
Homenagem aos 100 anos de Imigração Japonesa, 2008
Tomie Ohtake (Japão/Brasil, 1913 – 2015)
Aço pintado, 15 metros de altura
Parque Roberto Santini, Santos, Estado de São Paulo
Inaugurada em 2008 pelo Príncipe Naruhito do Japão.


Homenagem aos 100 anos de Imigração Japonesa, 2008
Tomie Ohtake (Japão/Brasil, 1913 – 2015)
Aço pintado, 15 metros de altura
Parque Roberto Santini, Santos, Estado de São Paulo
Inaugurada em 2008 pelo Príncipe Naruhito do Japão.

Touceiras de bambu
Alípio Dutra (Brasil, 1892 -1964)
óleo sobre tela

Flores, 2001
Adelson do Prado (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 61 x 50 cm
Paisagem do Rio de Janeiro
[Lagoa Rodrigo de Freitas, Penhasco dos Dois Irmãos e Pedra da Gávea]
Angelo Cannone (Itália/Brasil, 1899 — 1992)
óleo sobre eucatex, 20 x 25 cm
Jovem lendo
Amand Edmond François Jean, conhecido por Aman-Jean (França, 1858 – 1936)
Oleo sobre tela, 46 x 38 cm

Ânfora com o nascimento de Dionísio, entre 500 — 490 a. E.C. [DETALHE]
Atribuído ao Pintor de Diosfos
Local de criação: Grécia, Sterea Hellas Evoia, Ática
Estilo grego, arcaico, com figuras negras
Argila, 20,5 cm, 12, 8 cm, 11, 8 cm diâmetro
Bibliothèque nationale de France
Lado oposto: Cena com Atenas e Hércules
O nascimento de Dionísio, deus grego, se prestou a diversas representações nas artes desde éa Grécia Antiga aos dias de hoje. Dionísio teve como progenitores Zeus e Sêmele, que foi uma princesa de Tebas, filha de Cadmo, herói fundador daquela cidade. Sêmele, de grande beleza, acabou seduzida por Zeus , que se disfarçou de homem comum. Para conquistá-la Zeus prometeu a Sêmele nunca lhe negar qualquer desejo. Nesse meio tempo, Hera, que já era casada com Zeus, não gostou da traição do marido e irmão. Tomada por ciúmes, Hera construiu um plano para se desfazer de Sêmele. Disfarçou-se de serva da princesa, e acabou por convencer a jovem a pedir uma prova de amor de Zeus. Queria que ele demonstrasse que era quem dizia ser e que viesse vê-la com as roupas mais brilhantes que conseguisse.
É preciso lembrar algo importante para o desenrolar desta história. A existência do rio Styx (Estige) fronteira entre o céu e o inferno e caminho para a entrada ao submundo depois da morte, tinha águas com poderes milagrosos, tornando invulnerável quem nelas mergulhasse. Uma promessa feita pelo rio Styx (Estige) era o voto mais sagrado que poderia ser feito. E qualquer promessa não cumprida, Styx cobraria. Por isso, todos os juramentos feitos pelos deuses eram feitos à margem de suas águas, sendo obrigados a cumpri-los. Por isso Zeus se encontrou-se em dificuldades para atender ao pedido de Sêmele. Acabaria por contrariar sua própria palavra ao Styx.
Zeus cumpriu a promessa feita à amada, consciente do que algo terrível lhe aconteceria, porque havia jurado pelo Styx, rio da imortalidade, coisa que nem mesmo uma divindade poderia romper. Foi, então punido. Sêmele transformou-se em pó. Transformou-se em pó por não aguentar o brilho das vestimentas de Zeus. Tudo que ele pode fazer foi salvar seu filho, retirando-o do ventre materno aos seis meses de gestação, gerando-o em sua própria coxa, até o nascimento.

Natureza morta
Henri Carrières (França, 1947, radicado no Brasil desde 1952)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
O manuscrito, c. 1921
Francis Ernest Jackson (GB, 1872-1945)
têmpera sobre madeira
The Ashmolean Museum of Art and Archaeology, Oxford, GB
Tempestade Tropical
Tiffany Blaise (Austrália, contemporânea)
óleo e cera sobre papel, 42 x 29 cm
Ladyce West
Ar denso, turvo,
Grávido de umidade
Pesa na fronte, nos ombros,
no âmago da alma.
Afoga os pulmões, martiriza o corpo,
Apoia-se no cenho, escorre da testa,
desliza nas costas,
brita nas têmporas,
vaza na nuca.
A camisa, segunda pele, adere.
Restringe, circunscreve
Movimentos, pensamentos.
O peso do mundo escorado nos ombros.
Silêncio.
Céu de chumbo.
Um lágrima grossa cai;
Duas, um choro sofrido
Raivoso, ruidoso, calamitoso.
A chuva é cortina fechada.
Estrondosa. Cortante.
Correntes d’água aprisionando
Homens, mulheres, animais,
Andantes.
Entorta árvores
Torce fios, destrói muros,
Placas, pavimentos.
Caudalosa torrente, batelada.
Os deuses despejam fúria liquida
nas ruas, casas, praças da cidade.
Montanhas se escondem
Nuvens se iluminam
Raios rompem o céu
Soam trovões enraivecidos.
Meia hora. Silêncio.
Tudo volta à norma.
Lavado. Límpido. Nítido.
Submerso em água.
Mas o suor continua
desliza sobre o corpo.
O calor abafa e sufoca.
É verão sob o trópico de Capricórnio.
©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2019
Art Deco cartão postal, Tito Corbella (1885-1966)