Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

14 11 2018

 

 

Clovis Pescio - Natureza morta - Óleo sobre tela - datado de 1999 - acid - sem moldura - 50x70cmNatureza morta com uvas e abacaxi, 1999

Clóvis Pescio (Brasil, 1951)

óleo sobre tela,  59 x 70 cm





Resenha: “Romancista como vocação” de Haruki Murakami

13 11 2018

 

 

 

 

Belinda del Pesco (EUA, contemporânea) aquarela, 20 x 25 cmAlmofada vermelha

Belinda del pesco (EUA, contemporânea)

aquarela, 20 x 25 cm

 

 

Não se trata de ficção.  Este é um livro de ensaios sobre escrita, literatura, escolhas e preferências do autor e ainda outros temas surgidos nas entrevistas que Haruki Murakami deu.  Não se trata tampouco de um guia para o escritor neófito, nem uma cartilha de como se tornar um escritor de sucesso.  Invés disso temos um belo preenchimento do retrato de Murakami como pessoa, intelectual e pensador.

 

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Mesmo assim é um livro que encanta, principalmente àqueles como eu, que apreciam os livros do autor.  Saímos dessa leitura com a sensação de quem é Murakami, um cara sóbrio, que tem dúvidas, muitas delas sobre suas criações.  Conhecemos o início de sua carreira como escritor e suas ideias sobre a educação nas escolas japonesas. É um livro leve, de fácil leitura, repleto de vinhetas ou histórias  ilustrando suas ideias.  Nesta obra passeamos pelas memórias do autor,  e vislumbramos os processos de sua escrita.

 

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Tudo me pareceu de interesse: seu desprezo pelos prêmios literários; o hábito de sair do Japão para um lugar onde não é conhecido (por exemplo, Paris) e viver lá pelos 6, 8, 10 meses necessários para escrever o romance que tem na cabeça e que surgiu no Japão (ele gosta deste distanciamento físico); o descaso que críticos japoneses têm por sua obra, por acreditarem que é repleta de perspectivas estrangeiras (americanas na maioria); o cuidado detalhado, minucioso, vagaroso necessário para completar uma obra e sobretudo a seriedade com que trata de sua vocação.

Leitura encantadora.  Difere de todos os outros Murakamis que li.  Com ele começamos a perceber o homem que cria o mundo paralelo em que nos deliciamos.  Vale a pena!  Muito bom.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.

 





Palavras para lembrar: Aluísio de Azevedo

8 11 2018

 

 

Elena Samokysh-Sudovskaya.Elena Petrovna Samokish-Sudkovskaya (1863-1924) RussieLeitura

Elena Petrovna Samokish-Sudkovskaya (Rússia, 1863-1924)

Aquarela

 

“É que seu gênio retraído e seco dava-se maravilhosamente com esses amigos submissos e generosos – os livros; esses faladores discretos, que podemos interromper à vontade e com os quais nos é permitido conversar dias inteiros, sem termos aliás obrigação de dar uma palavra.”

 

Aluísio de Azevedo





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

7 11 2018

 

 

 

 

João Simeoni - Natureza Morta - Óleo sobre tela - 32 x 47 cm - sem molduraNatureza morta

João Simeoni (Brasil, 1907-1969)

óleo sobre tela,  32 x 47 cm





Flores para um sábado perfeito!

3 11 2018

 

 

 

Alberto da Veiga Guignard ,Vaso de flores (1955), de Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), Vitor Braga Galeria de Arte.Vaso de flores, 1955

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre madeira, 75 x 61 cm





Minutos de sabedoria: José de Alencar

2 11 2018

 

 

Lucia Helena Redic de Campos (Brasil, 1945) - Quadro pincel seco sobre papel 50x70cmMenino lendo

Lúcia Helena Redig de Campos (Brasil, 1945)

pincel seco sobre papel, 50 x 70 cm

 

 

“Quem não espera vencer, já está vencido.”

 

José de Alencar

 

jose_de_alencarJosé de Alencar (1829-1877)




Imagem de leitura — Charles Edward Hallé

1 11 2018

 

 

Charles Edward Hallé (França, 1846 -1914), Nas Vésperas, ost, 61 x 46 cmNas Vésperas

Charles Edward Hallé (França, 1846 -1914)

óleo sobre tela, 61 x 46 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

31 10 2018

 

 

ISABEL MAGALHÃES (1961). Romãs e Jarro de Flores sobre a Mesa, óleo stela, 38 X 55. Assinado no c.i.d. e no verso (2016).Romãs e jarro com flores sobre a mesa, 2016

Isabel Magalhães (Brasil, 1961)

óleo sobre tela, 38 x 55 cm





Resenha: “Nosso homem em Havana”, Graham Greene

31 10 2018

 

 

 

IT_S A CLASSIC—The old cars seen prominently in Havana, Cuba are the inspiration for this Anette Power painting.Havana, Cuba, pintura de Anette Power.

 

 

De Graham Greene eu só havia lido Viagens com minha tia, [Travels with my aunt], que li em inglês nos primeiros tempos de moradia nos Estados Unidos há anos. Boas recordações associadas a essa leitura —  personagens fora do comum, como tia Augusta com uma vida não muito límpida  —  seu sobrinho, o  monótono gerente bancário, aposentado, Henry Pulling,  e sobretudo as aventuras europeias fora do esperado,  não foram suficientes, no entanto, para que eu retornasse a Graham Greene até agora.  Mas meu grupo de leitura votou neste clássico para discussão mensal.  E foi, portanto, com prazer que abri as primeiras páginas de Nosso Homem em Havana.  No início  a narrativa pareceu de difícil engajamento. Passei para o original em inglês considerando que talvez fosse a tradução, neste caso de Brenno Silveira. Mas o início do original em inglês foi lido com tão pouco entusiasmo quanto seu correspondente em português.  Até que a história, pequenina, não chegando mesmo a 280 páginas, toma um embalo, lá por um terço e daí por diante fluiu sem obstáculos, tornando-se uma das mais interessantes narrativas que li nos últimos tempos.  E devo acrescentar, escrita com grande humor, uma sátira muito bem feita que chega, em ocasiões, a trazer o riso solto ao leitor. Realmente muito engraçado.

 

 

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Publicado em 1958, o livro tem trama elaborada. Passa-se em Cuba, ainda no governo de Batista, mas já com rebeldes agindo nas montanhas, precursores da revolução cubana liderada por Fidel Castro e seus associados. Interessado no que pode vir a acontecer, o serviço secreto britânico, por falta de melhor solução, contata James Wormold para mandar notícias sobre o que se passava na ilha.  Wormold, cidadão inglês radicado em Cuba,  vendedor de aspiradores de pó, figura apagada e insossa que nenhum de nós pode imaginar como personagem principal de uma aventura de espionagem, precisava reforçar o conteúdo de seu bolso para dar à filha, manipuladora sem limites, as necessidades de luxo que ela desejava.  Aceita o trabalho, desconhecendo como proceder.  A necessidade, dizem ser a mãe das invenções.  Sabedoria popular que se afirma neste caso.  Que mal poderia acontecer,  se desta longínqua ilha no Atlântico, mais de 7.000k de Londres, Wormold colorisse a realidade?  Nada, ele pensa.  Quem vai saber?  A situação toma caminhos inimagináveis quando na capital inglesa o serviço secreto leva a sério os relatórios assinados  por Wormold.

 

Graham_Greene,_BassanoGraham Greene

 

Farsa, comédia rasgada são termos comumente associados ao teatro, mas podem descrever a sátira feita por Graham Greene, que baseia seu sucesso — como o melhor do humor inglês — nas pequenas frustrações que seus personagens, verdadeiramente humanos, imperfeitos, ingênuos sofrem, e de como são incapazes de impedir as consequências inevitáveis de suas ações.  Paródia,  crítica sobre o serviço secreto inglês e métodos da política mundial, do final da década de 1950, não tornam a história datada. Ao contrário, ela é atemporal, clássica no sentido mais largo da palavra, porque é  baseada não em circunstâncias de época mas no registro das emoções e do caráter de seus personagens.  Sensível,  Graham Greene brinca com o que rotulamos importante.  E explora com destreza as fraquezas humanas. Sim, é um clássico que pode ser lido e relido inúmeras vezes.  Excelente leitura. Leve e curta.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.





Primavera: Ralph Waldo Emerson

30 10 2018

 

 

primavera, flores, plantar, Marie CramerIlustração, Marie Cramer.

 

 

“A Terra ri em flores.”

 

Ralph Waldo Emerson