As fabulosas ilustrações em silhueta, da série “Vamos Estudar?”

7 03 2012

Menina na cozinha com bandeja para o chá.

Os livros escolares de Theobaldo Miranda Santos, que foram usados por muitas das escolas primárias brasileiras nas décadas de 1940, 50 e 60, publicados pela editora Agir, têm, de vez em quando, algumas das mais deliciosas ilustrações em silhueta, como o exemplo acima de uma menina na cozinha.  Não me lembro de ter estudado nos livros desse autor, apesar deles terem algumas facetas que me são extremamente familiares, principalmente a divisão de cada capítulo, com exercícios e pequenos parágrafos que eram usados como ditado.  Minha memória sobre textos escolares que usei na escola municipal é muito vaga, só me lembro mesmo com uma antologia de textos literários. Mas como tenho um grande número dos livros de Theobaldo Miranda Santos, posso me deliciar com essas ilustrações e gostaria de dividir esse prazer com vocês.  Talvez elas venham a acender uma fagulha de boas recordações para quem estudou com elas.

Na venda, na quitanda, no armazém…  Menina fazendo compras.

Em nenhum, absolutamente nenhum dos volumes de Vamos estudar?  — quer seja a edição para o estado do Rio de Janeiro, quer seja para o Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, tenho livros para cada um desses estados  — em lugar algum há a indicação de autoria dessas ilustrações quadradinhas, de crianças em ação.  Já revirei a internet à cata de informações sobre sua autoria e ainda não achei nada.  Sei de uma coisa, no entanto, são americanas. Isso é simples de decidir, afinal de contas há em uma dessas tetéias a representação de uma vidraça quebrada próxima a um menino com o uniforme e o bastão de basebol.

Menino com uniforme de basebol e bastão.

Todas elas aparecem sem texto de referência, sem título e acredito que tivessem sido usadas para exercícios de redação, ora de narração, ora de descrição.  Coletei simplesmente nove dessas ilustrações que apareceram através das diversas séries primárias, às vezes em tamanho grande, às vezes do tamanho de um selo, preenchendo espaço.

Menino no balanço com cachorrinho.

Vez por outra elas aparecem com uma moldura negra bem grossa, ou aparecem como essa aí em cima sem qualquer moldura.  Mas parecem ser todas da mesma autoria.  Pelas características do desenho elas me parecem ter sido feitas nos anos da década de 1930.

Menino brincando com gatinho, jogando bola.

Essas ilustrações mostram crianças em atividades que poderiam ser aplicadas a qualquer criança na época.  Brincar com o gato, andar de balanço, fazer uma compra para a mamãe, estudar, ler com a família, fazer um piquenique.

Reunião com a família.

Acredito que a editora tenha comprado um grupo de 9 ou até 10 ilustrações diferentes com todos os direitos e as tenha espalhado nos livros escolares mais ou menos umas 5 ou 6 por livro.  Não eram as únicas ilustrações dos livros dessa série.  Muito pelo contrário.  Esses livros eram preenchidos com bons textos e muitas, muitas ilustrações em geral tendo a ver com a lição em questão.  Mas essas se destacam.

Menino estudando na escola.

Gosto muito do detalhe do aquário na janela.  Isso me lembra das nossas plantinhas que tínhamos que manter viva.  Espero que os peixinhos das escolas americanas tenham tido mais sorte do que os nossos feijões crescendo no algodão tiveram.  Mas reparem bem as roupas, isso é década de 1920-30.

Mãe e menino fazendo um piquenique.

Quem souber onde achar informações sobre essas ilustrações eu adoraria saber.  Só mesmo por uma questão de curiosidade.  Afinal tenho certeza de que aqui mesmo, entre os visitantes desse blog, há de haver muita gente que se lembra dessas imagens.  Muitos devem ter crescido com elas.  Vamos descobrir?





Flor silvestre e a ilustração de Euclides L. Santos

14 02 2012

Dando continuidade ao tema de ilustradores de livros do século XX, hoje apresento as ilustrações de Euclides L. Santos.  Elas foram feitas para o livro Flor Silvestre de Nilo Bruzzi,  publicado no Rio de Janeiro, pela Editora Aurora em 1962.  Nilo Bruzzi (MG 1897- RJ 1978) foi um escritor capixaba, melhor conhecido por sua poesia, ainda que tenha uma extensa lista de publicações que incluem contos, palestras e romances.  A primeira edição de Flor Silvestre foi de 1953.  Deve ter tido uma boa aceitação já que nove anos mais tarde há a publicação da 2ª edição do livro.  As ilustrações têm todas as características de estilo da década de 1950.

A mesma ilustração da capa, aparece de novo, em preto e branco, antes da página de rosto.

Euclides Luís dos Santos nasceu em Mussaré, PE, em 1908.  Pintor, desenhista e caricaturista.  Veio para o Rio de Janeiro em 1930, juntamente com o desenhista e caricaturista Nestor Silva.   Logo publicou seus primeiros desenhos no Para Todos,   O Jornal e Diário da Noite, e realizou exposição com seu companheiro de viagem na Sociedade Brasileira de Belas Artes em 1931. No período de 1933 a 1955 colaborou como ilustrador nas páginas de A Noite, A Noite Ilustrada, Vamos ler! (onde ilustrou o romance Oliver Twist de Dickens), Carioca, O Cruzeiro, O Malho e Revista da Semana.  Herman Lima, que o focalizou na História da Caricatura no Brasil (1963), referiu-se à intensidade de seu trabalho no campo da ilustração.  Como pintor recebeu as medalhas de prata e de ouro e o prêmio de viagem ao estrangeiro no SNBA, do qual participou inclusive em 1964.  [Roberto Pontual, Dicionário das Artes Plásticas no Brasil, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira: 1969]

“Corina França foi a primeira.  Trouxe uma braçada de rosas brancas…”

É uma pena que a impressão das ilustrações coloridas do livro, não tenha sido partcularmente boa.  A edição toda foi em brochura, com papel de baixa qualidade, mas as ilustrações foram feitas em papel couché e têm uma folha de papel fino protegendo.  Ao todo são 10 capítulos e 11 ilustrações de texto coloridas e a capa.

“…passeios, picnics na Crèmerie…”

“Pegado a esse terreno começa o prédio de O Primeiro Barateiro…”

Pela maneira como as cores foram reproduzidas, acredito que os originais sejam aquarelas.  Quem será que tem esses originais?

“… dizia que o clima era ótimo…”

“Era uma flor volante, vestido cor-de-rosa pálido…”

“Fez dela uma grande dama. Sensacional mesmo.”

“Caminhamos rumo à avenida conversando.”

“Dei-lhe o envelope com o dinheiro, dizendo-lhe quem o mandava.”

“…e fechou-nos por dentro. Voltou à poltrona…”

“Risonha e linda entrou segura ao meu braço na igreja…”

“…tinha criado asas, voado, vencido distâncias e pousado sobre o banco do jardinzinho de Batuíra…”





Feliz ano novo!

1 01 2012

Cartão americano do início do século XX, modificado.




Meninas, 2012 é um ano bissexto: pedidos de casamento à vista!

29 12 2011

Os perigos do ano bissexto.

Há uma tradição interessante sobre o ano bissexto: no dia 29 de fevereiro e só nele, as mulheres podem propor casamento a um homem solteiro.  Essa tradição que é mais conhecida na Irlanda também aparece em outros países do Mar do Norte: Dinamarca, Finlândia.

Então querido, você será meu?

Nas ilhas britânicas a tradição diz que só nos anos bissextos as mulheres solteiras podem propor casamento, ou seja, podem se aproximar daquele homem pelo qual suspiram e propor que se casem.  Sendo alvo de um pedido de casamento, o homem em questão ou aceita ou  paga uma multa para recusar tal pedido.  A tradição está documentada só a partir do século XIX, ainda que se ache que ela tenha existido desde a era medieval.

Cuidado, Clara, esse é um ótimo espécime!

Semelhantes hábitos aparecem na Dinamarca, onde as mulheres que forem recusadas depois de terem feito seus pedidos de casamento nesta data, devem ser recompensadas com 12 pares de luvas.  Na Finlândia, se um homem recusa a proposta de casamento que uma mulher lhe faz no ano bissexto tem que pagar por um corte de tecido para que ela possa fazer uma saia.

Inseguro para homens solteiros

Há muitas explicações pelo aparecimento dessa tradição.  Entre ela a de  que no século V, na Irlanda, Santa Brígida queixou-se a São Patrício (padroeiro do país) sobre a espera que muitas mulheres tinham que aguentar até receber um pedido de casamento.  São Patrício teria então estipulado o dia 29 de fevereiro, como a data em que as mulheres poderiam fazer o pedido de casamento e, se o homem rejeitasse, teria que pagar uma multa, ou dar a ela um presente bem caro.

Moças se preparam…

Fica aqui a sugestão: façam suas listas, examinem as possibilidades.  Vejam como o ano de 1908 trouxe tanta esperança para os corações solitários!  Preparem-se, falta pouco tempo!

Fuja, fuja!

Promessa de solteirona.

Onde há vida, há esperança!

É a mão de seu filho que venho pedir!

Disputado!

Proposta de ano bissexto.

Ambos dedicados a você!




Cartões e postais com Anjos no Natal

23 12 2011





Cartões de Natal: Papai Noel chega de maneiras inusitadas!

21 12 2011

Asa Delta puxada a renas.

Como já vimos em duas outras postagens neste mês, sobre os meios de transporte de Papai Noel, voltamos ao assunto, deslumbrados que estamos com a sua criatividade para chegar a todas as crianças do mundo.  Mostramos, então, alguns outras maneiras de viajar de que o bom velhinho se utiliza.

Foguete, cartão da USRR.

Barco sobre esquis para os canais congelados da Holanda, cartão holandês.

Ônibus de dois andares, Inglaterra.

Ele também usa o trem, veja este cheio de brinquedos.

Snowmobile, em cartão da Rússia.

Ele também vem de triciclo.

Chega de helicóptero.

De bicileta ajudado por crianças…

Também faz entregas de caminhão.

Cartão da Finlândia.
Além de motocicleta voadora…

E de lambreta…

De sleigh motorizado…

E, é claro, de tapete mágico pelos céus da antiga União Soviética.

Além de poder usar seu paraquedas a qualquer momento.





Gatinhos, cartões de Natal com esses felinos fofíssimos!

17 12 2011

Essa postagem é dedicada à minha cunhada que trabalha incessantemente para a proteção dos animais abandonados e que tem um fraco por gatinhos.

Há pouco o que dizer sobre os animais no Natal, exceto que eles aparecem em centenas e centenas de cartões, em cartões postais, todos com as carinhas mais deliciosas.

A minha escolha foi feita, pelos mais bonitos e tentei também colocar os menos conhecidos.

Este é um achado!  Dentro da bota vermelha!

Mais moderno, gosto de ver os três gatinhos de cachecol olhando para a árvore de Natal ao fundo. Uma simetria tranquila, apesar de sabermos que logo logo esses bichanos irão embora, afinal, onde está o quentinho nesse monte de neve?

Os cartões franceses tem a tendência de mostrar nossos gatinhos fazendo as travessuras de sempre parecendo nos perguntar: não sou engraçadinho?

Gosto do lustro do pelo desse gatinho laranja!

São muito poucos os gatinhos interagindo com alguém, nos cartões de Natal.  E quando aparecem com um ser humano em geral é uma menina.  Fato é que não tenho um único cartão de Natal, ou postal em que um menino esteja brincando com um gatinho.  Isso, entre 3128 imagens de cartões de Natal.  Interessante, não é mesmo?

Sim, eles aparecem em cestas.  Uma coisa natural não é mesmo?  Eles que gostam de se meter em caixas, em sacos de papel…

E aparecem fazendo aquilo de que mais gostam: descansando…

Na maior parte das vezes, eles aparecem aos pares. São inúmeros os cartões com dois gatinhos.

Mas gostam muito de brincar com Papai Noel e com os enfeites de Natal.

——–

NOTA:  Na minha coleção de imagens de cartões de Natal e postais, um pouco mais de 3000 imagens, hoje, há mais cartões franceses com gatinhos do que de qulauqer outro país.  Mas há uma curiosidade que não abordei aqui e que ficará para a próxima oportunidade: os franceses são adeptos da personificação do gato, ou seja eles representam os gatinhos como humanos, fazendo coisas humanas, como namorar, jogar bola de neve, etc.  Essa personificação acontece em todos os países, mas os franceses se destacam.   É uma avenida interessante para se explorar no estudo da iconografia.  Aqui fica um exemplo:





O guarda-chuva tem cara de Natal? Sim, veja os cartões de Natal.

16 12 2011

Nos muitos e muitos anos que morei fora do Brasil, no hemisfério norte, pude verificar a ineficiência de um guarda-chuva como abrigo para a neve.  Na maior parte das vezes a neve não cai diretamente de cima para baixo como uma chuva pesada de verão.  Mais vezes do que se imagina, a neve mais ou menos que flutua, caindo levemente como se fosse feita de pluminhas, sem peso, indo em direções múltiplas, podendo até subir dependendo da brisa.  É, sem dúvida,  uma surpresa ver a quantidade de vezes em que o guarda-chuva é um elemento usado nos cartões de Natal.

Guarda-chuvas não oferecem nenhuma proteção possível para a neve, a não ser que seja uma neve muito pesada.  Fora do normal.  No entanto, o que acredito seja o caso, é simplesmente uma solução gráfica para o assunto.

Vejamos, uma paisagem com neve, com campos, telhados, árvores, tudo com neve, é um campo de brancos.  É um estudo nos diversos tons da cor branca e o guarda-chuva, oferece um pequeno campo de contraste, de uma cor forte que pode servir de fundo para a cena principal como mostra esse cartão de Natal francês.

O cartão acima, cujo desenho é provavelmente de origem alemã, dadas as semelhanças entre as crianças e as peças de porcelana decorativa Goebel, é um caso que parece demonstrar exatamente isso, num campo enorme de branco temos as carinhas dos nossos personagens colocadas numa moldura feita pelo semi-círculo do guarda-chuva que os abriga.  Este parece ser o caso em diversos cartões colocados a seguir:

Neste cartão com crianças inglesas de final de século XIX (ainda que eu ache que as letras são bem mais recentes…

Neste cartão com crinaças holandesas de virada do século XIX para o XX.

Neste cartão de Natal inglês

A este cartão de Natal francês dos anos 1960-70.  Tudo parece muito certinho, até que nos deparamos com as representações de Papai Noel no final do século XIX na Europa, um da Alemanha e os outros da Inglaterra.  Aí fica tudo sem explicação mesmo porque os cartões são repletos de cores e não precisariam de um campo de cor para constraste.  Vejam a seguir:

Tudo indica que Papai Noel é um homem vaidoso que mudou muito de roupas através das décadas e que entre seus accessórios temos o guarda-chuva.  Ele tem guarda-chuvas de muitas cores. E esse accessório o acompanha até hoje.

As crianças evidentemente adoram os guarda-chuvas… Aliás não deve ser isso não.  Os adultos adoram ver as crianças com guarda-chuvas, não é mesmo?

Mocinhas casadouras também parecem ser uma preferência:

Homens de neve, ou bonecos de neve parecem ter também muita necessidade de guarda-chuvas.  Mas com eles, acredito que a minha teoria inicial sobre a necessidade de se ter cores contrastantes prova ser correta.  Vejamos.

Até os pássaros e os gatinhos precisam se proteger com um guarda-chuvas no Natal





Papai Noel viaja de carro! — cartões postais de Natal!

14 12 2011

Papai Noel com o carro estacionado.

Quando os carros se tornaram um pouquinho mais populares, Papai Noel viu a chance de entregar seus presentes com maior rapidez e aderiu ao carro, dirigindo-o por terra e pelo ar.

Cartão de Natal de 1910, carro de Papai Noel, genérico.

Quando dirige sua barba voa.  Isso me diz que para cumprir com suas obrigações de visitar as casas de todas as crianças do mundo ele tem que colocar o pé na tábua!

Cartão de Natal francês.

Nesse período — final do século XIX e início do XX — quando os carros começavam a fascinar a população, não importava se Papai Noel estivesse na Inglaterra, na França, na Alemanha, nos Estado Unidos, ele era um velhinho sábio que usava um carro eficiente e genérico.

Cartão de Natal, alemão.

Seus carros parecem frágeis, este por exemplo tem treliça!

Papai Noel e anjo passeiam de carro para enttregar presentes.

Às vezes seu carro é tão genérico que nem parece ter motor, mas o guidão e os faróis estão ali para trazerem conforto nas curvas e nas viagens noturnas.

Carro de Papai Noel, entulhado, cartão postal da 1ª década do século XX.

Reparem que Papai Noel confia no seu carrinho, com velocidade suficiente para o gorro e as fitas da guirlanda na mala do carro voarem, ele atravessa o caminho de neve, já ao escurecer, quando as casas já acenderam as luzes.

Papai Noel viaja na neve, cartão de 2009.

Mesmo com um carrinho que parece um trator, Papai Noel viaja até por cima dos pinheiros e acaba parando nos telhados das casas que visita.

Papai Noel no telhado de uma casa, jogando brinquedos pela chaminé.

Frequentemente ele precisa da ajuda de um elfo, um anjo ou às vezes até mesmo de uma menina ou um menino para a viagem noturna.

Papai Noel e seu ajudante, com a lanterna na mão, quase voando.  Faróis acesos.

Tudo indica que seus mais alegres auxiliares são alguns anjinhos franceses, como os dois postais seguintes refletem.

Às vezes ele dá uma caroninha para crianças bem comportadas…

Que será que essas crianças pensam de passear com Papai Noel?

Raramente Papai Noel é visto simplesmentes dirigindo com calma, como nos cartões acima.

Em geral ele está correndo contra o tempo …

De tal maneira que seu gorro de arminho, não consegue ficar preso à cabeça…

E ele passa chispando pela nossa casa, só tem tempo mesmo de acenar para o boneco de neve…

E quanto mais brinquedos ele distribui, mais brinquedos enchem o seu carro”

São bonecas. de todos os tamanhos, cavalinhos de madeira,

Tambores, ursinhos, bolas, marionetes…

Às vezes os presentes vêm embrulhados com laçarotes vistosos, que até os animais param para ver…

A medida que as horas passam, Papai Noel fica um pouquinho cansado.

Só nos tempos modernos ele passou a dirigir alguns carros de marca:

Ele e os elfos ajudantes gostam de um carro conversível…

E na Finlândia ele até para para colocar gasolina Polar, com elfos ajudantes calibrando o pneu….

Papai Noel é capaz de dirigir também muitos outros tipos de veículos que veremos em futuras postagens…  Até a próxima!





O transporte de Papai Noel: cartões postais de Natal contam histórias… (1)

12 12 2011

Papai Noel chega no carrinho de mão, cartão de Natal, de época,  inglês.

Quando eu era criança, Papai Noel vinha trenó puxado por renas, na noite de Natal. Era a única época do ano em que as palavras rena e trenó faziam sentido.  É claro, naquela mesma época Papai Noel chegava ao Rio de Janeiro, por volta do dia 8 de dezembro de helicóptero.  Não me lembro bem como nós mantínhamos essas duas chegadas simultaneamente, fazendo sentido… Mas criança gosta de Papai Noel de qualquer maneira.

Cartão postal com Papai Noel em trenó puxado a renas, 1909.

Fiquei surpresa de ver um cartão de Natal em que Papai Noel aparece sendo transportado num carrinho de mão.  Não tenho a menor idéia do que esse cartão inglês representa, acredito que reflita alguma história conhecida na Inglaterra, pois é muito curioso.

Papai Noel a pé na neve, acompanhado de um anjinho.

Mas quando pesquisamos em antigos cartões postais vemos que o meio de transporte de Papai Noel, pode mudar.  No século XIX ele aparece na maioria das vezes a pé. E até empurra um carrinho de mão, parecido com aquele do primeiro cartão postal, cheio de presentes, frutos e traz também a árvore de Natal.

A pé, ele também pode chegar esquiando ou deslizando com patins nos  lagos gelados.

Mas ele pode chegar a cavalo, a cavalo voador, de carruagem e de carroça puxada a burro.

Papai Noel chega em seu cavalo branco, cartão de Natal finlandês, século XX.

Cavalo voador, cartão de Natal, Ucrânia.

Carruagem cheia de presentes, neste cartão de Natal.-
Cartão do século XIX.

Papai Noel chega de carroça neste cartão francês.

E pode ter um ou outro acidente no percurso como mostra o cartão de Natal abaixo:

Dependendo da parte da Europa onde ele se encontra, seu trenó é puxado por um cavalo:

ou, como na Rússia, seu trenó sempre puxado por 3 cavalos, quer brancos ou não.

Mas Papai Noel pode surpreender ainda mais, seguir os passos de Hanibal e levar uma manada de  elefantes para sua viagem…

Pelo ar ele tem também muitas opções, por exemplo: o balão, Papai Noel pode viajar de balão:

Pode andar de avião:

Papai Noel atravessa os céus num monomotor.

É claro que Papai Noel também pode viajar de tapete mágico!

E quem procura por Papai Noel também vai pelos ares:

E se precisar descer rapidamente, há sempre um pára-quedas à disposição:

OUTRAS POSTAGENS EXAMINARÂO OUTROS MEIOS DE TRANSPORTE DESSE VELHINHO AVENTUREIRO…