–
–
Vovó Donalda perde a paciência, ilustração Walt Disney.
–
Paciência é uma virtude
que se tem, mas que se gasta
quando se toma a atitude
de, para alguém, dizer: – Basta!
–
(Antônio José Barradas Barroso)
–
–
–
Paciência é uma virtude
que se tem, mas que se gasta
quando se toma a atitude
de, para alguém, dizer: – Basta!
–
(Antônio José Barradas Barroso)
Bela lendo uma carta
Chobunsai Eishi ( Japão, 1756-1829)
Pintura em rolo para pendurar:
Tinta, cor, folhas de prata e ouro, sobre seda
92 x 31cm
Leilão Christie’s, Nova York, 2010
–
Chobunsai Eishi nasceu em 1756 filho mais velho de um samurai oficial Edo da família Hosoda. Estudou com Kanô Michinobu e serviu como pintor da corte shogun por alguns anos. Como muitos artistas japoneses seu nome é um pseudônimo artístico. Eishi lhe foi dado pelo shogun Tokugawa leharu, enquanto que seu nome artístico Chobunsai, também usa o símbolo sai (斎) com o significado de estúdio, como fizeram muitos outros artistas japoneses: Hokusai, Kôryusai, Keisai Eisen and Ichiryusai Hiroshige. Em 1780, aos 24 anos, sua arte teve uma reviravolta: ele deixou de pintar para a elite, passando a se dedicar ao ukiyo-e. Seu estilo tem elementos distintos refinados e cheios de graça, com belezas graciosas, altas e esbeltas. A partir de 1798 ele desiste da gravura e passa praticamente só a pintar. Morreu em 1829.
–
A todos os amigos da Peregrina, um muito obrigada pela amizade, pela assiduidade dos nossos encontros e o desejo de que tenham um Feliz Dia do Amigo! Sinto-me honrada com a sua amizade, com as suas visitas e com sua fidelidade! Meu carinho vai para todos!
–
–
Na corda bamba da vida
meu equilíbrio anda perto
de descobrir a medida
entre um tombo e um passo certo.
–
(Alba Christina)
–
–
O livro de bolso azul, 2009
Oksana Grineva (Rússia, radicada nos EUA)
óleo sobre tela, 60 x 75 cm
–
–
Bell Hooks
–
–
Galo
Darel Valença Lins (Brasil, 1934)
gravura [água-forte]
–
–
Rachel Jardim
–
Chamava-se Darel porque os pais estavam acompanhando um filme em série, em que o mocinho se chamava Darel. Só que pronunciavam, é claro, Darél, e não Deirel. Também Deirel não teria lhe assentado, com aquele sotaque nordestino.
Naquela época eu andava meio solta aqui no Rio. Minhas raízes ainda estavam muito em Minas. Por aqui, vagava como alma penada, mais do que existia. (Aliás, vagar sempre foi a minha tendência. E o existir era tão dentro, que ficava imperceptível.) Conheci Cláudio Correia e Castro, menino, em Juiz de Fora. Murgel pelo lado da mãe, primo de Kalma. Por esse tempo ele pintava, ou melhor, gravava. Suas gravuras tinham um pouco da atmosfera de Van Gogh. Lembro-me nitidamente de um par de botinas. Tão solitárias!…
Num domingo, fui ao seu atelier. Ele me apresentou a Darel e também a um rapaz magro, com cara de anjo perdido, chamado Marcelo Grassman. Fisicamente, era o oposto de Darel. Este, não devia ser muito bem alimentado, mas parecia. O outro dava para ilustrar um quadro sobre a fome.
Cláudio emprestava o seu estúdio para os dois trabalharem, pois ambos, vindos de fora, estavam na fase da sobrevivência.
Darel, quando apareci, desenhava no chão. Eu olhei as gravuras e disse: ” Humilhados e Ofendidos, não é?” Ele levantou os olhos: “Você reconhece?” Claro que reconhecia. Elas estão na minha parede: “De Darel para Rachel”.
Eu tinha paixão por Goeldi. Darel sofria fortemente a sua influência. Mas ao contrário de Goeldi, fisicamente não se parecia como que desenhava (há pintores e escritores que são idênticos, na própria aparência, ao que fazem. Nada mais parecidio com Murilo Rubião do que os seus próprios personagens). Era atarracado, vital, corado, muito mais Sancho Pança do que Dom Quixote. Percebia-se logo a firme determinação de vencer, a que preço fosse. Venceu o talento, mas nunca teria perdido, mesmo sem talento.
Acho que Darel jamais me entendeu muito bem. Não há muita coisa em comum, creio, entre mineiros e nortistas. Mas ficamos amigos. Espantoso como é que naquele tempo, quando passava fome, jamais teve pinta de pobre. Marcelo Grassman parecia miserável. Darel usava sempre uma jaqueta tipo cardigan, meio gasta, que tinha sido de Cláudio, com calças de flanela cinza, também herdadas. Entraria, tranquilamente, no Country. Suas origens, entretanto, eram as mais modestas. Tinha vocação para rico e “bem”. “Bem” já era, rico ficou. (“Bem”, expressão que aprendi na Faculdade Católica da rua São Clemente. Ali todos eram. Para muitos, era a mais importante condição existencial.)
Ele me dizia coisas engraçadas: “Quando criança, chamava minhas figuras de kalungas.” (Anos mais tarde me falou: “Viu, ganhei dinheiro com os kalungas”…) Ou “Não, não gosto dessa espécie de religião sofisticada, tipo Mosteiro de São Bento. Religião, gosto mesmo, bem simplesinha, filhas de Maria, procissões ‘No céu triunfarei’, etc”… E falando de um padre conhecido: “Ele é desses tipos de padre que têm sempre, a respeito de Deus, uma frasezinha de algibeira…”
Anos depois, quando estava para me desquitar, fui falar com um padre. Disse-lhe que não acreditava em Deus. Ele respondeu:
— Mas Deus acredita na senhora… (como é que ela sabia?) Lembrei-me das frasezinhas de algibeira de Darel e comecei a rir.
Quando Darel tirou primeiro lugar na bienal de São Paulo, quando lhe deram uma sala inteira para expor, fiquei orgulhosa de ter reconhecido nos seus “kalungas” as figuras de Aliocha, Nelly e Natacha. Era fácil. Naquela época, quando eu lia Dostoiewski, sentia febre. Senti muita febre nos anos 40.
–
–
Em: Os anos 40 (A Ficção e o Real de uma Época), de Rachel Jardim, Rio de Janeiro, Livraria José Olympio: 1973.
–
–
O Salão de Paris, 1879
Camille Léopold Cabaillot Lassalle (França, 1839- 1881 ou 1888 [data de morte incerta]
óleo sobre tela, 67 x 90 cm
–
Camille Léopold Cabaillot Lassalle nasceu na França em 1839. Pintura de gênero. Data de falecimento incerta, 1881 ou 1888. [Nenhuma outra informação biográfica foi encontrada].
–
–
John William Waterhouse (Inglaterra, 1849-1917)
óleo sobre tela, 98 x 67 cm
Royal Academy of Arts, Londres
–
–
Manuel Bandeira
–
–
O rei atirou
Seu anel ao mar
E disse às sereias:
— Ide-o lá buscar,
Que se não o trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!
–
Foram as sereias,
Não tardou, voltaram
Com o perdido anel.
Maldito o capricho
De rei tão cruel!
–
O rei atirou
Grãos de arroz ao mar
E disse às sereias:
— Ide-os buscar,
Que se não os trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!
–
Foram as sereias,
Não tardou voltaram,
Não faltava um grão.
Maldito o capricho
Do mau coração!
–
O rei atirou
Sua filha ao mar
E disse às sereias:
— Ide-a lá buscar
Que se a não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!
–
Foram as sereias…
Quem as viu voltar?…
Não voltaram nunca!
Viraram espuma
Das ondas do mar.
–
–
–
Em: Poesias reunidas da vida inteira, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, Livraria José Olympio: 1979: 7ª edição
–
–
Historiadora da arte: Ladyce West
www.peregrinacultural.wordpress.com
–
De 1º de agosto a 3 de outubro- Quartas-feiras às 15 horas
Clube dos Marimbás Pça. Cel. Eugênio Franco, 2 – Posto 6 –
Copacabana, Rio de Janeiro, RJ – CEP: 22070-020
Inscrições, lugares limitados.
Tels.: (21) 2267-5151 | (21) 2267-5152 | (21) 2227-1115
–
–
Moça de blusa listrada, s/d
Juan Ardohain (Argentina, 1963)
–
Juan Ardohain nasceu em 1963 em Buenos Aires na Argentina. Por volta de 1982, começou seus estudos de veterinária da Universidade Nacional de La Plata. Em, 1990 mudou-se para São Vicente, onde passou a exercer sua profissão, na qual se mantém até hoje. Em 1992, começou a pintar, autodidata., desde 1994 expõe seus trabalhos nas galerias locais e do resto do país. Trabalha em sua pintura todos os dias em um pequeno estúdio localizado na parte de trás do seu consultório de veterinária em São Vicente.