
Há seis anos fiz uma longa postagem sobre o tema guarda-chuvas no Natal. O guarda-chuva tem cara de Natal? Eles aparecem como moldura de centenas de cartões ou imagens da época natalina. Desde então outras cenas vieram ao meu encontro. Seguem…


















Há seis anos fiz uma longa postagem sobre o tema guarda-chuvas no Natal. O guarda-chuva tem cara de Natal? Eles aparecem como moldura de centenas de cartões ou imagens da época natalina. Desde então outras cenas vieram ao meu encontro. Seguem…

















Leitura natalina, 1877
Heinrich Max (República Checa, 1847- 1900)
óleo sobre tela, 78 x 60 cm
Mangas e mar, 1982
Quirino Campofiorito (Brasil, 1902-1993)
óleo sobre tela colada em eucatex, 18 x 48 cm

David Mourão-Ferreira
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que hão-de me lembrar de modo menos nítido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que uma só voz me evoque a sós consigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que não viva já ninguém meu conhecido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem vivo esteja um verso deste livro
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que terei de novo o Nada a sós comigo
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que nem o Natal terá qualquer sentido
Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito
Em: Cancioneiro de Natal, David Mourão-Ferreira, Editora Verbo, 1973













Fernando Pessoa
Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
Em: Cancioneiro, Fernando Pessoa, Cyberfil: 2002 – página 34
Entardecer no pasto
Gérson de Azeredo Coutinho (Brasil, 1900-1967)
óleo sobre madeira, 15 x 20 cm
Natureza morta com anjinhos e borboletas
Adir Sodré de Souza, (Brasil, 1962-2020)
acrílica sobre tela, 36 x 30 cm

Lendo
A Vida do Livreiro A.J. Fikry
Gabrielle Zevin
São Paulo, Paralela: 2014
186 páginas
SINOPSE
Uma carta de amor para o mundo dos livros
“Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é
um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.