Palavras para lembrar — Sunsan Sontag

30 06 2012

Leitora no sofá, s/d

Georges D’Espagnat (1870-1950)

Óleo sobre tela, 73.3 x 59.9 cm

“Livros são pequenos  fragmentos de ideias  portáteis”.

Susan Sontag





Imagem de leitura — John O’Brien Inman

28 06 2012

Atualização das novidades, 1863

John O´Brien Inman (EUA, 1828-1896)

óleo

John O’Brien Inman nasceu na cidade de Nova York em 1828, filho do pintor  Henry Inman. Estudou com seu pai. Estudou na Europa por um ano em particular na Itália. Morreu no estado de Nova York em 1896 depois de uma carreira de sucesso.





Palavras para lembrar — Christopher Morley

27 06 2012

Homem lendo, s/d

André Deymonaz (Marrocos/França, 1946)

óleo sobre tela

“Não há erro quando se encontra um livro de verdade. É como amor à primeira vista”.

Christopher Morley





Imagem de leitura — Samuel Baruch Halle

27 06 2012

Primeira lição, s/d

Samuel Baruch Halle (Alemanha, 1824 -1889)

Óleo sobre tela

Samuel Baruch Halle nasceu na Alemanha em 1824.  No entanto viveu e trabalhou na França por toda sua vida, falecendo em 1889.





Palavras para lembrar — Dr. SunWolf

25 06 2012

Mãe do pintor na hora do chá, 1945

Frank Mason (EUA, 1921)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

www.frankmason.org

“Uma das vantagens de se ler um livro é que você pode brincar com os amigos imaginários de outra pessoa, a qualquer hora da noite”.

Dr. SunWolf





Oscar Pereira da Silva um homem de seu tempo

22 06 2012

Capa da Revista LIFE, de setembro de 1928, por Russell Patterson (EUA, 1893-1977)

Zeitgeist  é uma palavra alemã largamente adotada, assim mesmo, em alemão, nas cadeiras humanísticas para expressar o espírito de uma época, representado pelo clima cultural, intelectual, espiritual, ético e político de um grupo de pessoas, de nações.   [A pronúncia é: ”zaitgaist”]. Para quem lida com a história da arte, da arquitetura, das manifestações artísticas e culturais em geral, essa palavrinha é um sinal taquigráfico indicando uma semelhança de pensamentos, comportamentos, de estética.  Já usamos essa expressão muitas vezes aqui no blog, mas como faz parte de um jargão profissional é interessante lembrá-lo principalmente quando nos deparamos com uma semelhança de imagens.

O conceito de zeitgeist é importante para o estudo da história da arte porque auxilia na determinação das fontes inspiradoras dos artistas.  Desde que o mundo é mundo, desde a  Grécia, de Roma, da Idade Média, Renascença, e aí por diante que pintores, escultores, artistas gráficos, se inspiram na obra de seus antecessores.  Às vezes as inspirações são óbvias, às vezes precisa-se de muito tempo e pesquisa para provarmos que este pintor ou aquele escultor estava familiarizado com o trabalho de um determinado antecessor.  Muitos e muitos estudiosos passam um bocado de tempo tentando re-organizar o passado para melhor compreender como se manisfesta ou como se perpetua uma determinada tendência nas artes.  E é sobre essa divulgação de formas e conceitos que hoje examino um trabalho de Oscar Pereira da Silva, um dos nossos grandes pintores do século XX.

Recentemente estive, por razões diversas, verificando as imagens gráficas das capas de partituras de músicas populares, para piano e canto do início do século XX.  Passei horas e horas em grande deleite, observando o trabalho de muitos artistas gráficos anônimos e alguns bastante conhecidos.  Até que me deparei com a capa para a música Dear Heart, de 1919.  Não sei se foi um grande sucesso na época, mas achei referências a ela na web.  Com música de W. C. Polla and Willard Goldsmith, e letra de Jean Lefarve, a partitura foi publicada em 1919 pela C. C. Church and Co. de Hartford, Connecticut.  Se você quiser ouvir a música, clique aqui.

Dear Heart, 1919. de Jean Lefarve e W. C. Polla and Willard Goldsmith, ilustração de Rolf Armstrong.

A ilustração da partitura acima é de Rolf Armstrong.  Foi usada na capa da revista americana Metropolitan de 1919.  Nela vejo uma bela melindrosa que olha diretamente para mim, o leitor, enfentiçando-me com seus grandes e amendoados olhos azuis.  O turbante cor de laranja esconde os cabelos negros, cortados à la garçonne típicos da época, deixando entrever mechas, coquetemente enroscadas no que se denominava “pega rapaz“, que é aquela mecha de cabelos em forma de vírgula.  A rosa vermelha próxima ao nó do turbante compensa a longa linha do pescoço e reflete o carmim da boca entreaberta, convidativa, que parece dizer que essa melindrosa está pronta para se divertir, para sair dançando o charleston. Ela é misteriosa e sedutora.

Assim que bati com os olhos na capa dessa partitura me lembrei do quadro na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Mulher com turbante, de Oscar Pereira da Silva, com uma moça semelhante. Não me lembrava da data, mas eu sabia que Oscar Pereira da Silva já havia falecido por volta dos anos 40.  Há exatamente 11 anos entre a capa da revista Metropolitan, da partitura para Dear Heart e o quadro brasileiro.  Lá está o mesmo espírito, o retrato do mundo pre-Segunda Guerra Mundial.  Melindrosas eram o tema nas artes gráficas através desses anos todos,  como a capa da revista Life, desenhada por Russell Patterson e publicada em setembro de 1928, reproduzida acima, demonstra.

Mulher com turbante, 1930

Oscar Pereira da Silva (Brasil,1867-1939)

óleo sobre tela, 41 x 33 cm

PESP — Pinacoteca do Estado de São Paulo

Há semelhanças bastante perceptíveis.  Uma melindrosa, morena, com olhos azuis, rasgados e brilhantes de excitação olha diretamente para o observador.  Um turbante cor de laranja esconde seu cabelo escuro, cortado a la garçonne, com  sensuais mechas encaracoladas próximas às orelhas.  Na versão brasileira a melindrosa tem os lábios da cor do fundo do quadro, e um sorriso mais aberto, mais convidativo à diversão.  No lugar da rosa da capa acima, temos um ombro nu, sensual, que ajuda como a rosa anteriormente a compensar a longa linha de um pescoço colossal.  A versão tropical é muito mais exuberante, menos misteriosa mas tão sedutora quanto sua companheira americana.

Sabemos que no Rio de Janeiro do início do século XX o piano ainda era um instrumento encontrado na maioria das casas da classe média, com moçoilas casadouras.  Mesmo no início do século XX, muitas famílias ainda mantinham saraus e todas as moças da casa aprendiam a tocar piano. Muitas dessas partituras vinham do exterior.  Oscar Pereira da Silva conhecia bem esse hábito dos saraus.  Há um de seus quadros na Pinacoteca do Estado de São Paulo, A hora de música , reproduzido abaixo, que mostra exatamente esse uso do piano na família.

Hora de música, 1901

Oscar Pereira da Silva (Brasil,1867-1939)

óleo sobre tela

Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Oscar Pereira da Silva foi um pintor que pemaneceu dentro dos parâmetros da pintura histórica e realista, não abrindo espaço em sua produção para as “novidades” das técnicas mais modernas.  Foi um retratista, um pintor de cenas históricas e sempre teve uma boa e tradicional clientela que o manteve produzindo até o fim.  Suas pinturas de gênero tendem a ser bastante detalhistas e é realmente só na maturidade que vemos um trabalho como A mulher com turbante, que tem uma leveza de traço, uma rapidez de pincelada, que se deve muito mais aos moldes modernos de pintura do que ao realismo minucioso ao qual Oscar Pereira da Silva é sempre associado.

Agora, levando em consideração a popularidade de certas canções, e a familiaridade do pintor e de todos na época com partituras para piano, a pergunta a fazer é:

Oscar Pereira da Silva conhecia essa capa de música?  Ou é isso simplesmente Zeitgeist?

©Ladyce West,2012





Imagem de leitura — Henrique Manzo

22 06 2012

Leitura, s/d

Henrique Manzo (Brasil, 1896-1982)

óleo sobre tela, 38 x 32 cm

Coleção Particular

Henrique Manzo nasceu em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo.  Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo onde foi  aluno de Panelli, Antônio Quadrenchi e Alfredo Norfini. Foi pintor, desenhista, restaurador e cenógrafo. Como cenógrafo trabalhou no Teatro Carlos Gomes no Rio de Janeiro.  E morou no Rio de Janeiro em 1917-18.  Mas sua vida profissional em todas as várias facetas se desenrola principalmente na cidade de São Paulo onde foi pintor e restaurador do Museu Paulista (Hoje Museu do Ipiranga), professor da Escola Paulista de Belas Artes e participante ativo dos Salões Paulistas de Belas Artes.  Faleceu na cidade de São Paulo, em 1982.





Palavras para lembrar — Oprah Winfrey

21 06 2012

Leitura, 2005

Igor Zhuk (Ucrânia, 1971)

óleo sobre tela, 50 x 70cm

www.zhuk-art.com

“Os livros foram o meu passe para a liberdade. Aprendi a ler aos três anos, e logo descobri que havia um mundo inteiro a ser conquistado além do nosso sítio no Mississipi”.

Oprah Winfrey





Imagem de leitura — Curt Herrmann

21 06 2012

Sophie Herrmann lendo

Curt Herrmann (Alemanha, 1854-1929)

óleo sobre tela

Hugo Curt Herrmann nasceu em Merseburg, em Saale, em 1854.  Deixou a escola secundária em 1873 e foi estudar arte no ateliê de Carl Steffeck, onde foi colega de outros pintores alemães que viriam a ser conhecidos: Max Liebermann e Hans von Marée.  depois de terminar seus estudos na Academia de Belas Artes de Munique passou a ser principalmente retratista.  Em 1893, mudando-se para Berlim, abriu uma escola de desenho para moças, que manteve por dez anos. Aos poucos foi se interessando pela pintura decorativa e através do pintor Henry van de Velde, acabou entrando para o círculo de pintores neo-impressionistas.  Teve um papel importante nas artes visuais de Berlim. Grande retrospectiva de seu trabalho foi feita quando completou 70 anos e hoje ainda há um museu dedicado às suas obras.  Faleceu em 1929.





Palavras para lembrar — Gilbert K. Chesterton

20 06 2012

O livro de recordações, 1899

Frank Dadd (Inglaterra, 1851- 1929)

óleo sobre tela

“Um cômodo sem livros é como um corpo sem alma”.

Gilbert K. Chesterton