Vista de Lagoa Santa, 1969
Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre tela, 42 x 130 cm
Jarra com rosas sobre a mesa, década de 1960
Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)
óleo sobre tela, 46 X 39 cm
Vaso com flores, 1994
Henrique Oliveira (Brasil, 1973)
óleo sobre tela, 46 x 33 cm
Marinha, 1946
Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)
óleo sobre tela, 34 x 50 cm
Canção de Lulu Santos ‧ 1983
Letra de Nelson Motta
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no
Nada do que foi será
(De novo do jeito que já foi um dia)
(Tudo passa, tudo sempre passará)
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
(Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar)
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Por uma dessas circunstâncias da web essa música apareceu para mim diversas vezes nos últimos dias. Achei apropriada para o começo de um novo ano. É uma música filosófica. Perfeita para pensarmos sobre a passagem do tempo e memória. E nesses dias aprendi algo que não sabia. Foi numa postagem no Instagram de Fabricio Mazocco (@enigmasdorock), que soube que Nelson Motta havia se inspirado em dois livros: A arte cavalheiresca do arqueiro Zen, de Eugen Herrigel e Buda, de Jorge Luis Borges. Mais ainda, que ele usou um verso de Vinícius de Moraes, A vida vem em ondas como o mar, como uma homenagem ao poeta, que havia acabado de falecer, e que retirou do poema O Dia da Criação. Só boas referências tinham que suscitar a belíssima letra dessa canção.
Vinícius de Moraes
Bico de papagaio, (Flores)
Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)
óleo sobre tela, 48 x 63 cm
Asa de Arara,1950
Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887 – 1983).
óleo sobre tela, 61 X 110 cm
Janela dos Dois Irmãos, 1997
Jorge Eduardo Alves de Souza (Brasil, 1936)
óleo sobre chapa de madeira industrializada,104 x 135 cm
Paisagem mineira
Armínio Pascual (Brasil, 1920 – 2006)
óleo sobre eucatex, 30 x 40 cm
Helena Lellis de Andrade
Há montanhas azuladas
E campinas verdejantes
Um rio murmurante
De águas sempre a rolar
Há coqueiros, altaneiros
Sapatinhos e ipês
Há prédios altos, vistosos
Há choupanas de sapé
Há uma cruz no alto do morro
Com capelas pra rezar
Lembram passos dolorosos
De Jesus a se imolar
Há no lindo azul do céu
Brancas nuvens a passar
Estrelas brilham, cintilam
Nas noites claras de luar
Há estradas, automóveis
Trens, bondes e oficinas
Há sirenes e buzinas
Há coisas intermináveis
Há carrilhões, afinados
Tocando ao meio dia
Rezando as Ave Marias
Chorando para os finados
Não é brilhante nem ouro
Mas vale mais que tesouro
É a imagem milagrosa
Da nossa padroeira
A Senhora Aparecida
Do Brasil tão querida
Das Graças a medianeira
Há carrilhões, afinados
Tocando ao meio dia
Rezando as Ave Marias
(29 de julho 1952)
Maçãs
Georgina de Albuquerque (Brasil,1885-1962)
óleo sobre tela, 38 x 46 cm
Natureza morta,1909
Bertha Worms (França-Brasil, 1868-1937)
óleo sobre tela, 64 x 53 cm
Paisagem com rio
Antenor Finatti (Brasil, 1923)
óleo sobre tela, 64 x 83 cm
Eu sou tal qual o Parnaíba
Da Costa e Silva
Eu sou tal qual o Parnaíba: existe
Dentro em meu ser uma tristeza inata,
Igual, talvez, à que no rio assiste
Ao refletir as árvores, na mata…
O seu destino em retratar consiste,
Porém o rio tudo o que retrata,
De alegre que era, vai tornando triste,
No fluido espelho móvel de ouro e prata…
Parece até que o rio tem saudade
Como eu, que também sou desta maneira.
Saudoso e triste em plena mocidade.
Dá-se em mim o fenômeno sombrio
Da refração das árvores da beira
Na superfície trêmula do rio…