Nossas cidades: Diamantina

9 09 2025

Diamantina, paisagem com igreja, 1986

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela, 61 x 45 cm





Resenha: Orbital, Samantha Harvey

8 09 2025

Terra vista da Lua

Veronika Zubareva (Rússia, contemporânea)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

 

Há muito tempo um livro não me encanta tanto quanto Orbital de Samantha Harvey, tradução de Adriano Sacandolara [Editora DBA, 2025]. A obra, vencedora do Booker Prize em 2024, é uma cuidadosa ponderação sobre a vida, a Terra, nosso lugar no Universo. Ainda que acompanhemos seis astronautas que orbitam a terra, não há diálogos, não há trama.  Em seu lugar, somos convidados a compartilhar com a autora a visão, o encantamento e o privilégio de, com ela, viajarmos em volta do nosso planeta e nesse trânsito refletir sobre a grandeza do espaço, a pequenez do planeta azul, a fragilidade de nossa existência. 

Não se trata de prosa poética.  Mas o livro é repleto de poesia e do encantamento que poesia provoca.  Com grande sensibilidade atravessamos as dezesseis órbitas que fazem um dia no espaço e que, por sua  vez, designam os dezesseis capítulos do livro. A cada um deles voltamos ao nascer do dia numa parte do planeta, diferente da anterior, ou ao acender das luzes quando a noite chega em algum continente.  Essa forma circular, de voltar e voltar a um ponto semelhante ao do início é usada desde a antiguidade para a meditação.  O círculo sempre esteve ligado à ponderação e introspecção. Os conhecidos labirintos meditativos, desenhados no chão, como o da Catedral de Chartres na França, assim eram para levar o pensamento do andarilho de volta  através de uma espiral circular a um ponto semelhante ao anterior.  É isso que acontece com o leitor em Orbital.  Junto à equipe de astronautas voltamos sempre mais ou menos ao mesmo ponto, mas um pouco diferente.  As ruminações são inescapáveis. 

 

 

 

 

Os continentes passam como as campinas e vilarejos na janela de um trem. Dias e noites, estações e estrelas, democracias e ditaduras. É só à noite, quando você vai dormir, que você se alivia dessa esteira perpétua. E mesmo ao dormir você sente a Terra girar, assim como sente uma pessoa deitada ao seu lado. Você a sente ali. Sente todos os dias que penetram sua noite de sete horas. Sente todas as estrelas efervescentes e os humores dos oceanos e o tropeço da luz contra a pele, e se a Terra parasse por um segundo na sua órbita, você acordaria de sobressalto, ciente de que há algo errado.

Difícil imaginar as incontáveis horas de pesquisa que Samantha Harvey deve ter dedicado a visões da Terra da perspectiva de quem a vê do espaço, nem muito longe, nem muito perto. Suas descrições, suas observações precisas e poéticas são imperdíveis e trazem a sensação de verdadeira experiência. E nos deixam extasiados. Outras tantas horas devem ter sido dedicadas ao estudo da rotina dos astronautas antes e durante os voos, assim como os tipos de pesquisas que são executadas em voo.

Samantha Harvey

Esse livro é uma homenagem à Terra mas é também uma austera e enigmática reflexão sobre nosso papel nesse planeta, nesse Universo.  Ponderação sobre nossa inimaginável necessidade de ir além, de conquistar.  A prosa é belíssima e delicada.  Para os apreciadores da pintura há uma longa reflexão sobre Velazquez e menções sobre Turner.  Mas sobretudo essa ruminação poética sobre o ser humano e seu lugar no universo é profunda, toca a alma e faz pensar.

Com Anton, Roman, Nell, Chie, Shaun e Pietro, os astronautas de diversas nações aprendemos, como Harvey nos diz que:

“A humanidade não é esta ou aquela nação, é tudo junto, sempre juntos, venha o que vier.”

Leia.  Recomendo. 

 





Paisagens brasileiras…

7 09 2025

Pastor, 1912

Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)

óleo sobre madeira, 24 x 35 cm

 

 

Paisagem, 1931

Antonio Parreiras (Brasil, 1860-1937)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm 





Em casa: Olim Muhammadali

7 09 2025

Momentos domésticos, 2013

Olim Muhammadali (Uzbequistão, 1991)

óleo sobre tela, 90 x 130 cm

 





Flores para um sábado perfeito!

6 09 2025

Vaso de flores, 1956

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre madeira, 46 x 55 cm

 

 

Fleurs sauvages  [Flores selvagens]

Carlos Haraldo Sorenses (Brasil, 1928 – 2008)

encáustica sobre tela,  35 x 27 cm





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

5 09 2025

Campo de Santana

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 38 x 55 cm





Imagem de leitura: Elmira Tofikovna Petrova

5 09 2025

Tim, manhã de Natal, 2010

Elmira Tofikovna Petrova (Rússia, 1975)

óleo sobre tela





Palavras para lembrar: Alain (filósofo)

4 09 2025

O livro vermelho

Francine Van Hove (França, 1942)

óleo sobre tela, 30 x 30 cm 

 

 

“Escrever é sempre uma arte repleta de reencontros. A carta mais simples requer um escolha entre milhares de palavras, das quais a maior parte são estranhas àquilo que se quer dizer.”

 

Alain

Émile-Auguste Chartier

 

[Écrire est toujours un art plein de rencontres. La lettre la plus simple suppose un choix entre des milliers de mots, dont la plupart sont étrangers à ce que vous voulez dire.]

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

3 09 2025

Fruteira com frutos sobre a mesa

Luciano Maurício  (Brasil,1925-2004)

óleo sobre eucatex, 70 X 50 cm

 

 

Natureza morta, 1952

Carmélio Cruz (Brasil, 1924-2018)

óleo sobre madeira, 55 x 24 cm





Nossas cidades: Florianópolis

2 09 2025

Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito no centro de Florianópolis, SC

Martinho de Haro (Brasil, 1907 – 1985)

óleo sobre eucatex, 61 x 47 cm