Imagem de leitura — Curt Herrmann

21 06 2012

Sophie Herrmann lendo

Curt Herrmann (Alemanha, 1854-1929)

óleo sobre tela

Hugo Curt Herrmann nasceu em Merseburg, em Saale, em 1854.  Deixou a escola secundária em 1873 e foi estudar arte no ateliê de Carl Steffeck, onde foi colega de outros pintores alemães que viriam a ser conhecidos: Max Liebermann e Hans von Marée.  depois de terminar seus estudos na Academia de Belas Artes de Munique passou a ser principalmente retratista.  Em 1893, mudando-se para Berlim, abriu uma escola de desenho para moças, que manteve por dez anos. Aos poucos foi se interessando pela pintura decorativa e através do pintor Henry van de Velde, acabou entrando para o círculo de pintores neo-impressionistas.  Teve um papel importante nas artes visuais de Berlim. Grande retrospectiva de seu trabalho foi feita quando completou 70 anos e hoje ainda há um museu dedicado às suas obras.  Faleceu em 1929.





Manhã de chuva, poesia infantil de Murilo Araújo

20 06 2012

Cartão postal francês, ilustração de Margret Boriss.

Manhã de chuva

Murilo Araújo

Chove; chove e choveu a noite inteira.

A vidraça está cheia de pinguinhos;

a água chora cantando na goteira…

Que dó dos passarinhos!

Quanto vento! Que frio! Chove tanto…

As roseiras estão que é só espinhos.

As florinhas deviam ter um manto:

Que pena dos raminhos!

E agora, quando a chuvarada arrasa,

passam meninos pobres nos caminhos.

E agasalha tão bem a nossa casa…

Façam entrar depressa os pobrezinhos!

Em: Poemas completos de Murilo Araújo, Rio de Janeiro, Irmãos Pongetti:1960





Palavras para lembrar — Gilbert K. Chesterton

20 06 2012

O livro de recordações, 1899

Frank Dadd (Inglaterra, 1851- 1929)

óleo sobre tela

“Um cômodo sem livros é como um corpo sem alma”.

Gilbert K. Chesterton





Pensando o espaço urbano verde: uma fazenda no telhado!

20 06 2012

O plantio no telhado, Brooklyn, NY.

Em março deste ano uma fazenda de 11.100 m² começou a ser construída no último piso  de um edifício no burgo de Brooklyn, na cidade de Nova York: Sunset Brooklyn Park.  Essa será a maior fazenda suspensa – no telhado – do mundo.  Trata-se de uma estufa hidropônica, projeto das companhias Bright Farms, e Salmar Properties L.L.C. Os planos são para a produção de 500.000 quilos de produtos locais por ano: tomates, alfaces, ervas e condimentos.

O edifício com as estufas hidropônicas projetadas.

A fazenda  ocupa o  último piso do Edifício Federal , rebatizado de Liberdade, que tem oito andares e um total de 123.000 m²  construídos. O design visionário faz parte do plano da administração Bloomberg para revitalizar a zona portuária-industrial de Brooklyn.

Plantas na parte da fazenda-telhado em estufas.

A fazenda-telhado vai ajudar a revitalizar o edifício e revolucionar a produção de produtos alimentícios local. Nela serão plantados o suficiente para satisfazer as necessidades de consumo de legumes frescos para aproximadamente 5.000 nova-iorquinos, além de criar empregos.

Fazenda-telhado em Brooklyn.

Também evitará que sete milhões e meio de litros de água da chuva de entrar no sistema de água da cidade sem ter trazido qualquer benefício ao publico em geral.  Ao eliminar a extensão e complexidade da cadeia de abastecimento produto, esta quinta vai crescer e produzir o que há de  mais fresco, mais saboroso e mais sustentável, para consumo local ao invés de trazer de outros locais do país produtos para o consumo diário.





Quadrinha do meio ambiente

20 06 2012

Floresta, ilustração de Sérgio Bastos.

Busque enfrentar desafios,

preserve a mãe natureza:

— Nossa flora, fauna e rios,

fontes de nossa pureza.

(Joamir Medeiros)




Quadrinha sobre o teatro

19 06 2012

Crianças no palco, autoria desconhecida.

No teatro iluminado,
o bom ator se angustia,
ao ver entre o cortinado
uma platéia vazia.

(Antônio V. Ruffato)





Pequiri, descrição, de J. B. Mello e Souza, do livro Majupira

19 06 2012

Paisagem, s/d

Omar Pelegatta (Brasil, 1925-2000)

óleo sobre eucatex, 34 x 26cm

Só então conseguiu observar bem o aspecto do vilarejo onde estava.

O Pequiri consta, na realidade, de uma única rua e de uma pequena praça. A rua, na maior parte da sua extensão, só tem casas de um lado, visto que o outro é ocupado pelo leito da estrada de ferro.  Em consequência dessa disposição ingrata, as casas, em sua maioria, dão fundos para a montanha, rude maciço de impressionante altura. Em frente à pequena capela do povoado fuçava a praçazinha, que bem quereria ser retangular e plana, mas que não realizava a contento nenhum desses louváveis propósitos. À esquerda da via férrea havia algumas casas, construídas onde foi possível  obter área bastante para elas.Tais edificações, eretas à borda do precipício, apresentavam a singularidade de serem térreas na parte da frente, e de grande altura na nos fundos, o que se explica pelo brusco declive do terreno.

“Como se teria formado uma povoação nestas grimpas?” interrogava o jovem médico a seus botões. “Uma enxurrada mais violenta bem pode arrastar essas casas e precipitar os escombros no abismo. Seria prudente criar naquela topografia absurda, naquele desconforto, um estabelecimento destinado a grande atividade e futuro?

Mas… por outro lado, que pureza de ar! que limpidez de céu! que brisa agradável! Montanhas enormes e plácidas, cobertas de vegetação espessa, fechavam o horizonte ao oriente. Uma escarpa mais elevada que todas, e separada das demais por profundas grotas, atirava-se para o alto na ânsia temerária de escalar o azul.

Em compensação, abria-se do lado oposto, o imenso vale do rio Paraíba do Sul, ondeando de colinas verdejantes, até a serrania da Bocaina, muito longe, para o lado do nascente.

Que pureza de ar! que limpidez de céu! que brisa agradável! O gorjear da passarada harmonizava-se bem com o murmúrio da água, cascateando nas grotas, por toda a parte. Certamente, não se poderia encontrar mais serena estância para o corpo e para o espírito! Bem inspirado aquele que se lembrou de localizar ali um centro de estudo, e de trabalho benfazejo!”

Em: Majupira (romance brasileiro da atualidade, 1930-1934), J. B. Mello e Souza, São Paulo, Saraiva:1949.  Capítulo: Pelo Caminho dos Bandeirantes.





Imagem de leitura — Ipolit Strambu

19 06 2012

Moça sentada, 1930

Ipolit Strambu (Romênia, 1871-1934)

óleo sobre tela

Ipolit Strambu nasceu em Baia de Aramă, no condado de Mehedinţi, na Rumênia, em 1871.  Teve sua educação artística na Escola de Belas Arte de Bucareste onde estudou com G. D. Mirea entre 1891-1895. Ganhou uma bolsa de estudos que o levou a estudar pintura em Munique na Alemanha, na Academia de Real de Belas Artes na Bavaria  entre 1896- 1901.  Na primavera de 1901 retornou ao seu país natal, estabelecendo-se em Bucareste, onde permaneceu, trabalhando até seu falecimento em 1934.

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Um gato chinês, poesia infantil de José Paulo Paes

19 06 2012

Gato com olhos cor de mel, ilustração Ditz.

Um gato chinês

José Paulo Paes

Era uma vez

Um gato chinês

Que morava em Xangai

Sem mãe e sem pai

Que sorria amarelo

Para o rio Amarelo

Com seus olhos puxados

Um para cada lado

Era uma vez

Uma gato mais preto

Que tinta nanquim

De bigodes compridos

Feito mandarim

Que quando espirrava

Só fazia “chim”!





Palavras para lembrar — Abraham Lincoln

18 06 2012

Graça lendo na baía de Howth, c. 1900

Sir William Orpen (Irlanda, 1878-1931)

óleo sobre tela

“Os livros servem para mostrar a um homem que os pensamentos originais que teve não são, afinal de contas, tão novos”.

Abraham Lincoln