Vista da antiga catedral
José Litzemberg (Alemanha-Brasil, 1882-1951)
aquarela sobre papel, 16 x 20 cm
Vista da antiga catedral
José Litzemberg (Alemanha-Brasil, 1882-1951)
aquarela sobre papel, 16 x 20 cm
Uma xícara de café, 2020
Alexei Ravski (Bielorússia, 1961, radicado na França)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Miguel Torga
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria…
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Vaso com flores
Stella Bianco (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Flores
Carlos Oswald (Brasil, 1882-1971)
óleo sobre tela, 78 x 100 cm
Autorretrato em 1º de janeiro de 2018
Chantal Joffe (EUA/Inglaterra, 1969)
óleo sobre placa, 61 x 45 cm
Sala de espera da biblioteca, 2022
Gallo Manuela (Itália, contemporânea)
acrílica sobre tela, 80 x 80 cm
Natureza morta, 1984
Antonio Augusto Antunes Neto (Brasil, 1936 – 1986)
óleo sobre tela 80 x 90 cm
Natureza morta
Pedro Alexandrino (Brasil, 1864-1942)
óleo sobre tela, 50 x 65 cm
No banco do jardim
João Baptista da Costa (Brasil, 1865 – 1926)
óleo sobre madeira, 25 x 19 cm
Sílvia Helena Tocantins
Gentil mangueira que me dá abrigo
no aconchego morno do teu braço,
na tua ramagem encontro o ninho amigo
que há de embalar sempre o meu cansaço.
És tu mangueira de real grandeza,
só espalhando o Bem em tua missão,
além de embelezares a natureza,
és teto, és fruto, és sombra, és proteção.
E nunca negas à mão que te apedreja,
terno repouso contra a chuva e o mormaço,
em troca dá-lhes fruto, seja a quem seja
e ainda embalas, maternal, num abraço.
Bendita seja a mão que te plantou
o sol que fecundou a terra, o orvalho,
onde a tua semente fértil, germinou,
para medares sombra doce e agasalho.
E no teu colo verde de folhagem,
quero sonhar meus ideais acalentados,
esconder meus segredos em tua ramagem
como se eu fosse altivo pássaro encantado.
Em: A lira na minha terra: poetas antigos e contemporâneos no Pará, Clóvis Meira, Belém: 1993, p. 381