Em casa: Albert Anker

28 09 2025

Camponesa com tomando café em casa, 1909

Albert Anker (Suíça, 1831-1910)

Aquarela sobre papel, 34 x 25 cm





Nossas cidades: Porto Alegre

23 09 2025

Ponte de Pedra, 1922

 Francis Pelichek (Tchéquia-Brasil, 1896-1937)

aqurela sobre papel, 29 x 42 cm

Coleção Rolf Zelmanowiz, POA 





Uma orquestra na fazenda, texto de Luiz Antonio de Assis Brasil

1 09 2025

Orquestra

Mariinha Santos (Brasil, ativa nas décadas de 1970-80)

aquarela, 48 x 68 cm

 

 

O Major convidara os estancieiros mais próximos, e assim a capela encheu-se de cadeiras, e foi preciso que as crianças ficassem pelo chão, junto com os cachorros. O Maestro ostentava a casaca nova, e, ao entrar pelo corredor central, com as músicas debaixo do braço, caminhando para sua orquestra como para oficiar uma missa, todos se compenetraram: jamais haviam visto algo semelhante. Os notáveis que, de fato, ainda abominavam o Maestro, agora intrigavam-se com aquela dignidade. – “Ele deu vida a esta capela” – disse o Major ao Vigário, que concordou com um movimento de cabeça e pôs o indicador frente aos lábios: o Maestro, já de costas para os convidados, esperava que cessassem as tossidelas e os murmúrios; depois, ergueu as mãos num gesto elegante e decidido, e os instrumentistas perfilaram-se nas pontas das cadeiras. Ficou assim, imóvel, por um momento; depois, muito lentamente, acariciando o ar, baixou os braços – e as rabecas deram início a um andante cantabile mal audível, lascivo, complicado por appogiaturas que se enredavam nas notas. Na plateia, ninguém se animava a um só movimento. A melodia cresceu, ganhou inesperada rapidez, e logo um festivo allegro retumbava pela capela, num estrépito de tambores e cornetas. O Maestro luzia de suor, transfigurando-se pelo fogo de seus movimentos, que varriam o espaço acima das cabeças; seu colarinho saía para fora da gola, e surgiram os punhos da camisa. E a música foi-se desdobrando em ondas, ganhando matizes delicados, para logo ressurgir com mais força, avançando ao limite do suportável. Em poucos minutos atingiu um paroxismo sonoro que fazia vibrarem os vidros das janelas. Quando os ouvintes já se entreolhavam em desespero, tudo acabou num triunfante e ensurdecedor acorde de toda a orquestra. No silêncio imediato, seguiu-se o grito do Major: – “A la fresca!”. A audição continuou, agora com obras ligeiras, onde se percebia sua anterior destinação à banda. Aí sim, os ouvintes sentiram-se mais à vontade, e os homens autorizavam-se a marcar os compassos, batendo com os pés na laje do piso. O Maestro pretendeu agradar os brios gaúchos e atacou o hino da República Rio-Grandense, o que fez com que os convidados, ao comando do Major, se levantassem para ouvir a música do Mendanha.

 

Em: Concerto Campestre, Luiz Antonio de Assis Brasil, L&PM: 1997, Porto Alegre





O brasileiro: Eça de Queirós, duas definições

29 07 2025

Recebe o afeto que se encerra, Ordem e Progresso

J. Carlos (Brasil, 1884-1950)

aquarela e nanquim sobre papel, 40 x 33 cm

 

 

“Porque, enfim, o que é o Brasileiro? É simplesmente a expansão do Português.”

 

Eça de Queirós

 

“O Brasileiro é o Português – dilatado pelo calor.”

 

Eça de Queirós

 

Ambas as definições do ‘brasileiro’ vêm da publicação, Uma campanha alegre, um apanhado de crônicas publicadas em dois tomos nos anos de 1890-1891.





Nossas cidades: Fortaleza

22 07 2025

Farol do Mucuripe, 1957

Georges Wambach (Bélgica-Brasil, 1901-1965)

aquarela sobre papel





A arte do desenho: Constantin Guys

19 06 2025

Uma jovem espanhola

Constantin Guys (França,1802–1892)

aquarela sobre papel, 69 x 58 cm 

The Phillips Collection, Washignton D.C.





As flores de Daniela Grisel Beizaga

5 05 2025

Bailarina nº 1

Daniela Grisel Beizaga (Peru-Espanha, contemporânea)

aquarela sobre papel, 22 x 19 cm

 

 

Sentido de espera

Daniela Grisel Beizaga (Peru-Espanha, contemporânea)

aquarela sobre papel, 27 x 19 cm

Bailarina nº 2

Daniela Grisel Beizaga (Peru-Espanha, contemporânea)

aquarela sobre papel, 22 x 19 cm

 

 

 

Agosto

Daniela Grisel Beizaga (Peru-Espanha, contemporânea)

aquarela sobre papel, 25 x 18 cm

 

 

 

A escuridão dura só três segundos

Daniela Grisel Beizaga (Peru-Espanha, contemporânea)

aquarela sobre papel, 28 x 19 cm

Último suspiro

Daniela Grisel Beizaga (Peru-Espanha, contemporânea)

aquarela sobre papel, 20 x 27 cm





Imagem de leitura: He Jiaying

4 05 2025

Moça lendo

He Jiaying (China, 1957)

nanquim e aquarela





Palavras para lembrar: Contardo Calligaris

1 05 2025

Ashley lendo, 2008

Milé Murtanovski (Canadá, 1971)

aquarela sobre papel, 56 x 76 cm

 

 

 

“Livrarias e papelarias deveriam estar juntas, pois qual é a graça de ler sem o sonho de escrever?”

 

Contardo Calligaris





Nossas cidades: Cuiabá

1 04 2025

Cuiabá

Manlio Moretto (Brasil, 1917-2013)

aquarela e nanquim