Em casa: Vicente Palmaroli y Gonzáles

26 10 2025

À janela

Vicente Palmaroli y Gonzáles (Espanha, 1834-1896)

óleo sobre painel de mogno, 42 x 30 cm

 

 

Tenho tido pedidos para colocar detalhes dos quadros no blog.  Nem sempre conseguirei.  Porque aumenta o número de ações que preciso fazer antes de postar as fotos, aumentando o tempo que dedico a cada postagem.  Em média passo de 60 a 90 minutos por dia com as postagens no blog (procurando a ilustração, o texto, se combinam ou não, etc., julgando, bem ou mal se está bom, se é uma ciatação verdadeira, etc.  Depois de achar um tela, ainda aumentar a resolução, dá um pouquinho mais de trabalho).  Vocês já devem ter notado que quando não tenho muito tempo tempo, ou se estou viajando, vai só uma postagem naquele dia mesmo.  Não gosto de trabalhar no blog pelo celular.  Trabalho no computador, porque tenho tela grande, maior que o normal, para minhas aulas. Estou acostumada com o espaço. Trabalhar com o telefone não dá muito certo para mim.  E algumas vezes, pré-datando as postagens, às vezes elas saem um pouco fora de ordem.  Minha culpa, na maioria das vezes.

IA ultimamente tem me ajudado em aumentar a resolução. Mas tenho procurado soluções gratuitas.  Essas coisas estão em constante evolução e nem sempre os programas se atualizam. Acaba saindo muito caro para um mero hobby.  Porque esse blog é um hobby, vocês sabem…  Aqui está uma foto cuja resolução foi aumentada por IA (quatro vezes).  E os cortes feitos por mim.  As obras contemporâneas, em geral mais simples nas composições e com menos detalhes, não se prestam a esse tipo de refinamento do conhecimento.

 

 

DETALHE DA OBRA ACIMA de Vicente Palmaroli y Gonzáles 

 

DETALHE DA OBRA ACIMA de Vicente Palmaroli y Gonzáles 

 

 

DETALHE DA OBRA ACIMA de Vicente Palmaroli y Gonzáles 





Flores para um sábado perfeito!

25 10 2025

Vaso com rosas e cravos, década de 1940

Carlos Oswald (Brasil, 1882-1972)

óleo sobre tela, 68 X 90 cm 

 

 

 

Vaso com rosas amarelas

Jorge Reider (Austria-Brasil, 1912-1962)

óleo sobre tela,  50 x 70 cm





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

24 10 2025

Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 1949

Carlos Chambelland (Brasil,1884 – 1950)

óleo sobre tela 33 x 41 cm





Imagem de leitura: Thomas Faed

23 10 2025

Quando as crianças estão dormindo, 1880

Thomas Faed (Escócia,1826-1900)

óleo sobre tela

Walker Art Gallery, Liverpool





Em três dimensões: Lorenzo Quinn

23 10 2025

Força da natureza II, 2011

Lorenzo Quinn (Itália, 1966)

aço e alumínio 220 x 421 x 150 cm

Cultural Village, Doha, Qatar





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

22 10 2025

Natureza morta com cebolas, 1965

Ettore Federighi (Brasil, 1909-1978)

óleo sobre tela, 32 x 40 cm

 

 

 

Cebolas e alhos

Fernando Correa e Castro (Brasil, 1933)

óleo sobre tela , 15x 23 cm





Palavras para lembrar: Sam Levenson

21 10 2025

Retrato de duas crianças numa poltrona, lendo

Margery Mostyn (Inglaterra, 1893-1979)

óleo sobre tela, 76 x 64 cm 

“Qualquer criança que tenha dois progenitores interessados nela e uma casa cheia de livros, não é pobre.”

 

Sam Levenson

(1911-1980)




A arte do desenho: Ingres

21 10 2025

Dr. Louis Martinet, 1826

Jean-Marie-Joseph Ingres (França, 1780-1967)

desenho a lápis sobre papel, 25 x 32 cm 

National Gallery of Art, Washington DC





Nossas cidades: Friburgo

21 10 2025

Paisagem de Friburgo com Araucárias, RJ

Henrique Bernardelli (Chile-Brasil, 1858-1936)

óleo sobre tela, 35 X 76 cm





Retrato, poesia de Adalgisa Nery

20 10 2025

Mulher sentada ao espelho

Alberto Micheli (Itália, 1863-1952)

óleo sobre tela, 85 x 57 cm 

 

 

 

 

Retrato

 

Adalgisa Nery

 

Lembro-me desse rosto.

Era risonho mas envolvido numa sombra triste,

Sua voz era clara mas sua língua era tímida, 

Voz de criança que suga o peito materno,

Língua de mulher após duros fracassos.

Sua fonte era larga e seus cabelos dourados, 

Fronte vigiada pelas grandes insônias.

Seus olhos eram vagos,

Vagos em beleza e em fixação.

Tinham nas pupilas o embaciado de que nasceram mortos.

Seu andar era firme e duro

Contrário a toda a fragilidade de seu corpo

Era como o andar do condenado

Subindo para a morte os degraus da guilhotina.

Sua boca era igual

Igual a tantas bocas de mulher,

Apenas depois de seus sorrisos tristes

Notava-se nos lábios um rito de amargor. 

Suas mãos eram

Mãos grandes, secas e vividas, 

Mãos que afagaram em silêncio

Muitos corpos amados horas esquecidas.

Suas mãos eram como bocas, como olhos, 

Como vozes, com vida independente

Antes do corpo ser adolescente.

Eram mãos velhas e tristes

Eram como olhos vividos em pranto.

Às vezes com um movimento de inocência

E logo depois tomavam atitude de degradação.

Eram mãos que usavam alma emprestada

De dedos longos e inquietos

Como inesperados movimentos de serpente

E mudavam-se às vezes num suave tremor de seios de virgem

Tonteada em amor.

Sobre a vida do corpo desse rosto não direi mais nada

Não sei se era boa ou má

Se era maldita ou abençoada

Porque talvez essas formas destacadas que meus olhos viram

Fossem  um sonho ou outra visão qualquer

Ou possivelmente seja meu

O retrato dessa mulher.

 

(1948)

 

Em: Mundos oscilantes: poesias completas, Adalgisa Nery, Rio de Janeiro, José Olympio: 1962