Sublinhando…

20 06 2015

 

 

Johan Patricny (Suécia 1976) Mulher lendo, 2004, aquarelaMulher lendo, 2004

Johan Patricny (Suécia, 1976)

Aquarela

www.johanpatricny.com

 

 

“Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:

não amar, é sofrer; amar, é sofrer demais!”

 

 

Menotti del Picchia (Brasil, 1892-1988) em Juca Mulato, publicado em 1917.





A missa da Capela Imperial, texto de Paulo Setúbal

4 06 2015

 

 

BRENNO TREIDLER - Rua Primeiro de Março, RJ, 1895 - aquarela - 23,3 x 35Rua Primeiro de Março, RJ, 1895

[Capela Imperial, antiga Sé, à direita]

Benno Treidler (Alemanha/Brasil, 1857-1931)

Aquarela sobre papel, 23 x 35 cm

PESP [Pinacoteca do Estado de São Paulo]

 

 

“A Capela Imperial… Ah! a mais bela coisa do Rio de Janeiro, nos começos do século passado, foram, sem dúvida alguma, as solenidades da famosa Capela. D. João VI, curiosa mistura de Rei e de frade, mandou decorá-la suntuosamente. Vieram trabalhar nela os nomes mais brilhantes da época. José de Oliveira pintou as paredes. Manuel da Cunha, o teto. Raimundo da Costa e Silva, a “Ceia”. E José Leandro, o célebre José Leandro, figura culminante do tempo, a grande tela do Altar-Mor. D. João VI, como todos os Braganças, adorava as pompas religiosas. Com generosidade de nababo, gastando às mãos cheias, el-Rei mandava buscar na Europa artistas reputadíssimos, compositores e músicos, castrati de larga fama, a fim de abrilhantar com eles as festas de sua Capela. Naquele recinto, com efeito, nos dias de gala, fremiu muita vez o gênio do padre José Maurício. Flamejou o talento magnífico de Neukomm. Ecoou a larga inspiração de Marcos Portugal. Ali, nas grandes cerimônias da religião, retumbou muita vez a voz de Mazziotti e de Tanners, os dois famosos contraltos italianos. Ali foram admirados e louvados, com grande entusiasmo para o bairrismo dos brasileiros, o tenor Cândido Inácio, que era a mais doce e a mais sonora garganta de Minas, assim como o baixo João dos Reis, cuja voz poderosa, da mais larga ressonância, fazia tremer nos caixilhos as vidraças da Capela.

Havia, portanto, razões de monta, e de sobejo, para que D. Domitila de Castro ansiasse por assistir à missa de domingo. O que mais a seduzia, porém não era, seguramente, o ir ver, entre os entalhes dourados da Capela, os painéis de José Leandro; nem escutar a música do padre mulato que enchia a Corte com a fama de seu gênio; nem tampouco ouvir a flamância de Mont’Alverne,o apregoado orador franciscano, cuja glória, que subira tão alto, começava então a crescer. O que a seduzia, o que a espicaçava mais agudamente, tornando-a tão alvoroçada por assistir àquela missa era poder — enfim um dia! — contempla a Corte bem de perto, misturar-se com orgulho às Damas do Paço, roçar por entre aquelas fidalgas emproadas, e mostrar, do alto de uma tribuna, acintosamente, as graças e os feitiços de sua mocidade e do seu fascínio.

Ah! Os requintes que pôs a perturbante senhora em se alindar para tão suspirado triunfo! As águas de cheiro! Os pós de França! As luvas de doze botões! O leque de marfim e ouro! Madame de Saissait, a modista francesa da rua do Ouvidor, preparou-lhe um vestido ousadamente bizarro, à Zamperini, moderníssimo, cor de cenoura, de corpete muito teso, com imensa e donairosa sobre-saia, caindo em ondas largas, bordado a fio de prata. E que apuro de detalhes… Desde o penteado alto, com o trepa-moleque de safiras, até o escarpim pequenino, de fivela dourada, tudo nela era encantador. E quando, diante do toucador, depois de empoada e perfumada, a cintilar de joias, D. Domitila se remirou no seu espelho de Veneza, correu-lhe a epiderme um arrepio voluptuoso, seus lábios sorriram o sorriso da vaidade. Estava magnífica! Olhos úmidos e negros, boca sangrenta, talhe ondeante, todo pluma, aqueles vinte e quatro anos, quentes, sazonados, irradiavam frescura e trescalavam juventude. “

 

Em: A Marquesa de Santos, romance histórico, Paulo Setúbal, Rio de Janeiro, Cia Editora Nacional: 1984, 12ª edição, pp, 76,77. Originalmente publicado em 1925.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

3 06 2015

 

Amaury Menezes. I0000013Paisagem urbana I, 1985

Amaury Menezes (Brasil, 1930)

aquarela sobre papel, 48 x 70 cm

Museu de Arte de Goiânia





Imagem de leitura — Heinrich Vogeler

26 05 2015

 

 

Heinrich_Vogeler_Martha_Vogeler_im_Barkenhoff_1901Martha Vogeler em Barkenhof, 1901

Heinrich Vogeler (Alemanha, 1872-1942)

Aquarela,  lápis e bico de pena sobre papel,  28 x 15 cm





Nossas cidades — Embu das Artes

11 05 2015

Ottone Zorlini - Embu - Aquarela - 18 x 24,5 cm - 1953Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Embu, SP, 1953

[Hoje museu da cidade]

Ottone Zorlini (Itália/Brasil, 1891-1967)

Aquarela sobre papel, 18 x 24 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

6 05 2015

Carlos Mancuso,aquarela s papel,27 x 30cm, ass. dt. 80Sem título, 1980

Carlos Mancuso (Brasil, 1930)

Aquarela sobre papel, 27 x 30 cm





Imagem de leitura — Alta Eliza Wilmot

9 04 2015

 

 

Alta Wilmot, moça lendo, final seculo 19Moça lendo na biblioteca, final do século XIX,

Alta Eliza Wilmot (EUA, 1852-1930)

aquarela

 





Domingo, um passeio no campo!

29 03 2015

 

ANDERSON CONDE (Brasil, MG, 1967) Cavalinho, aquarela, 1989,26x15wwwandersoncondecombrCavalinho, 1989

Anderson Conde (Brasil, 1967)

aquarela, 26 x 15 cm

www.andersonconde.com.br





Rio de Janeiro, comemorando 450 anos!

13 03 2015

 

Manuel Santiago. Paisagem do Rio de Janeiro com Palácio Monroe, óleo sobre madeira, med. 47 x 57Paisagem do Rio de Janeiro com o Palácio Monroe*

Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)

óleo sobre madeira, 47 x 57 cm

 

 

*O Palácio Monroe, uma joia da arquitetura brasileira, construção reverenciada por engenheiros e arquitetos do mundo inteiro, tombado, foi destruído para dar lugar a uma praça…  e expandir a vista para o Monumento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo.  Esta destruição, uma cicatriz na história do Rio de Janeiro, é uma das heranças cariocas do governo Geisel.

 





Imagem de leitura — Maurice Prendergast

11 03 2015

 

 

maurice-prendergast-a-woman-reading-in-the-parkMulher lendo no parque, 1897

Maurice Brazil Prendergast (EUA, 1858-1924)

aquarela sobre papel contornada por lápis, 35 x 28 cm

Metropolitan Museum of Art, Nova York