Edward Blair Leighton (Inglaterra, 1852-1922)
óleo sobre tela, 131 x 118 cm
Coleção Particular
Edward Blair Leighton (Inglaterra, 1852-1922)
óleo sobre tela, 131 x 118 cm
Coleção Particular
Natureza morta com frutos do mar, 1964
Carlos Bastos (Brasil, 1925-2004)
óleo sobre tela, 65 x 100 cm
Cartão postal, Margret Boriss.
Guardada como fragrância,
a verdadeira amizade
não se perde na distância,
adormece na saudade.
(Ângela Togeiro)
Abstração, 1946
Georgia O’Keeffe (EUA, 1887-1986)
Alumínio moldado, 300 x 300 x 146 cm
The Georgia O’Keeffe Museum, Santa Fé, New Mexico
Paisagem com locomotiva e riacho no interior de Minas Gerais, 2009
Mauro Ferreira (Brasil, 1958)
óleo sobre tela, 46 x 75 cm
“Guardo lembranças e reminiscências… Quando parti, montava o meu cavalo Diplomata, assim chamado porque agitava constantemente a cabeça, a guisa de cumprimentar toda gente. Acompanhava-me o coronel Almansor Silva, que furtivamente, no último momento da despedida, enxugara uma lágrima por conta da amizade que se firmara. Atrás de nós, montando um burro pachola, preto e empacador, vinha o meu camarada José Alicate, assim alcunhado por ter as pernas embodocadas, desde criança. Carregava a mala na cabeceira do arreio, por cima do rolo do poncho. Alcancei o trem da Leopoldina, na estação de Bicas, e, pela Leopoldina e pela Central do Brasil, bem batido pelos truques, com o nariz muito entupido de poeira, cansado mas cheio de esperanças, cheguei à capital do estado. Nesta bela cidade, tenho vivido até agora.”
Em: Taquaril, Oscar Negrão de Lima, Rio de Janeiro, José Olympio: 1961, p. 77
Oscar Negrão de Lima nasceu Lavras em Minas Gerais, em 1895. Formou-se na década de 1920 pela Universidade de Medicina do Rio de Janeiro. Como médico perambulou pelas cidades do interior de MG. Foi catedrático de Medicina Legal na Universidade de Minas Gerais. Escritor memorialista. Faleceu em 1971.
Obras:
Taquaril, romance, 1961
Luz oblíqua, romance, 1967
Elevador Lacerda, Salvador, Ba
Ademilson de Azevedo (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 50 x 80 cm
Caspar David Friedrich (Alemanha, 1774-1840)
óleo sobre tela, 44 x 73 cm
Alte Nationalgalerie, Berlim
Maria Thereza de Andrade Cunha
Quando a rua em que moro tu subias,
Por detrás da cortina eu te esperava;
E passavas sorrindo, pois bem vias
Que a cortina de rendas ondulava…
Como foram felizes esses dias
Em que meu coração se alvoroçava,
Quando longe passavas, e sabias
Que eu, de longe, te via… e te adorava!
Deixaste de passar à minha porta.
Da cortina rasgaram-se os babados.
— O tempo, rendas e esperanças corta! —
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Foi trocada a cortina da janela!
A nova é toda feita de bordados
… Mas, eu gostava muito mais daquela…
Em: É primavera… escuta., Maria Thereza de Andrade Cunha, Rio de Janeiro, 1949, p.49-50.
Isca Greenfield-Sanders (EUA, 1978)
aquarela e lápis de cor sobre papel, 20 x 20 cm