Paisagem rural, 2012
Clóvis Péscio (Brasil, 1951)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Paisagem rural, 2012
Clóvis Péscio (Brasil, 1951)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Grafite próximo à Praça Tahrir no Cairo, autoria desconhecida.
“A praça Tahrir é a grande rotunda do Cairo, uma rosa dos ventos onde em dias de trânsito normal os carros se cruzam entre ocidente e oriente, norte e sul.
Na ponta norte, o Museu Egípcio, atração de turistas que talvez esqueçam o nome do enigmático Akhenaton mas não esquecerão o tesouro do seu filho Tutankhamon. Na ponta sul, os vinte andares e corredores do Mugamma, colosso temível da burocracia egípcia. Para oriente, a Universidade Americana do Cairo, que há décadas forma as elites locais. E, mais para oriente, a Sharia Tahrir ou a Talaat Harb, ruas de belas fachadas art déco impregnadas de fuligem, com cafés onde os homens se sentam a fumar narguilé.
Aqui vinha todas as manhãs Naguid Mahfouz, o mais reconhecidoo romancista árabe, Prêmio Nobel em 1988. No café Ali Baba lia os jornais e recebia quem aparecesse, com quem abre a porta de casa. E foi por aqui que Gabal Abdel Nasser planejou a sua revolução republicana de 1952.
Centrípeta e pulsante a praça Tahrir é o destinoo natural de uma revolução.”
Em: Tahrir: os dias da revolução no Egito, Alexandra Lucas Coelho, Rio de Janeiro, Língua Geral:2011, páginas 15-6.

Flores com fundo alaranjado
Inos Corradin (Itália, 1929, radicado no Brasil)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm

Paisagem do Rio de Janeiro, 1991
Lia Mittarakis (Brasil, 1934-1988)
óleo sobre tela, 80 x 100 cm
Dona Maria Cebolácia Carneiro Menezes “Dona Cebola” e Seu Cebolácio Cogumélio da Silva “Seu Cebola” dormindo, © Maurício de Sousa.
– Casamento é mesmo o fim!
diz ela, no seu enfado,
– Quem suspirava por mim
agora ronca ao meu lado!…
(Arlindo Tadeu Hagen)
Salvar
História de sereias
Neil Hollingsorth (EUA, 1954)
aquarela

Autorretrato com modelo, 2016
Rick Beerhorst (EUA, contemporâneo )
Óleo sobre tela, 81 x 81 cm

Natureza morta, 1990
Emílio Silvestre Wolff (Brasil, 1902-1995)
óleo sobre tela, 65 x 48 cm
Coleção Particular
Sabedoria
Ileana Cerato (Argentina, 1993)
óleo sobre tela
Sorvete de casquinha ou Desespero
Alex Gross (EUA, 1968)
Kitchen é o livro que apresentou ao ocidente, em meados da década passada, a escritora Banana Yoshimoto, revelação da moderna literatura japonesa. Muito sucesso desde então abraçou a autora. O livro foi também minha apresentação ao trabalho dela e assim como outros leitores mundo afora irei ler suas outras obras. Com linguagem clara e delicada Yoshimoto apresenta os difíceis temas da perda, luto e renascimento emocional.
São duas histórias: uma novela (longo conto) e um conto. Ambos tratam com empatia as perdas por morte sofridas pelos personagens principais, jovens que se encontram sozinhos no mundo, sem familiares ou sem as pessoas que amam. Todos acabam encontrando carinho e conforto através fontes inesperadas. Suas vidas, que começam viradas pelo avesso sem perspectiva de melhores dias, parecendo perdidas em meio a tristeza e sofrimento aos poucos se liberam da decepção e visualizam um horizonte mais feliz, repleto de possibilidades.

O estilo da autora é caprichoso. Ela trata seus personagens, às vezes extravagantes, excêntricos e ocasionalmente exuberantes, com tanta delicadeza e aceitação que a própria estranheza não salta aos olhos. Ao contrário, é comovente. A narrativa leve, com jeito despretensioso, permite que sutilezas sejam ressaltadas, e que a vulnerabilidade de cada personagem apareça sem excessos ou melindres.
Banana Yoshimoto me lembra os interiores de casas japonesas onde o minimalismo é eloqüente; o gracioso tem peso e a almejada serenidade encontra expressão. Não há excessos ainda que seus jovens personagens possam ser impulsivos, às vezes precipitados.

Este é um livro sutil que trata de tópico difícil de maneira clara, delicada, agradável e sóbria. Excelente leitura para qualquer idade. Vai para a minha lista de leituras para adolescente mais velhos, ou jovens adultos. Não é a toa que é um favorito da Geração X.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.