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Marques Júnior (Brasil, 1887-1960)
óleo sobre tela, 66 x 55 cm
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Ilustração botânica do maracujá [Passiflora edulis Sims] de Maria Cecília Tomasi.
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Sônia Carneiro Leão
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Pego o maracujá e me assusto
Tão dura e tão oca
essa fruta mais louca
me deixa perplexa
de tão desconexa.
Sua carne é só casca.
Seu ventre, sementes.
Sua polpa tão pouca,
não dá pros meus dentes,
Maracujá intrigante,
enrugado, velhinho,
de gosto aceso, bacante,
como o do vinho.
Quero morder, não consigo.
Chupar, tão pouco não posso.
Que fazer, então, contigo,
com o teu paradoxo?
Ninguém o fura com o dedo
para evitar contusão,
esconde dentro o segredo
o doce-azedo da paixão.
Respeitamos o non-sense
da sua concepção.
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Em: Respostas ao Criador Das Frutas, Sônia Carneiro Leão, auto-publicação,Holos Design, ilustrado por Renata Vilanova, p. 13.
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Sônia Carneiro Leão nasceu no Rio de Janeiro, mas reside em Recife. Psicanalista, escritora, poetisa, contista e tradutora.
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José Maria de Almeida (Portugal, 1906 — Brasil, 1995)
óleo sobre tela, 38 x 55 cm
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Marie Nivouliès de Pierrefort (França, 1879- Brasil, 1968)
óleo sobre tela, 55 x 48 cm
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Roberto van der Ploeg (Holanda, 1955) [radicado no Brasil desde 1979]
óleo sobre tela, 80 x 60 cm
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Roberto van der Ploeg nasceu em Valkenburg aan de Geul na Holanda em 1955. Ele veio em 1979 para o Brasil no contexto de um estudo de mestrado em Teologia Latino americana. Desde 1982 reside no Nordeste brasileiro. A mudança da teologia para a pintura não foi muito radical para Roberto Ploeg. Segundo ele teologia e arte são de essência metafórica porque as duas procuram apresentar de maneira pessoal, experiências universais em imagens literárias e visuais. Neste sentido o teólogo é um artista da palavra. O caminho pessoal de Ploeg foi da palavra à imagem visual. Ele fez sua formação artística através de vários cursos em instâncias culturais em Olinda e Recife (MAC, Oficina Guaianases, Escolinha da Arte, UFPE, IAC, Fundaj). Após anos de atividades como teólogo da libertação no Nordeste Brasileiro, ele opta em 1995 definitivamente pela arte. Roberto Ploeg se considera um pintor figurativo. Sua técnica é tradicional: óleo sobre tela. Motivos e temas da sua caminhada pessoal desafiam sua criatividade. Sua arte é engajada sem querer ser ideológica ou transformadora. Ele quer simplesmente testemunhar e analisar seu próprio tempo. Sua preferência é a figura humana, para ele “a primeira paisagem”.
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Heliana Lustman (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 40 x 60 cm