O girassol, poema de Maurílio Leite

27 01 2013

Lorenzato – Girassóis--ose - 1979 - 48x36 cmGirassóis, 1979

Amadeu Luciano Lorenzato (Brasil, 1900-1995)

óleo sobre eucatex, 48 x 36 cm

Coleção Particular

O Girassol *

Maurílio Leite

Quando o sol nasce em pompa radioso

De luz banhando o universo inteiro,

O girassol desperta no canteiro

Para seguir-lhe o rastro luminoso.

E fica assim, à terra preso e em gozo,

Apesar da distância o rotineiro,

Corola aberta ao beijos do luzeiro,

Cada vez mais distante e mais formoso.

Comparo o girassol à nossa lida;

Cada vez a distância é mais sentida

No infinito do espaço em que vivemos.

Vivo sempre a seguir-te em pensamento,

Não poder alcançar-te é o meu tormento.

Sou como a flor… tu és meu sol … Giremos.

* Este soneto foi musicado pelo autor.

Em: Panorama da poesia norte-riograndense, coletado por Rômulo C. Wanderley, Rio de Janeiro, Edições do Val: 1965, introdução Luiz da Câmara Cascudo.

Maurílio Leite (RN 1904- RJ 1939)  nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte em 1904.  Foi aluno do Grupo Escolar Augusto Severo, e depois do Ateneu Norte-Riograndense e da Escola de Comércio de Natal.  Desde o curso primário demonstrou vocação para a música e para a poesia.  Mudou-se para o Rio de Janeiro onde continuou compondo versos e músicas, aproveitando temas folclóricos e líricos.  Percorreu o Brasil como musicista e compositor.  Morreu subitamente em 1939, no Rio de Janeiro, após  executar uma das Polonaises de Chopin. Em 1942, seus restos mortais foram trasladados para o Cemitério do Alecrim em Natal.





Palavras para lembrar — Anatole France

25 01 2013

Jean Baptiste Camille Corot2Floresta de Fontainebleau, 1834

Jean-Baptiste Camille Corot (França, 1796-1875)

óleo sobre tela, 176 x 243 cm

National Gallery of Art, Washington DC

“O livro é o ópio do ocidente”.

Anatole France

 





Imagem de leitura — Arthur Ernst Becher

22 01 2013

arthur ernst becher 1877-1960 GERMAN

Senhora lendo em canoa

Arthur Ernst Becher (Alemanha 1877- EUA, 1960)

aquarela sobre papel, 25 cm x ?

Swann Galleries Inc.

Arthur Ernst Becher [também escrito Beecher] nasceu em Freiburg, na Alemanha em 1877.  Emigrou para os Estados Unidos quando tinha seis anos de idade acompanhando a família que se estabeleceu em  Milwaukee, Wisconsin.  Estudou desenho com alguns dos imigrantes alemães que compunham mais de metade da população da cidade e mais tarde estudou  com Howard Pyle na Brandywine School de Ilustração em Delaware.  Trabalhou como ilustrador de livros e revistas e como pintor de cenas rurais, paisagens e cenas históricas.  Faleceu em 1960, nos Estados Unidos.





Palavras para pensar — Jules Renard

21 01 2013

duy huynh,  leitora entre pavões

Leitora entre pavões, s/d

Duy Huynh (Vietnam/EUA, contemporâneo)

acrílica sobre tela

“Quando penso em todos os livros que ainda restam a ler, tenho a certeza de que ainda serei  feliz”.

Jules Renard





Mãos: o que fazemos com elas

20 01 2013

The Uncertainty Principle Le Principe d'Incertitude, 1944

O príncipio da incerteza, 1944

René Magritte (Bélgica, 1898-1967)

óleo sobre tela

Houve tempo em que brincávamos com as mãos fazendo as mais diversas sombras.  Lembro-me de passar alguns dias de férias na casa de uma família amiga, um sítio, no interior do estado do Rio de Janeiro.  Era um lugar longínquo.  Chegávamos de trem  até a estação mais próxima e depois disso ainda íamos de charrete  até o local, uns 17 quilômetros da estação por estrada de terra.  Não havia eletricidade.  Lampiões eram acesos assim que o sol ia se pondo.  Havia lampiões em todo canto, na varanda que circundava a casa em três lados e dentro de casa.  Na varanda eram dependurados, de quando em quando, dos vergalhões que sustentavam o telhado, de telhas louçadas com decoração em azul e branco.  A casa de um andar só era rústica, e dependíamos de dosséis para nos livrarmos das mordidas de mosquitos e de todo outro tipo de inseto atraído para dentro de casa pela luz dos lampiões.  Foi a primeira e última vez que dormi debaixo de um dossel e devo dizer, foi de grande efeito ainda que abafe um pouco o ar já quente e úmido do verão tropical.  Lá, para passar o tempo das longas férias de verão, brincamos algumas noites de sombras com as mãos.  Era moderadamente divertido, mas nós os jovens adolescentes de 13 a 15 anos de idade não tínhamos muito mesmo que fazer…

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Essa lembrança me veio hoje, quando recebi um PPS com fotos  de mãos.   Não, não eram sombras.  Mas mãos pintadas fazendo  animais ou outras cenas.  Achei-as  muito criativas. São obras do artista italiano Guido Daniele de Milão. Sua breve biografia encontra-se no final. Coloco aqui algumas das imagens que recebi.  É possível que você também já tenha recebido essas fotos, já que essas coisas são virais, se esse for o caso,  reveja-as.  Um bom domingo para todos.

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Todos os trabalhos são de Guido Daniele.

Guido Daniele, nasceu na República Checa em 1950, mas mora e trabalha em Milão. Frequentou o Liceu de Arte de Brera de 1964 a 1968.  Depois fez o curso de escultura na Academia de Belas Artes de Brera de 1968 a 1972.  De 1972 a 1974 frequentou a escola tibetana Tankas em Dharamsala na Índia.  Começou sua carreira de artista visual com exposições solo e coletivas a partir de 1968. Em 1990 adicionou à sua experiência a técnica da pintura corporal pintando o corpo de modelos para fotos, filmes de publicidade, eventos. Com isso conseguiu unir as tradicionais técnicas do retrato, da pintura a óleo e da fotografia, trazendo para elas o conhecimento que tem da escultura, do objeto tridimensional.  Em 2000 começou a sua obra MANI ANIMALI  [mãos animais] que o projetou internacionalmente.





Curso de História da Arte Moderna em 10 encontros

19 01 2013

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Mulher com chapéu [Mme Matisse], 1905

Henri Matisse (França, 1869-1954)

óleo sobre tela, 79 x 60 cm

Coleção Particular

 

Curso de Arte Moderna em 10 encontros
Cem anos: do impressionismo à decada de 1970

Historiadora da Arte: Ladyce West

Todas as segundas-feiras das 17:00 às 19:00 horas

Início: 4 de março de 2013 [duração 10 semanas]

Local: Auditório Helena Lodi, VOZ PLENA
Rua Djalma Ulrich 154, 5º andar, esq. N. Sra. de Copacabana, Copacabana, Rio de Janeiro
Informações e inscrições: ladyce@terra.com.br

Vagas limitadas





Palavras para lembrar — Franklin Delano Roosevelt

19 01 2013

V

Sem título

Frederick Hendrik Kaemmerer ( Holanda, 1839-1902)

Gravura baseada em pintura do artista

18 x 27 cm

Wellcome Library, Londres

“Os livros são a luz que guia a civilização”.

Franklin Delano Roosevelt





Imagem de leitura — George Roux

18 01 2013

Georges Roux (c.1850 – 1929)

Sem título

George Roux (França, 1855- 1929)

óleo sobre tela

Alexandre George Roux, nasceu em 1855 em Ganges, na França. Foi um pintor e ilustrador francês hoje lembrado por suas ilustrações dos livros de Júlio Verne; da Ilha do tesouro de R.L. Stevenson e de muitos outros livros de aventuras. Aluno de  Jean-Paul Laurens, expôs no Salon des Artistes Français a partir de 1880.  Morreu em Paris em 1929.





Sempre bom lembrar: os direitos do leitor

16 01 2013

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Hora do silêncio, s/d

Heidi E. Press (Alemanha/EUA, contemporânea)

óleo sobre tela,  60 x 50 cm

www.heidepress.com

DIREITOS DO LEITOR

1. O direito de não ler.
2. O direito de pular páginas.
3. O direito de não acabar um livro.
4. O direito de reler.
5. O direito de ler não importa o quê.
6. O direito de confundir um livro com a vida real.
7. O direito de ler em qualquer lugar.
8. O direito de ler trechos do meio do livro.
9. O direito de ler em voz alta.
10. O direito de não falar sobre o que se leu.

Daniel Pennac

Em, Como um romance, publicado em 1992





Imagem de leitura — Margaret Sarah Carpenter

15 01 2013

(c) Mrs Margaret Harrold-Carnon; Supplied by The Public Catalogue Foundation

As irmãs, 1839

Margaret Sarah Carpenter (Inglaterra, 1793-1872)

óleo sobre madeira, 30 x 36 cm

Victoria & Albert Museum, Londres

Margaret Sarah Carpenter nasceu em Salisbury em 1793. Começou a aprender a pintar com um mesttre local que primeiro lhe ensinou a arte do desenho.  Seus primeiros estudos em pintura foram cópias dos quadros no Castelo de  Longford, de Lord Radnor. Depois de receber um premio por u ma de suas cópias, sua carreira começou a se movimentar.  Foi para Londres em 1814 e logo se estabeleceu como uma retratista de fama. Morreu em Londres, em 1872, no dia do seu aniversário.