Mercado de flores no bairro da Glória, 1991
Alfredo Lowenstein (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 22 x 27 cm
Mercado de flores no bairro da Glória, 1991
Alfredo Lowenstein (Brasil, contemporâneo)
óleo sobre tela, 22 x 27 cm
Moça de Amarelo, 1936
Hilda Campofiorito (Brasil, 1901-1997)
óleo sobre tela,
Museu Nacional de Belas Artes, RJ
“Meio encolhido no seu pijama de pelúcia, com uma manta de lã enrolada no pescoço, era com um certo gosto de tropeiro que oferecia a cara à mordida gelada e úmida do ar do alvorecer. Era bom sentir no côncavo da mão e nos dedos o calor da cuia de chimarrão e mais saboroso ainda chupar a velha bomba que herdara do velho Xisto, reter na boca, meio queimando a língua, o mate escaldante e depois deixar o amargo descer devagarinho, faringe e esôfago abaixo, e ir aquecer-lhe o peito, como um poncho para uso interno. A geada branqueava os telhados. Galos cantavam em quintais próximos e distantes e, como sempre acontecia nessa hora, Tibério pensou nas incontáveis alvoradas de sua vida, na cidade e no campo, e por alguns instantes lhe passaram pela mente as imagens de seu pai, de seus irmãos e de outros amigos mortos que estavam sepultados lá em cima da coxilha e que não podiam mais ver a luz do dia. Essa era a única hora em que às vezes ele pensava na sua própria morte, principalmente agora que tinha entrado na casa dos sessenta.”
Em: Incidente em Antares, Érico Veríssimo, Cia das Letras: 2006, original publicado em 1970. Minha edição Kindle.
Caquis na fruteira
Bruna Poloni (Itália-Brasil, século XX)
óleo sobre tela, 55 x 73 cm

Fruteira
Francisco Sobral (Sobrall) (Brasil, 1955)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Santo Antônio,1942
Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela, 78 x 200 cm
Esta obra foi feita para decorar a Igreja de Santo Antônio em Brodowski.
Tapeçaria, 1999
Janvier Rollande Harpswell (EUA, 1985)
Desenho a lápis, 48 x 48 cm
Coleção Particular

Erin, 2004
Janvier Rollande Harpswell (EUA, 1985)
desenho a lápis, 52 x 43 cm
Coleção da artista
Martha, Shaker Heights, 2000
Janvier Rollande Harpswell (EUA, 1985)
Desenho a lápis, 50 x 40 cm
Coleção Particular

Sara e Lizzie, NYC, 2000
Janvier Rollande Harpswell (EUA, 1985)
Desenho a lápis, 54 x 38 cm
Coleção Particular

Elise aos três anos, 1998
Janvier Rollande Harpswell (EUA, 1985)
Desenho a lápis, 71 x 50 cm
Coleção Particular
Betty
James Durden (Inglaterra, 1878-1964)
óleo sobre tela
Kenswick Museum & Art Gallery
No século XIX muitos cientistas se dedicaram ao estudo da frenologia para delinear características dos cérebros humanos. A intenção era determinar através da forma, do peso, das saliências, das características físicas de cada um, se criminosos e gênios se diferenciavam substancialmente uns dos outros, através dessas medidas.
Hoje a frenologia está totalmente desacreditada, mas, quando o escritor inglês William Makepeace Thackeray, faleceu em 1863, aos cinquenta e dois anos, seu cérebro foi retirado e investigado.
Afinal Thackeray era o grande romancista da era vitoriana, autor de As memórias de Barry Lindon, História de Henry Esmond, e da hoje clássica leitura obrigatória para uma bela educação literária Feira das Vaidades. Foram ao todo mais de 27 obras publicadas, Era para todos os efeitos, um gênio.
Seu cérebro, não desapontou o público da época, foi confirmado ser mais pesado do que o normal, 1,658 quilos. No entanto, quando comparado com outros cérebros de escritores famosos, por exemplo, do russo Turgenev, o romancista inglês perdia. Turgenev a 1, 984 quilos era definitivamente tamanho extra grande. Outos cérebros de escritores pesados na balança surpreendem: o francês Anatole France pesou 1,020 quilos e Walt Whitman 1,247 quilos. Talento definitivamente não corresponde ao tamanho do chapéu.
Fonte: Curiosities of Literature, John Sutherland, Skyhorse: 2011. [Kindle]
Sem Título
Zoe Gaston (Irlanda, contemporânea)
“Estava sob uma pilha de livros, embrulhada em panos de cortina carcomidos de traças, enfiada entre camadas de papelão. Ele a mantivera escondida durante toda a guerra. Era a primeira edição do Blaue Reiter Almanac, publicado em 1912, uma espécie de manifesto do grupo de artistas expressionistas de Munique e região nos poucos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial. Foram declarados “degenerados” pelo Partido Nacional-Socialista e seus quadros foram confiscados, vendidos, destruídos ou ocultados.“
Em: Lições, Ian McEwan, tradução de Jorio Dauster, São Paulo, Companhia das Letras: 2022, [Kindle]