Imagem de leitura — Renata Domagalska

30 10 2011

Leitura, 2010

Renata Domagalska (Polônia, conteporânea)

acrílica sobre tela, 50 x 50 cm

www.renatadomagalska.pl

Renata Domagalska nasceu na Polônia.  Trabalha com pintura figurativa.  Seu principal objetivo é retratar a figura humana, princiaplemnete em movimento como na dança.  Vive e trabalha na Polônia.

 





Imagem de leitura — Pierre Cornu

29 10 2011

A leitora de meias vermelhas, 1970

Pierre Cornu (França, 1895-1996)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm

Pierre Cornu nasceu na Provença, na França em 1895, filho de uma família próspera de negociantes em óleos e sabões.  Seus pais lhe deram apoio para as artes desde que demonstrou aptidão para o desenho.   Suas duas maiores características são o uso das cores quentes — talvez de influência provençal — e a paixão pela beleza feminina.  Dedicou-se também à naurezas mortas e a paisagens.  Obteve grande sucesso com sua pintura alegre.  Faleceu em 1996.





Lenda brasileira do diamante — Theobaldo Miranda Santos — uso escolar

29 10 2011

Índia Amazônia, s/d

Luciana Futuro ( Santos, Brasil, contemporânea)

acrílica

www.lucianafuturo.com.br

Lenda do Diamante

Theobaldo Miranda Santos

Há muito tempo,  vivia à beira de um rio uma tribo de índios brasileiros.  Dela fazia parte um casal muito feliz: Itagibá e Potira.  Itagibá, que significa braço forte, era um guerreiro robusto e destemido.  Potira, cujo nome quer dizer flor. era uma índia jovem e formosa.

Vivia o casal tranquilo e venturoso, quando rebentou uma guerra contra uma tribo vizinha.  Itagibá teve de partir para a luta.  E foi com profundo pesar que se despediu da esposa querida e acompanhou os outros guerreiros.  Potira não derramou uma só lágrima, mas seguiu, com os olhos cheios de tristeza, a canoa que conduzia o esposo, até que a mesma desapareceu na curva do rio.

Passaram-se muitos dias sem que Itagibá voltasse à taba.  Todas as tardes.  Todas as tardes, a índia esperava, à margem do rio, o regresso do esposo amado.  Seu coração sangrava de saudade.  Mas permanecia serena e confiante, na esperança de que Itagibá voltaria à taba.

Finalmente Potira foi informada de que seu esposo jamais regressaria. Ele havia morrido como um heroi, lutando contra o inimigo.  Ao ter essa notícia, Potira perdeu a calma que mantivera até então e derramou lágrimas copiosas.

Vencida pelo sofrimento, Potira passou o resto de sua vida, à margem do rio, chorando sem cessar.  Suas lágrimas puras e brilhantes misturaram-se  com as areias brancas do rio.  A dor imensa da índia impressionou Tupã, o rei dos deuses.  E este para perpetuar a lembrança do grande amor de Potira, transformou suas lágrimas em diamantes.

Daí a razão pela qual os diamantes são encontrados entre os cascalhos dos rios e regatos.  Seu brilho e sua pureza recordam as lágrimas de saudade da infeliz Potira.

Em: Vamos estudar? — 3ª série primária – de Theobaldo Miranda Santos, Edição especial para os estados Goiás e Mato Grosso,  Rio de Janeiro, Agir: 1961





Imagem de leitura — Gay Henderson

28 10 2011

Jesse lendo, s/d

Gay Henderson ( Nova Zelândia, 1953)

Gay Henderson nasceu na Nova Zelândia em 1953.  Mudou-se para Melbourne na Austrália na década de 1970.  Nos anos 80 ganhou reputação considerável como escultora, figurativa.  Sua carreira ficou em segundo plano enquanto educava suas três filhas.  Há dezesseis anos  mudou sua residência  para Adelaide, na Austrália, onde permanece até hoje.  Foi a mudança para Adelaide que a levou a pintar.  Para maiores informações: http://www.gazeart.com.au/





Imagem de leitura — Rudolph Friedrich Wasmann

25 10 2011

Minna Wasmann lendo, 1822

[a irmã do pintor]

Rudolph Friedrich Wasmann ( Alemanha 1805-1886)

óleo sobre tela

Rudolph Friedrich Wasmann começou a estudar pintura aos 17 anos com Christoph Suhr em Hamburgo.  Depois entrou para a Academia de Artes de Dresden, completando seus estudos na Academia de Munique. Viajou muito.  De 1832 a 1835 residiu em Roma, onde se converteu ao catolicismo.  Passou depois mais seis anos divididos entre Mezano e Bolzano na Itália, antes de retornar a Hamburgo.  Ficou conhecido como um grande pintor de retratos. Depois de 1846 voltou a morar em Merano, no Tirol italiano.





Imagem de leitura — José Villegas Cordero

22 10 2011

Retrato de Miss Elliott, 1892

José Villegas Cordero (Espanha, 1844-1921)

Óleo sobre tela, 101 x 127cm

Coleção Particular

 –

José Villegas Cordero nasceu em Sevilha em 1844.  Começou a aprender pintura bem cedo com o pintor José Maria Romero.  Estudou com ele até ingressar na Escola de Belas Artes de onde se forma. Em 1867 começaram diversos períodos de viagens: Madri, Marrocos, Roma, retornando à Espanha, voltando ao norte da África, à Itália até 1877, quando passou a residir por longos períodos em Veneza.  Em 1898 tornou-se diretor da Academia Espanhola de Belas Artes em Roma e em 1901 diretor do Museu do Prado em Madri, onde viveu até falecer em 1921.





Palavras para lembrar — Cervantes

22 10 2011

Esperando pela praia, s/d

Suzanne Clements (EUA, contemporânea)

acrílica sobre tela 35 x 45 cm

www.suzanneclements.com

“Ver muito e ler muito aviva o engenho do homem.”

Cervantes





Imagem de leitura — Rita Valnere

21 10 2011

No trem, 1959

Rita Valnere ( Letônia, 1929)

óleo sobre tela, 100 x 120cm

Rita Valnere nasceu na Letônia em 1929.  Estudou arte na Escola de Arte Janis Rozental em Riga, formando-se em 1949.  Depois extendeu seus estudos  no Departamento de Pintura da Academia de Artes da Letônia sob os cuidados do pintor E. Kalnins.  Tem tido uma carreira auspiciosa desde então com numeorsas exposições dentro e fora do país assim como prêmios.





Vinheta de memória do pintor Tomás Santa Rosa — por Rachel Jardim

21 10 2011

Meninos, 1946

Tomás Santa Rosa ( Brasil, 1909-1956)

óleo sobre tela

Santa Rosa

Rachel Jardim

Santa Rosa morreu na Índia, um país onde a morte é considerada um acidente natural, ou apenas uma pequena pausa.  Ele, tão plantado na vida, buscando-a sempre, persistentemente, em tudo o que fazia.

Nesta ocasião apareceu o seu retrato nos jornais – rosto redondo, óculos, nenhum cabelo, cigarro constantemente pendurado na boca.  Era um tipo arredondado, sem arestas, sem ossos à vista.  Carregado de humanidade, alguém para se levar para casa, sentar no sofá e deixar falar.

Por essa época, literatura estava muito fora das minhas cogitações. Mas aquela estranha morte na Índia me deixou muitos dias abalada.  Não combinava com ele, tampouco parecia destinado a qualquer tipo de tragédia.  Sua integração à nossa paisagem era total.  Como pois aceitar aquela morte num mundo tão diferente?

Uma vez, ilustrou um conto meu.  A ilustração era muito melhor do que o conto.  Dera a ele uma dimensão que não tinha.  Quando vi a ilustração pensei: era assim que eu queria ter escrito.  Eu falava numa chuva translúcida.  Ele fez uma chuva translúcida.

Pelos idos de 40 fui parar, não sei como, no seu atelier.  Sentei-me num caixote.  Livros e quadros por toda parte.  Maquetes para cenários.  Ele nem desconfiava que eu era a moça, de quem, alguns anos antes, tinha ilustrado um conto.  Nada lhe disse.

Tirei da estante o Romancero Gitano, de Garcia Lorca.

— Que tipo lorquiano,  você é – disse-me.  – Por dentro e por fora.

Eu ri e concordei.  Leu-me uns versos do Romancero e depois me disse:

— Olhe, não quer posar para mim?  Faria de você um retrato lorquiano.

Olhei para os seus quadros na parede.  Não havia quase figuras.  Uma nítida atmosfera da época, a visão de beleza da época. Ninguém retratou tão bem o espírito a sensibilidade da década.

Pensei –  posarei.  E combinei aparecer no dia seguinte.  Não o vi mais.

Tão importante.  Tão humano, sua arte impregnada de vida.  Perdi o retrato, mas guardei sua imagem.  Lembro-me dele totalmente – voz, gestos, riso, modulações, terno, sapato.  Pouca gente permaneceu tanto dentro de mim.  Foi curto o instante, mas tão permanente.  Não pintou meu retrato, mas o dele pintou-se em mim.

Em: Os anos 40 de Rachel Jardim, Rio de Janeiro, José Olympio: 1973





Imagem de leitura — Eugen Spiro

20 10 2011

Susie, Kate e Lotte, 1910

Eugen Spiro ( Alemanha, 1874- EUA 1972)

óleo

Museu de Arte de Tel Avive

Eugen Spiro nasceu em Breslau na Alemanha  em 1874.  Estudou em Breslau com Albrecht Bräuer e mais tarde foi a Munique para estudar com Franz von Stuck. Como pintor ficou famoso por seus retratos de personalidades  importantes na Europa.  Depois de 1906 vai para Paris onde se torna membro do grupo de artistas do Café Parisiense do Dôme.  Em 1914 volta para Berlim, onde fica até 1933. Proibido de trabalhar na Alemanha de Hitler por sua ascendência judia, Eugen Spiro emigra para Paris em 1935.   Fugindo mais uma vez do avanço das forças de Hitler, Spiro mais uma vez emigra, dessa feita para os EUA, onde permanece até sua morte em 1972.