José Pancetti (Brasil, 1902-1958)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm
Vaso sangue de boi com rosas sobre a mesa,2011
Renato Meziat (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 100 x 75 cm
Um monge, uma rainha, um tesouro
Iluminura em manuscrito
Harley MS 4399, f. 22r
Meu nome não é comum. É um nome inglês, usado principalmente no final do século XIX e início do século XX. Não é uma invenção de minha mãe como muitos imaginam. Talvez por ter sido agraciada com um nome fora do comum, sempre prestei atenção a nomes. O povo brasileiro é muito criativo quando se trata de prenomes para seus filhos. Uma vez encontrei uma família em que todos os onze filhos tinham nomes que começavam com a letra Z. Na falta, pegaram nomes comuns e substituíram algumas consoantes por Z. Assim havia uma Zandra (Sandra) e uma Zezina (Regina).
Desde que fui seduzida pela história medieval coleciono nomes de mulheres. Porque aos nossos ouvidos, os nomes das princesas e rainhas medievais soam muitas vezes tão esdrúxulos quanto os nomes da família com Z.
Conheço quem procura nomes para filhinhos ou netinhos aproveito então para postar alguns nomes medievais para consideração:
Aalis, Abril, Adalgisa, Adelaide, Adelinda, Adeline, Adeltrude, Ágata, Agnes, Alda, Aldara, Aldith, Aldreda, Alice, Aline, Alix, Amanda, Anabela, Antia, Arabela, Armena, Astrili, Aurora, Ava, Avelina
Bailessa, Basilea, Basina, Baudelia, Beata, Beatriz, Begga, Belinda, Berta, Bertilla, Blanche, Bodélia, Bogdana, Bonita, Branca, Brites, Brunilda
Cândida, Cassandra, Catalina, Cecília, Celestina, Célia, Clara, Clarice, Clemência, Columba, Constância, Cristina, Cristiana
Denise, Dionísia, Dominica, Dragoslava, Dubravka, Dulce, Dulcina
Edith, Eleonora, Elizabeth, Emília, Emma, Esmeralda, Etheldreda, Ermengarda, Eugênia, Evelina, Everilda
Fabíola, Fada, Fastrada, Felícia, Filipa, Fina, Flor, Floridia
Gadea, Garsea, Gelvira, Genoveva, Gerberga, Gertrudes, Gervinda, Gisela, Golda, Gundred
Helena, Heloísa, Herminone, Herrad, Hilária, Hilda, Hildegarde, Hiltrude
Ida, Idônea, Igulina, Inês, Isa, Isabel, Isolda
Jimena, Joana, Jocosa, Juliana, Julieta
Laura, Laurenza, Leandra, Leonor, Letícia, Letula, Lia, Linora, Liutgarde, Lívia, Lorena, Luella, Luanda, Luba, Lúcia, Ludmila
Madelgarda, Mafalda, Maiorina, Maria, Marion, Martina, Mécia, Mencia, Margaret, Margarida, Marsília, Martina, Matilda, Matilde, Melia, Miane, Milina, Militsa, Miloslava, Mira, Mirabela, Miroslava, Molle, Mor, Moyli, Muriel.
Nancy (diminutivo de Annis), Nerys, Nina, Norma
Odília, Olívia, Osvalda,
Prudência, Petrônia, Petronilla, Primavera,
Rada, Radoslava, Raísa, Raquel, Regina, Rohese, Rohesita, Rosa, Rosalba, Rosalie, Rosalina, Rosamunde, Rosetta, Rosina, Roxane
Sabela, Sabina, Safira, Sancha, Sarah, Sence, Serafina, Sibil, Slava, Slavitsa, Sol, Stanislava, Stella, Suévia, Sunnifa, Sunniva, Suzana
Tânia, Tatiana, Teodora, Teodrada, Teofânia,Teresa, Tianna, Timothea, Tota
Urraca, Úrsula, Utta, Uxía (variação de Eugênia)
Vanda, Velma,Vilante, Violeta, Vitória, Vivili, Vrimia
Wulfrida
Xantho
Zafara, Zanna, Zenith, Zuzana
Considerando que muitas centenas de anos se passaram, é incrível o número de nomes medievais, dos anos 500 a 1400, que ainda sobrevivem.
Peter Samuelson (Inglaterra, 1912-1996)
óleo sobre tela
Quanta gente encontro me diz que sua vida daria um romance? Muita. Ao saberem que estou envolvida com leitura, com a escrita, com revisão de textos e traduções parece que veem a porta do confessionário se abrir e à menor deixa desfilam o rosário de aventuras e desventuras que acumularam através dos anos. Ainda que na maioria das vezes tenham, de fato, vivido momentos extraordinários, nem sempre o equilíbrio entre o que lhes aconteceu e o resto de suas vidas mereceria um relato cuidadoso. Nunca soube o que dizer a esses interlocutores além de me colocar passivamente na escuta, por um questão de delicadeza e respeito ao outro. Hoje, no entanto, encontrei esse trechinho fabuloso. Acho que vou decorá-lo para uso futuro.
“Toda vida é ao mesmo tempo, comum e excepcional — são as respectivas proporções de cada uma dessas categorias que irão fazê-la interessante ou insípida.”
Em: As aventuras de um coração humano, William Boyd, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, página 13
Noite de autógrafos, ilustração de J. Frederick, para Collier’s Magazine, década de 1950.
Caso você seja amigo do autor, não deixe de prestigiá-lo. Não é obrigatório comprar um livro; sua presença é o mais importante.
Caso compre o livro, espere na fila pelo autógrafo, como os demais. Não importa sua intimidade com o autor.
Não compre livros para ‘apenas’ dez amigos que não puderam comparecer e nem peça para que sejam autografados. Use o bom senso.
Estar arrumado é uma atitude de respeito e consideração; respeite os trajes pedidos em convites.
Não fique muito tempo no coquetel após o autógrafo. Vá embora e respeite o provável cansaço do autor.
Em: Sempre, às vezes, nunca – etiqueta e comportamento, Fábio Arruda, São Paulo, Arx: 2003, 8ª edição, p: 127-8.
José Maria de Almeida (Portugal/Brasil 1906-1995)
óleo sobre tela, 39 x 46 cm
Agostinho de Souza (Brasil, 1934)
óleo sobre tela, 44 x 33 cm
Museu de Arte de Goiânia