Diferentes padrões na Wikipedia corfirmam a nossa ignorância

2 01 2014

Alfred Lambart - Juliet, Daughter of Richard H....Juliet, filha de Richard H. Fox de Surrey, 1931

Alfred Lambart (Inglaterra, 1902- 1970)

óleo sobre tela, 137 x 137cm

Laing Art Gallery, Newcastle-upon-Tyne, GB

O terceiro-mundismo das ideias no Brasil é aparente nas entradas da Wikipedia em português.  Muitas das definições e explicações na Wikipedia de assuntos internacionais, de história, literatura, arte, cultura em geral – exceto é claro a cultura televisiva e cinemática, em português, são pobres, falham nos detalhes, na significância do que se está procurando.  Os ensaios traduzidos são cortados e não dão detalhes já existentes em inglês ou em francês, ou em qualquer outra língua.

Não conheço a razão para essa diferença entre os textos em português e os de outras línguas. Mas vou dar o meu palpite.  Como exemplo mostro o que finalmente me irritou o suficiente para alavancar essa postagem:

Imperador Romano Marco Aurélio.

Em português temos aproximadamente uns 10 parágrafos sem qualquer referência às suas famosas Meditações. Na verdade elas não são nem mencionadas no parágrafo sobre influências desse imperador. Em inglês temos acima de 70 (parei de contar em 70) parágrafos, com extensa explicação sobre seu governo, sua contribuição literária, histórica, filosófica. Lendo a enciclopédia em português temos a impressão de que esse imperador não teve grande importância no desenvolvimento do império que tanto defendeu.

Mas, pior ainda, sua influência no destino do pensamento ocidental não é mencionado em português. Sua influência nas artes — no verbete em português — resume-se à estátua no Capitólio que influenciou estátuas equestres na Renascença. Além disso, aprendemos sobre sua influência no cinema. Não sobre sua influência filosófica na arte cinematográfica, mas sua “presença” na indústria, como no  filme de 1964 A queda do Império Romano; no filme Gladiador de 2000 – “ o papel de Marco Aurélio sendo desempenhado por Richard Harris”, e também aprendemos que Marco Aurélio é citado pelo personagem Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes, de 1991. A pessoa que escreveu esse verbete da Wikipedia não teve nem a curiosidade de se perguntar o motivo de Hannibal Lecter citar Marco Aurélio.  Se o fizesse talvez tivesse aprendido sobre a obra literária do imperador romano. No entanto, em nenhum momento na descrição da importância de Marco Aurélio fala-se da obra Meditações. A versão em português de suas Meditações que são até hoje estudadas por serem um dos grandes livros sobre liderança, uma obra marcante no desenvolvimento da cultura ocidental tem outro nome.  Meditações de Marco Aurélio, agora são conhecidas em português como O Guia do Imperador, tradução direta do inglês The Emperor’s Handbook.  Mas, espera aí, do inglês? Importante notar que a tradução publicada — nas livrarias no momento —  foi feita do inglês e não do latim.  O latim é uma  língua muito mais próxima à nossa (outro mistério que mostra a nossa pobreza intelectual).  Então temos uma tradução de uma tradução.  Por si só isso  já representa um desvio do original de uma obra considerada excepcional.  Ela constitui a expressão máxima do estoicismo, doutrina grega, trazida para os países do império romano (onde devo lembrar se encontram as raízes culturais brasileiras) pelos historiadores romanos.  Dentre os pensadores estóicos além de Marco Aurélio temos Sêneca, Cleanto, “o estóico”.

Essa diferença de tratamento em verbetes tais como esse limita o horizonte do estudante brasileiro;  a compreensão do cidadão curioso sobre história; dá um tiro no pé na cultura nacional.  Se alguém quisesse, por exemplo, checar a razão do personagem Hannibal Lecter do filme O Silêncio dos Inocentes citar Marco Aurélio,  encontraria a resposta?  Esse desleixo com a informação que chega ao grande público é a expressão clara do preconceito social reinante na nossa terra, retrato da crença de que o “brasileiro que se interessa por isso lê em outra língua”.  Por que?  Por que ser obrigado a ler em outra língua?  É a antiga separação de classes entre os letrados e o iletrados, entre os doutores e o público, os estudantes, os não-iniciados; que educação é coisa para a elite. É essa atitude que mantém até hoje milhões de brasileiros na docilidade da ignorância.  É o retrato preciso da vergonha nacional.





Quadrinha do nosso destino

2 01 2014

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Pato Donald pronto para desistir, ilustração de Walt Disney.

Sábia lição aprendi,

desde os tempos de menino:

— Na vida, somos autores

do nosso próprio destino.

(Célio Meira)





O que você faz para ser feliz?

1 01 2014
Blessing_fu
Símbolo chinês da felicidade

Feliz Ano Novo!

 A felicidade… Sua busca está na moda.

Estudos em neurologia, sociológicos e de direito examinam, no mundo inteiro, neste preciso momento, o que é a felicidade.  E mais, se é um direito do indivíduo. Termos chegado a esse debate representa um passo enorme na história da humanidade: um  módico dos direitos humanos foi alcançado por uma parte significativa da população mundial ou não estaríamos a discutir com tanto ardor um sentimento tão completamente subjetivo.

A música de Clarice Falcão “O que você faz para ser feliz?” usada recentemente como jingle para o anúncio de um supermercado na televisão, revela um importante conhecimento, mesmo com seu jeitinho de cultura pop: a felicidade, como a beleza, está nos olhos de quem vê, ou nesse caso, de quem sente. Ela depende exclusivamente de você. Daquilo que você escolhe, do que você constrói.  Ela requer autoconhecimento e auto-aceitação. Ela está presente, aí dentro de você. É preciso só despertá-la…

Que 2014 lhe traga o autoconhecimento necessário à sua felicidade.





Feliz Ano Novo!

31 12 2013

Reynaldo Manzke ( Noite na praia) aquarela com votosLago à noite, sem data

Reynaldo Manzke (Brasil, 1906-1980)

aquarela e guache sobre papel

Coleção Particular





Domingo, um passeio no campo!

29 12 2013

MANOEL FARIA - Paisagem - Óleo sobre tela - 25 x 36Paisagem, s.d.

Manuel Faria (Brasil, 1895-1980)

óleo sobre tela, 25 x 36 cm





Flores para um sábado perfeito!

28 12 2013

Esthergilda Menicucci, Flores, 1986, 60 x 60 cm – OSTCMFlores, 1986

Esthergilda Menicucci (Brasil, 1938 )

óleo sobre tela colado em madeira, 60 x 60 cm





Imagem de leitura — Augustin Rouart

26 12 2013

Augustin Rouart (França, 1907-1997) Criança com anjos, 1949,tempera sobre tela, 64 x 80, museu dos anos 30, parisCriança com anjos, 1949

Augustin Rouart (França, 1907-1997)

têmpera sobre tela, 64 x 80 cm

Museu dos anos 30, Paris





Feliz Natal! Paz e amor aos homens de boa vontade!

24 12 2013

DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914-1979) Fuga para o Egito, 1967, ost, 100x81Fuga para o Egito, 1967

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)

óleo sobre tela, 100 x 81cm





Domingo, um passeio no campo!

22 12 2013

Virgílio Della Mônica (Brasil, 1889-1957) 1953 PaisagemÓleo sobre placa28 x 36 cmPaisagem, 1953

Virgílio della Monica (Brasil, 1889-1957)

óleo sobre placa de madeira, 28 x 36 cm





Flores para um sábado perfeito!

21 12 2013

Diptico de Marcelo Hubner 2011 - SeisFlores no jornal, 2011

[Díptico]

Marcelo Hubner (Brasil, 1969)

acrílica sobre tela