Reginald Marsh (EUA, 1898-1954)
Têmpera sobre madeira, 70 x 90 cm
Indianapolis Museum of Art
Reginald Marsh (EUA, 1898-1954)
Têmpera sobre madeira, 70 x 90 cm
Indianapolis Museum of Art
Madona dos olhos de vidro, 1296
DETALHE
Arnolfo di Cambio (Florença, 1240-1310)
Mármore
Museo dell’Opera del Duomo, Florença
Poul Friis Nybo (Dinamarca, 1869-1929)
óleo sobre tela, 63 x 48 cm
Jerônimo Guimarães (Brasil, 1836-1897) em As Flores.
Ilustração de Pierre Brissaud, para a revista House & Garden, março 1927.
Stella Leonardos
Ah pássaro triste!
Quem larga cantigas
de penas tão cinzas
nas horas que voam?
Ah flor escondida!
Choraste tão triste
nas gotas de brilho
do orvalho que foi-se.
Ah nuvem lá em cima
fugindo fugindo
tão triste tão triste
tão alma de sonho!
Vem, chuva dos tristes,
irmã comovida
cinzentas retinas
chorando horizontes!
Em: Ar Lírico, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1961, p. 21
[Reconstituição da paisagem em Florianópolis]
Eduardo Camões (Brasil, 1955)
óleo sobre tela, 20 x 40 cm
Ilustração anônima, década de 1960.
O parafuso anda cheio,
pois tem o corpo enrolado,
cabeça partida ao meio,
e vive sendo apertado.
(Izo Goldman)
Edward B. Gordon (Alemanha, 1966)
óleo sobre madeira
Essa expressão, tão comum, não parece conter toda uma atitude diante do mundo.
“Quer um café?”
“Não faço questão. Como você quiser.”
Ora, não é difícil saber se queremos tomar o café que alguém nos oferece. A incapacidade de decidir sobre coisa tão simples pode indicar algo maior do que uma hesitação. Pode ser indiferença. Anemia afetiva. Medo de se comprometer. Essa bem pode estar sendo nossa atitude, hoje, diante do mundo. Passiva. Que deixa correr. E isso é perigoso. O mundo pede emoção e inteligência. Espera que façamos questão dele. Eis a questão.
Em: “Não faço questão”, Márcio Tavares D’Amaral, O Globo, 24/10/2015, 2º caderno, página 2.
Princesa Marie von Preußen numa cena em jardim romântico, 1838
Pintor alemão anônimo
Deutscher Kunstverlag Munique Berlim