Flores para um sábado perfeito!

25 03 2017

 

 

Renato Meziat, (Brasil, 1952)Duas Pequenas Orquídeas 2012 - O.S.T - 40 x 30Duas pequenas orquídeas, 2012

Renato Meziat (Brasil, 1952)

óleo sobre tela, 40 x 30 cm





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

24 03 2017

 

 

 

GARCIA BENTO -Praça XV, O.S.T, assinado no canto inferior direito e datado de 1925, 50x60 cm.

Praça XV de novembro, 1925

Garcia Bento (Brasil, 1897-1929)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

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Um passeio ao Pão de Açúcar, texto de Pedro Nava

23 03 2017

 

 

Felisberto Ranzini (1881 - 1976) Pão de Açúcar Aquarela 33 x 50 cm.Pão de Açúcar

Felisberto Ranzini (Brasil, 1881-1976)

Aquarela sobre papel, 33 x 50 cm

 

 

“UMA COISA FABULOSA que fiquei devendo ao noivado de minha prima foi a excursão que fizemos ao Pão de Açúcar nos bondinhos aéreos inaugurados em 1912 e 1913. Tinham quatro para cinco anos e eram uma novidade que o Joaquim Antônio queria comparar com os que vira na Europa. Combinou-se o passeio e ele próprio me incluiu no grupo dizendo que “mestre Pedro vai conosco”. Éramos ele, eu, a noiva, tia Candoca e a Mercedes Albano. Para essa coisa meio esportiva que era a ascensão que ia ser feita, vesti meu terno número um, o Joaquim Antônio colarinho duro de pontas viradas, a Maria e a Mercedes grandes chapéus e vestidos escuros, a futura sogra sedas, veludos pretos e uma toque alta de pluma póstero-lateral. Exatamente, pois possuo os retratos tirados nesse dia inesquecível. Lanchamos na Urca — chá, torradas, sanduíches, mineral e para mim, tudo isso e o céu também — gasosa! Subimos depois do por do sol e o acender das luzes da cidade nas alturas do Pão de Açúcar dos ventos uivantes. Não sei dos outros. No cocuruto eu desci um pouco no declive que dá para o maralto, sentei no granito e olhei. Jamais reencontrei coisa igual senão quando, em Capri, subi à casa de Axel Münthe e no dia em que sobrevoei Creta para descer em Heraclion. Estavam presentes todas as cores e cambiantes que vão do verde e do glauco aos confins do espetro, ao violeta, ao roxo. Azul. Marazul. Azurescências, azurinos, azuis de todos os tons e entrando por todos os sentidos. Azuis doce como o mascavo, como o vinho do Porto, secos como o lápis-lazúli, a lazulite e o vinho da Madeira, azul gustativo e saboroso como o dos frutos cianocarpos. Duro como o da ardósia e mole como os dos agáricos. Tinha-se a sensação de estar preso numa Grotta Azzurra mas gigantesca ou dentro do cheiro de flores imensas íris desmesuradas nuvens de miosótis hortênsias — só que tudo rescendendo ao cravo — flor que tem de cerúleo o perfume musical de Sonata ao Luar. Malva-rosa quando vira rosazul. Aos nossos pés junto à areia de prata das reentrâncias do Cara-de-Cão, ou do cinábrio da Praia Vermelha, o mar profundo abria as asas do azulão de Ovale e clivava chapas da safira que era ver as águas das costas da Bahia. Escuro como o anilíndigo do pano da roupa que me humilhava nos tempos do Anglo-Mineiro. Mas olhava-se para os lados de Copacabana e das orlas fronteiras além de Santa-Cruz e o meitleno marinho se adoçava azul Picasso, genciana, vinca-pervinca. As ilhas surgiam com cintilações tornassóis e viviam em azuis fosforescentes e animais como o da cauda seabrindo pavão, do rabo-do-peixe barbo, dos alerões das borboletas capitão-do-mato da Floresta da Tijuca. Olhos para longe, mais lonjainda — e horizontes agora Portinari, virando num natiê quase cinza, brando, quase branco se rebatendo  para as mais altas das alturas celestes azul celeste azur só possível devido a um sol de bebedeira derretendo os contornos as formas e virando tudo no desmaio turquesa e ouro e laranja dos mais alucinados Monets Degas Manets Sisleys Pissarros. Mas súbito veio o negro da noite acabando a tarde impressionista. As luzes se acenderam em toda a cidade mais vivas na fímbria orlando o oceano furioso. Eu nem me lembro como vim rolando Pão de Açúcar abaixo aos trancos e barrancos daquele dia vinho branco…”

 

 

Em: Chão de Ferro: memórias 3, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio:1976, 2ª edição, pp. 129-30.





Hoje é dia de feira: frutos e legumes frescos!

22 03 2017

 

 

 

FLORÊNCIO - Mracujás, bananas e morangos - Óleo sobre tela - 40 x 50

Maracujás, bananas e morangos

Florêncio [José Carlos dos Santos] (Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm





Nossas cidades: Piracicaba

20 03 2017

 

 

 

Alvaro Sega (Brasil, 1917-1991) Paisagem da rua do Porto, 1974 (Piracicaba), ost,32x40cmPaisagem, da rua do Porto, Piracicaba, 1974

Álvaro Sega, (Brasil, 1917-1991)

óleo sobre tela, 32 x 40 cm

 





Domingo, um passeio no campo!

19 03 2017

 

 

Walter Feder - Quadro á óleo sobre tela representando `Rio Piabanha`, datado de ...., medindo 65 x 41 cmPaisagem com rio Piabanha, 1948

Walter Feder (Brasil, 1909- 1957)

óleo sobre tela, 65 x 41 cm





Flores para um sábado perfeito!

18 03 2017

 

 

Yeddo Titze, OST 1981, 34x26cmFlores, 1981

Yeddo Titze (Brasil, 1935-2016)

óleo sobre tela, 34 x 26 cm

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Rio de Janeiro, minha cidade natal!

17 03 2017

 

 

 

GOTUZZO, Leopoldo (1887 - 1984) - Arcos da Lapa, o.s.t. - 28 X 32 cm. Assinado datatado 1946Arcos da Lapa, 1946

Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887-1983)

óleo sobre tela, 28 x 32 cm

 





Menina loura, poesia de Stella Leonardos

15 03 2017

 

 

VAN DIJK, WIN (1915-1990)RetratodeMariaCatarina Douat,ost, 1957,95 X 60Retrato da menina Maria Catarina Douat, 1957

Win van Dijk ( Holanda/Brasil, 1915-1990)

óleo sobre tela, 95 x 60 cm

 

 

Menina Loura

 

Stella Leonardos

 

(Para Leilá)

 

 

É uma sílfide dançando.

É uma infanta adolescendo.

Cabelo de ouro brilhando.

Alvor de lírio crescendo.

 

Coração de cristal puro,

Alma de rosa nevada,

Sonha trepada no muro.

E não sabe que é uma fada.

 

 

Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1956, p.51





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

15 03 2017

 

 

 

Oswaldo Teixeira(1904-1974) Nat,Morta, 1946,ost,61x70cmNatureza morta, 1946

Oswaldo Teixeira (Brasil, 1904-1974)

óleo sobre tela, 61 x 70 cm

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