George Zlotescu (Romênia, 1906-1983)
óleo sobre tela
“A leitura é a maior das amizades.”
Marcel Proust
George Zlotescu (Romênia, 1906-1983)
óleo sobre tela
Marcel Proust
Dança no Moulin de la Galette, 1876
Pierre Auguste Renoir (França, 1841-1919)
Óleo sobre tela, 131 x 175 cm
Musée d’Orsay, Paris
Hoje dando uma olhadinha na página do Facebook de um dos meus blogs preferidos, o do Mariel Fenandes, achei a seguinte frase:
Na quarta-feira eu tinha acabado de conversar com algumas amigas justamente sobre isso. Mas eu falava da pintura figurativa. Ela jamais acabará, como muitos imaginaram logo depois da Segunda Guerra Mundial. Ela não vai acabar porque cada pintor vê as coisas de maneira única e diferente. Cada qual vê as coisas como eles são.
DETALHE: Dança no Moulin de la Galette de Auguste Renoir, 1876.Assim o quadro acima, do pintor francês impressionista Auguste Renoir, um dos mais conhecidos emblemas da pintura impressionista francesa, mostra uma festa, uma dança em um dos locais populares de Paris dos últimos anos do século XIX. O local não era frequentado por pessoas ricas. Era de fato frequentado por jovens mulheres, trabalhadoras, costureiras, lavadeiras, passadeiras, e demais profissionais de serviço, que precisavam fazer um dinheirinho extra e, no mínimo, dançavam por música. Mas a cena acima nos dá a impressão de uma grande festa, de uma sociedade feliz e sem divisões de classes sociais. Há homens de chapéu de palha, de cartola, de chapéu coco e mulheres com belos vestidos coloridos. Todos se olham, todos sorriem e exalam uma sensualidade comedida. Namoricos aparecem em pleno desabrochar. Montmartre, na época, onde está localizado até hoje o Moulin de la Galette, era um bairro decadente e pobre, que havia sofrido muito com a revolta civil, que tomara o governo por 3 meses em 1871, chamada de Comuna de Paris. Mas a tela de Renoir não demonstra nenhum sinal de uma vida pobre. Muito pelo contrário, o status social de cada um é irrelevante. O que importa é a festa, a alegria, a camaradagem. Renoir quis ver a vida assim.
Moulin de la Galette, 1877
Federico Zandomeneghi ( Itália, 1841-1917)
Óleo sobre tela, 80 x 120 cm
Coleção Particular
O pintor italiano Federico Zandomeneghi toma o lado oposto da visão. Cuidadosamente pinta, um ano depois de Renoir, o mesmo local. Desta vez vemos o Moulin de la Galette do lado de fora, na entrada. Aí, diferente da imagem que temos de Renoir, vemos uma fila de mulheres cansadas, entrando no estabelecimento em fila, umas se apoiando às outras. Mais mulheres do que homens. Vestidos escuros, do dia a dia de trabalho; uma rua mais ou menos abandonada, com cachorros de rua vagando a esmo. As cores são menos alegres. Temos, na verdade, o retrato de pessoas resignadas a mais umas horas de trabalho.
DETALHE: Moulin de la Galette, de Federico Zandomeneghi, 1877.
Onde esta a realidade?
Não sabemos. Porque ela está conosco. Nossas preferências irão nos aproximar mais de um pintor do que do outro. Não há verdade. Não há uma única realidade.
Ilustração de T. Corbella.
Não vem dos nossos rivais
a ingratidão que exaspera.
— Geralmente a que dói mais
vem de quem menos se espera.
(Severino Uchôa)
Berthe Morisot (França, 1841-1895)
óleo sobre tela, 55 x 84 cm
Coleção Particular
—
Julie Manet é a filha única da pintora Berthe Morisot e Eugène Manet, irmão do pintor Édouard Manet.
Vaso para tulipas [Tulipeiro],1694
Adriaen Kocks ( Holanda, ? – 1701)
Faiança de Delft, 147 cm altura
Coleção da Coroa Britânica
São nove partes hexagonais separadas, com compartimentos separados para água. Cada uma delas possui seis cabeças de animais com as bocas abertas, formando uma floreira por onde uma tulipa ou qualquer outra flor seria enfiada. Entre o pedestal e a coluna de vasos seis vacas sustentam a coluna. Dois lados da base têm o retrato de William III. Esses vasos eram usados para decorar as lareiras nos meses da primavera e do verão quando o fogo não estava aceso.
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885-1962)
óleo sobre tela
PESP –Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP
Renato Travassos
Um delicioso anseio me atordoa,
Netas lindas manhãs de primavera;
Em mim não me contenho, pois quisera
ter asas para voar sem rumo, à toa!
Os olhos pondo na azulada esfera,
Toda ave invejo que, liberta, voa:
Como seria, sendo livre, boa
A vida que me prende e desespera!
Nestas manhãs de luz maravilhosas
Em que sorrindo, desabrocham rosas,
Quem me dera dispor de duas asas, —
Para, contente, voar do vale à serra;
Para, louvando o que existir na terra,
A um tempo além pairar das coisas rasas!
Em: Oração ao Sol: obra completa, Renato Travassos, Rio de Janeiro, José Olympio: 1946, 3ª edição, p. 97.
Ilustração Cecco Mariniello.
De livros encham-se as casas,
eis um conselho excelente,
pois o livro, aberto em asas,
põe asas na alma da gente.
(Orlando Brito)
Tipasa
Tipasa é um dos mais extraordinários complexos arqueológicos do Norte da África, talvez o mais importante para o estudo dos contatos das civilizações ao longo do Mediterrâneo tendo sido colonizada desde o século VI aEC ao século VI da nossa era. Localizada a 70 km a oeste de Argel, foi um posto de comércio de Cartago, e mais tarde foi um porto de prestígio do Império Romano, a partir do século III da nossa era. Nem mesmo a invasão dos Vândalos em 430 acabou com a prosperidade do local, só depois da reconquista da cidade pelos Bizantinos, em 531 que a cidade entrou em declínio até o final do século seguinte.