Quadrinha do bom turista

19 05 2012

Mickey, Minie e Pateta fazem turismo de ônibus, ilustração Walt. Disney.

Presença sempre bem quista,

toda vez que ele aqui vem,

Deus abençoe o turista!

– E os seus dólares também!!!

(José Ouverney)

 





Perguntas sobre o cosmos para mentes investigadoras

19 05 2012

Astronomia, ilustração de Margret Boriss [cartão postal].

A revista Smithsonian  Magazine publicou uma lista com dez das questões mais intrigantes sobre o cosmos, perguntas que os cientistas ainda não conseguiram responder, cujas respostas encontradas ainda não foram  satisfatórias.  Listo essas questões abaixo para que nós todos possamos pensar nas soluções, cada qual usando suas habilidades.  Mas ainda não sabemos as respostas certas.  Ativem suas imaginações, seus conhecimentos e mãos à obra:

1 – O que são as bolhas de Fermi?

As bolhas são enormes estruturas misteriosas que emanam do centro da Via Láctea e se expandem por aproximadamente  20.000 anos-luz ou  acima e abaixo do plano galáctico. O estranho fenômeno, descoberto pela primeira vez em 2010, é composto de emissões de super-alta energia de raios gama e raios-X , invisíveis a olho nu.

2 – A galáxia retangular

Este ano, os astrônomos avistaram um corpo celeste, a cerca de 70 milhões de anos-luz de distância, com uma aparência que é única no universo visível, formada mais ou menos como um retângulo. É a LEDA galáxia 074886.  Enquanto a maioria das galáxias tem  forma de disco, elipses tridimensionais ou bolhas irregulares, esta parece  ser retangular ou formar  um losango.

3 – Campo magnético da lua

Um dos maiores mistérios da lua: por que apenas algumas partes da crosta lunar parecem ter um  campo magnético?  Esta questão  tem intrigado astrônomos por décadas.  Seria  o magnetismo  uma relíquia de um asteroide de 120 quilômetros de largura que colidiu com o polo sul da Lua cerca de 4,5 bilhões de anos?  Ou esse campo magnético pode ser relacionado a outros pequenos, os impactos mais recentes?

Tintin no espaço, ilustração Hergé.

4. Por que os pulsares pulsam?

Os pulsares são estrelas de nêutrons distantes, que giram rapidamente.  Elas emitem um feixe de radiação eletromagnética em intervalos regulares, como um raio de um farol marítimo rotativo no litoral.   Esse fenômeno conhecido desde de a descoberta do primeiro pulsar, em 1967, ainda está sem resposta.  E a pergunta é composta: o que faz o pulsar pulsar?  E o que faz um pulsar ocasionalmente parar de pulsar?  Para voltar a pulsar centenas de dias mais tarde?  Qual a razão de uma oscilação nas correntes magnéticas de um pulsar?

5. O que é a matéria escura?

O que é exatamente essa energia escura, que compreende 70 por cento do universo? O que é a matéria escura?  A energia escura não é o único material escuro no cosmos: cerca de 25 por cento do universo é composto por outro material, totalmente separado desse, também escuro, a que chamamos matéria escura. Completamente invisível para os telescópios e ao olho humano, não emite nem absorve luz visível (ou qualquer forma de radiação eletromagnética), mas tem efeito gravitacional evidente nos movimentos de aglomerados de galáxias e estrelas individuais.

6. Reciclagem Galáctica

As galáxias se proliferam formando novas estrelas a um ritmo que parece consumir mais matéria do que elas realmente têm dentro de si. A Via Láctea, por exemplo, parece transformar, a cada ano, o equivalente a  um sol em poeira e gás, em estrelas novas, mas sem ter matéria livre suficiente para continuar com esse processo por longo prazo. Será que as galáxias reciclam gás expelido para produzirem novas estrelas?  É assim que suprem a matéria-prima que parece faltar?

7. Onde está todo o lítio?

Modelos do Big Bang indicam que o elemento lítio deve ser abundante em todo o universo. O mistério, neste caso, é bastante simples: não é abundante coisa nenhuma! Observações de estrelas antigas, formadas a partir de material semelhante ao que é produzido pelo Big Bang, revelam quantidades de lítio duas a três vezes mais baixa do que a prevista pelos modelos teóricos. Para onde foi todo o lítio?

Céu estrelado, autoria: M.D.

8. Tem alguém aí?

Em 1961, o astrofísico Frank Drake criou uma equação altamente controversa: Multiplicou toda uma série de elementos relacionados à probabilidade de vida extraterrestre [a taxa de formação de estrelas no universo, a fração de estrelas com planetas, a fração de planetas com condições adequadas para a vida, etc], isso feito,  ele chegou à conclusão que é muito provável a existência de vida inteligente em outros planetas.  As recentes descobertas de planetas distantes, que poderiam teoricamente abrigar vida, aumentaram as esperanças de detectarmos extraterrestres, se apenas continuarmos procurando.  Mas onde eles estarão?

9. Como será o fim do Universo?

Agora acreditamos que o universo começou com o Big Bang. Mas como isso vai acabar? Baseado em uma série de fatores, teóricos não têm uma única resposta.  O destino do universo pode tomar uma de várias formas diferentes. Se a quantidade de energia escura não é o suficiente para resistir à força de compressão da gravidade, o universo inteiro pode entrar em colapso em um único ponto, como uma imagem espelhada do Big Bang, conhecido como o Big Crunch.  Mas recentemente,  há indicações de que um Big Crunch é menos provável do que um Big Chill, quando a energia escura obrigará o universo em uma expansão lenta, gradual e tudo o que restar serão  estrelas e planetas mortos, pairando em temperaturas pouco acima do zero absoluto . Se a energia escura está presente o suficiente para sobrepujar todas as outras forças, um cenário de Big Rip poderia ocorrer, em que todas as galáxias, estrelas e até mesmo átomos são dilacerados.   Alguma sugestão diferente?

10. Em todo o Multiverso

Os físicos teóricos especulam que nosso universo pode não ser o único de sua espécie. A ideia é que o nosso universo existe dentro de uma bolha, universos alternativos e vários estão contidos dentro de suas próprias bolhas distintas. Nestes outros universos, as constantes-  e mesmo as leis da física, podem diferir drasticamente daquilo que conhecemos. Apesar da semelhança da teoria à ficção científica, os astrônomos estão agora à procura de evidências físicas que poderiam indicar colisões com outros universos.





Quadrinha dos castelos de areia

18 05 2012

Sereia, ilustração de Maurício de Sousa.

Fazer castelos na areia

é um passatempo excelente

para esperar a sereia

surgir no mar de repente!

(Amilton Maciel Monteiro)





Palavras para lembrar — William Phelps

17 05 2012

Retrato de uma dama com livro, s/d

Andrea Appiani (Milão, Itália, 1754 – 1817)

óleo sobre tela, 98 x 80 cm

Casa de leilões Dorotheum

“Divido  todos os leitores em duas classes: aqueles que leem para lembrar e os que leem para esquecer”.

William Phelps





Quadrinha infantil da boa mãe porquinha

17 05 2012

Porquinhos na lama, ilustração M&W editores.

Ralhando com seus porquinhos

a porca, mãe exemplar,

vendo-os, assim, bem limpinhos…

– já pro barro se sujar !!!

(Amália Max)





Imagem de leitura — Danuta Muszynska Zamorska

17 05 2012

Menina lendo, 1984

Danuta Muszynska Zamorska (Polônia, 1931)

óleo

http://muszynska.prv.pl/

Danuta Muszynska Zamorska –  nasceu em 1931 na Polônia onde estudou na Academia de Belas Artes de Lotz com especialização em tecelagem.   Completou  um mestrado na Academia de Belas Artes de Poznad.    Inicialmente sua dedicação era em três áreas: pintura, desenho e fotografia. Mas em 1998 mudoou-se para o estado de Maine nos Estados Unidos, onde descobriu uma nova paixão: a gravura.  Por cinco anos, de 1999 a 2004 estudou e se dedicou à gravura com técnicas non-tóxicas com a direção de Elizabeth Dove e Susan Groce.  Aprendeu também a arte da encadernação com Siri Beckman e a da gravura em metal com Heiki Seppa.  Especializou-se no retrato e na pintura de crianças. Atualmente mora e trabalha no estado de Oregon, na costa oeste dos Estados Unidos.





O mundo geek se agita: seríamos uma imagem holográfica?

16 05 2012

Origami, década de 1990

Yuli Geszti (Hungria, 1953- no Brasil desde 1957)

acríica sobre tela, 80 x 80 cm

Para quem se interessa por ficção científica, sugiro a fascinante entrevista na revista Wired : Theoretical Physicist Brian Greene Thinks You Might Be a Hologram,  [Brian Greene, o teórico da física, acredita que você possa ser um holograma] com  Brian Greene autor de The Fabric of the Cosmos, livro que serviu de base para o programa da televisão pública nos Estado Unidos [PBS], com o mesmo título.  Sem deixar de lembrar o quanto essas ideias são difíceis de ser entendidas, até mesmo por físicos que trabalham com isso no dia a dia, Brian Greene explicou que só levou adiante as pesquisas de Leonard Susskind e Gerard’t Hooft , que ao considerarem  alternativas para o que acontece com informações que entram nos buracos negros, desenvolveram a ideia de que  o objeto que cai num buraco negro pode ser representado por dados em duas dimensões.  Brian Greene então  questionou se o reverso também não seria verdadeiro.

No programa televisivo The Fabric of the Cosmos Brian Greene considera algumas das propostas da física moderna que têm estranhas características, mas que são de fato ideias que com base sólida na pesquisa matemática e em dados tirados da observação.  Entre essas estão a definição do que é o tempo, um conceito que afeta toda a nossa vida mas do qual sabemos pouco;  o conceito de espaço, isso tudo que nos cerca;  comunicação entre objetos distantes entre si; ele aborda também a mecânica quantum e como ele mesmo diz, o que ainda pode ser considerado mais revolucionário, o conceito de que o nosso universo não seja único e sim parte de um grupo de universos a que se dá o nome de multiverso.

Perguntado sobre suas preferências no mundo da ficção científica, Brian Greene listou Isaac Asimov como seu autor favorito, seguido de  Ray Bradbury.  Ele prefere a ficção científica que tem a verdadeira ciência como base e aconselha escritores de ficção cientifica para manterem-se o mais próximo possível dos conhecimentos científicos, deixando que a própria ciência oriente o desenvolvimento da história.  “Mude o que for necessário só sobre aquilo que está às margens do conhecimento.  No caso em particular do buraco negro modifique a realidade, dê asas à imaginação na beiras do conhecimento para fazer a história se desenvolver, mas mantenha o que já se sabe da ciência intacto.  Este sim seria um objetivo construtivo.”

Sobre os universos paralelos – realidades tão presentes nos dias de hoje na ficção científica – Brian Greene, que se dedicou ao assunto no livro The Hidden Reality, garante que seria muito difícil viajar de um universo ao outro, mesmo com a possibilidade de haver mais que um universo paralelo, como por exemplo, o universo paralelo previsto pela mecânica quantum que difere substancialmente daquele previsto pela cosmologia, ou ainda a versão da teoria das cordas.

Se você lê em inglês e tem interesse em ficção científica, sugiro que clique no link do artigo citado acima. E  ainda que acompanhe o vídeo com o debate do 11º  Isaac Asimov Debate que coloco aqui abaixo, lembrando que leva quase 2 horas.  Bom proveito!





Quadrinha do dizer sem pensar

16 05 2012

Elefante falando com girafa, Ilustração Maurício de Sousa.

A mais grave das ofensas
quase sempre tem raízes
quando dizes o que pensas
ou não pensas no que dizes.

(Izo Goldman)





Visita, poesia infantil de Ribeiro Couto

16 05 2012

Ilustração de meados do século XX, sem indicação de autor.

Visita

 

Ribeiro Couto

 –

Um raio de sol atravessa a janela.

alegria entrou com esse raio de sol.

Como está claro agora o meu quarto de doente!

 –

Se eu fosse um  raio de sol não desceria a um

quarto de doente.

Iria para aquela nuvem que vai passando lá

longe,

aquela nuvenzinha branca no céu azul,

para viajar com ela, para ser feliz…

 –

Entretanto, fica, raio de sol.

Espera um momento, raio de sol…

Meu raio de sol…

Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto (Santos, 12 de março de 1898 — Paris, 30 de maio de 1963), mais conhecido simplesmente como Ribeiro Couto, foi um jornalista, magistrado, diplomata, poeta, contista e romancista brasileiro.  Foi membro da Academia Brasileira de Letras desde 28 de março de 1934 (ocupando a vaga de Constâncio Alves na cadeira 26), até sua morte.

Obra

Poesia

O jardim das confidências (1921)

Poemetos de ternura e de melancolia (1924)

Um homem na multidão (1926)

Canções de amor (1930)

Noroeste e alguns poemas do Brasil (1932)

Noroeste e outros poemas do Brasil (1933)

Correspondência de família (1933)

Província (1934)

Cancioneiro de Dom Afonso (1939)

Cancioneiro do ausente (1943)

Dia longo (1944)

Arc en ciel (1949)

Mal du pays (1949)

Rive etrangère (1951)

Entre mar e rio (1952)

Jeux de L’apprenti Animalier. Dessins de L’auteur. (1955)

Le jour est long, choix de poèmes traduits par l’auter (1958)

Poesias reunidas (1960)

Longe (1961)

Prosa

A casa do gato cinzento, contos (1922)

O crime do estudante Batista, contos (1922)

A cidade do vício e da graça, crônicas (1924)

Baianinha e outras mulheres, contos (1927)

Cabocla, romance (1931);

Espírito de São Paulo, crônicas (1932)

Clube das esposas enganadas, contos (1933)

Presença de Santa Teresinha, ensaio (1934)

Chão de França, viagem (1935)

Conversa inocente, crônicas (1935)

Prima Belinha, romance (1940)

Largo da matriz e outras histórias, contos (1940)

Isaura (1944)

Uma noite de chuva e outros contos (1944)

Barro do município, crônicas (1956)

Dois retratos de Manuel Bandeira (1960)

Sentimento lusitano, ensaio (1961)





Palavras para lembrar — Stan Barstow

15 05 2012

Leitura na cama, 1935

Josep de Togores i Llach (Espanha, 1892-1970)

óleo sobre tela

“O mundo pode estar cheio de escritores de quarta categoria mas também está cheio de leitores de quarta categoria”.

Stan Barstow