Nossas cidades: Resende

30 01 2017

 

 

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Ponte Velha, Resende

Jorge Vieira (Brasil, 1974)

óleo sobre tela

 

 

 





Minutos de sabedoria: Banana Yoshimoto

30 01 2017

 

 

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Retrato de um menino com livro, década de 1740

Jean Baptiste Perronneau (França, 1715-1783)

óleo sobre tela, 63 x 52 cm

Hermitage, São Petersburgo

 

 

 

“As pessoas verdadeiramente importantes emitem uma luz que aquece o coração de quem vive ao lado delas.”

 

Banana Yoshimoto

 

 

 

yoshimotoueBanana Yoshimoto




Domingo, um passeio no campo!

29 01 2017

 

 

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Paisagem com animais, 1985

JOZAN (Brasil, 1942)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Flores para um sábado perfeito

28 01 2017

 

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Floral

Jorge Maciel (Brasil, 1972)

óleo sobre tela, 60 x 43 cm





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

27 01 2017

 

 

leopoldo-gotuzzo-brasil-1887-1983pedra-da-gavea-oleo-sobre-tela-colada-em-cartao-18-x-14-cm-rio-de-janeiroPedra da Gávea

Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887-1983)

óleo sobre tela colada em cartão,  18 x 14 cm





Resenha: “As irmãs Makioka” de Jun’ishiro Tanizaki

27 01 2017

 

 

osakaO Castelo de Osaka, 1967

Yuzaburo Kawanishi (Japão, 1923)

xilogravura policromada

 

 

 

O ritmo, a saga de As Irmãs Makioka me lembraram Eça de Queiroz. Talvez seja por isso que desde o início me senti inclinada a gostar da obra de Jun’sihiro Tanizaki, sem levar em conta as mais de 700 páginas da edição brasileira.  O ritmo é lento. O texto se move como as estações do ano, vagarosamente, cada passagem de tempo uma atividade, novo enfoque, nova oportunidade.  Esperança. O universo é retratado nos detalhes, nas minúcias do cotidiano.  E são os pormenores da vida que nos dão a medida certa da sociedade que as produziu.

Considerado uma obra clássica da literatura japonesa, esse livro retrata o período em que o Japão esteve em guerra com a China até sua aproximação à Alemanha de Hitler.  No entanto, a julgar pelo descrito neste livro, no interior montanhoso do país, as guerras quase não tiveram impacto.  Os ecos das batalhas são longínquos e não arrepiam as penas dos pássaros nos jardins.  As irmãs Makioka retrata quatro anos (1936-1941) na vida de quatro irmãs vindas de uma família tradicional, de abastados comerciantes, que perdeu a influência financeira e social. Elas tentam manter, cada qual à sua maneira, as tradições familiares de classe e dinheiro, no entanto, os resultados são modestos e diferem para cada uma delas.  O Japão está no seu momento mais intenso de ocidentalização antes da segunda metade do século XX. E essa mudança de hábitos, de roupas, de maneiras de pensar está presente no dia a dia das irmãs.

 

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No antigo Japão – e francamente não sei como é agora – irmãs haveriam de casar na ordem em que nasceram. Essa regra, mantida pelas Makiokas, é o fio da trama.  Na abertura, a primeira filha é casada com seis filhos, a segunda, casada com uma filha, a mais jovem, rebelde, desafiadora do status quo já está comprometida para casar, mas a terceira , não consegue um marido à altura, está ficando velha demais para um bom casamento e empaca a vida da mais nova.  A solução desse problema segura a narrativa de início ao fim.  Cada uma das irmãs é detalhadamente descrita, não há como confundirmos seus nomes.  Como  é um romance movido pelo personagens, com muito pouca ação, o conhecimento profundo de cada elemento é essencial.

A vida não para porque Yukiko não consegue casar.  Vez por outra aparece um pretendente. Nesse meio tempo há eventos do cotidiano: crianças crescendo, doenças, passeios em família, mudança de endereço e assim por diante.Aos poucos temos uma visão precisa de como era a vida antes da Segunda Guerra Mundial. Li esse livro nas férias, em três semanas.  Aproveitei o tempo letárgico do verão quente para parar a cada capítulo (eles são pequenos) e procurar na internet imagens do Festival das Cerejeiras, do Dia das Meninas, a distância entre Osaka e Tóquio para entender o trauma de uma mudança de lá para cá. Procurei fotos de glicínias e outras flores mencionadas.  Fui atrás de explicações para as partes de um quimono, assim como os rituais mencionados. Tive por causa disso outros meios de apreciar a leitura. Enfim, tive o luxo de poder dar tempo à narrativa, deixá-la criar raízes.

 

 

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Jun’shiro Tanizaki

 

 

Esse é um belíssimo livro, retrato de uma época.  Foi escrito durante os anos da guerra entre o Japão e a China e publicado em 1948.  Tem sido desde então considerado uma obra-prima da literatura japonesa do século XX.  É fácil entender a razão: é a saga de uma família para sobreviver num mundo que muda rapidamente.  Durante a narrativa o Japão comemora 2.600 anos de existência.  Muitos dos rituais da corte e da sociedade japonesa ainda preserva antigos hábitos em descompasso com a ocidentalização, que já vinha se estabelecendo na terra do sol nascente desde o século XVIII através do comércio com a Holanda. O que se testemunha na leitura é um adeus às velhas maneiras.  Algo que não acontece de repente, não até perder a Segunda Guerra Mundial e ser ocupado pelas forças aliadas de reconstrução de 1945 a 1952.

Definitivamente essa leitura é um requisito para o leitor interessado da grande literatura e naquela produzida pelo Japão.

 

 

 

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Imagem de leitura — Oszkár Glatz

26 01 2017

 

 

 

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Avô lendo conto de fadas, 1929

Oszkár Glatz (Hungria, 1872-1958)

óleo sobre tela

 

 





Parabéns, São Paulo!

25 01 2017

 

 

carlos-eduardo-zornoffbrasil-1959-vista-da-av-paulista-2014-ost-70-x-100-galeria-mmVista da Avenida Paulista, 2014

Carlos Eduardo Zornoff (Brasil, 1959)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

25 01 2017

 

 

jose-marques-campao-1892-1949-natureza-morta-com-abacaxi-ost-24-x-31-acie-galeria-saint-tropez-07-08Natureza morta com abacaxi

José Marques Campão (Brasil, 1892-1949)

óleo sobre tela, 24 x 31 cm





Trova dos tons de cinza

24 01 2017

 

arte-artista-rpof-pardal-lampadinha-pintura-arte-abstrataProfessor Pardal quer ser pintor, ©Walt Disney.

 

Não deixe que maus momentos

ofusquem seus ideais.

Sobre “velhos” tons cinzentos,

“novas” cores brilham mais.
(Wandira Fagundes Queiroz)

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