, das flores,

– de tudo o que aparecer.

 

O menino quer um burrinho

que saiba inventar histórias bonitas

com pessoas e bichos

e com barquinhos no mar.

 

E os dois sairão pelo mundo

que é como um jardim

apenas mais largo

e talvez mais comprido

e que não tenha fim.

 

(Quem souber de um burrinho desses,

pode escrever

para a Ruas das Casas,

Número das Portas,

ao Menino Azul que não sabe ler.)





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

7 05 2025

Natureza morta, frutas, 1994

Claudio Faccioli (Brasil, 1955)

acrílica sobre tela, 80 x 100 cm

 

 

 

Natureza morta, 1980.

Humberto da Costa (Brasil,1941)

óleo sobre tela, 37 x 45 cm